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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Então sempre é verdade - em 2015 o défice foi inferior a 3%

Que o défice em 2015 foi de 2,98%, abaixo dos tais 3% que permitem ao país sair do grupo de países com défice excessivo. E há rezas, sinos a tocar, jornais a publicar, BE e PCP patrioticamente felizes ? Nem sombras como muito bem diz aqui o Corta Fitas .

Mas quem o diz é o INE ( Instituto Nacional de Estatistica ) que tem como função colocar as coisas em "su sítio" mas, agora, e como habitualmente, quando o PS está no governo, o que era credível deixou de o ser se disser algo que não lhe agrada. Mas o melhor é ver os nossos amigos socialistas indignados porque há quem não embarque no doce embalar do berço .

"Na verdade, agora que o CDS e Assunção Cristas anunciam esta conquista do anterior Governo e não mais é possível esconder a vitória, a comunicação social trata-a de uma forma simplesmente extraordinária: o Expresso anuncia na 1ª página que é o CDS quem “diz que défice de 2015 ficou abaixo dos 3%” quando, lendo-se a notícia, quem o afirma é o INE (e não um partido político), depois de refeitos os cálculos e vai no relatório enviado para Bruxelas. O Observador também se refere particularmente a Assunção Cristas, e só lateralmente ao INE. No Correio da Manhã nada é referido sobre o assunto e, no Público, a notícia é falseada e adulterada. Perante esta última, nem procurei mais."

Tudo pela nação nada contra a nação.

Já alguém viu um tribunal arbitral dar razão ao Estado ?

Eu não me lembro. Claro que pode haver sempre uma aproximação das partes mas no final o estado paga sempre .

Isto funciona mais ou menos assim. Os tribunais demoram demasiado tempo, tempo custa dinheiro, as partes têm presente que têm alguma razão mas não a razão toda. Então o estado nomeia um representante, o opositor nomeia o seu e ambos, nomeiam um terceiro que é o presidente. Depois é andar num virote a aproximar posições.

Tal como neste caso da BragaParques, o pedido de indemnização inicial foi de 300 milhões, mas o tribunal chegou a uma decisão de 138 milhões. Mas pergunta-se. Este montante não é uma pipa de massa ? Se é , e é, como raio é que as negociações chegaram a um ponto que leva uma das partes a considerar-se prejudicada em 300 milhões ? Os pressupostos, de tal montante mostram à evidência que é preciso constituir um tribunal arbitral para que tudo fique na mesma..

Diz a câmara que o montante, por elevado, não é aceitável. Pois não, principalmente quando se percebe que agora é preciso entrar na fase seguinte. A da lavar a cara, mostrar indignação, ameaçar que segue recurso para os tribunais, até que daqui a mais dez anos já ninguém se lembrará.

Juntam-se os juros, explica-se que o prazo já vai nos vinte anos e é fazer as contas.

Acuso.jpg

 

Uma prenda envenenada : taxas de juro a 4%

DBRS manteve a classificação para Portugal afastando assim o país da classificação de "lixo" mas, deixou uma prenda envenenada. Só se manterá confortável se as taxas de juro da dívida no mercado primário não ultrapassarem os 4%. Ora a taxa está nos 3,5% e já esteve este ano nos 4%. Lembram-se dos 7% de Teixeira dos Santos na era Sócrates meses antes de pedir ajuda externa ?

Ora, pelo que se sabe do orçamento para 2017 não há reforma nenhuma estrutural e o crescimento da economia é pífio pelo que a taxa vai manter-se ou crescer . Bem que muitos avisam que continuaremos a ouvir falar da DBRS. 

Refere ainda que "reduzir a despesa de uma forma duradoura pode ser difícil, já que as pressões para diminuir a austeridade podem aumentar". Nesse aspecto, refere que "a dependência do governo dos partidos mais à esquerda no parlamento pode impedir a adopção de medidas duradouras".