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BandaLarga

as autoestradas da informação

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É a economia que está errada ao não crescer diz António Costa

António Costa está mesmo convencido que nós somos burros. Mas isso já sabíamos o que ainda não sabíamos é que o INE e todas as instituições nacionais e internacionais que apontam para um baixo crescimento da economia também são burros e incompetentes.

A economia, diz Costa, está a crescer mais do que se diz e ele tem índices avançados - só para ele - que provam isso mesmo. Afinal está tudo bem .

"Não governamos para a estatística", afirmou no entanto o governante, referindo no entanto que a economia mudou e que há hoje "critérios diferentes de medição e avaliação", sem especificar.

"Estes são os fundamentais. Tenho de consolidar o que alcancei e avançar mais", referiu. 

O milagre é simples como se vê. Há critérios diferentes de medição e avaliação que ninguém mais conhece.

Não há dinheiro para nada em 2017 como poderá haver em 2018 se não há crescimento ?

Como diz o Prof. Teixeira dos Santos, que nos conselhos de ministros passava a vida a dizer que ‘não chega’ e, se não chega, entra em execução mais tarde. Por isso digo que o problema fica transposto para 2018, porque em 2018 todas essas medidas estarão em vigor desde 1 de janeiro. E, se não chega em 2017, estou para saber como é que chega em 2018.

O primeiro aviso sério do BE

A que António Costa não respondeu na AR. Trata-se dos vencimentos dos administradores da CGD que correspondem a 25 vezes o salário mínimo. O BE avisou que não considera o assunto encerrado . Costa percebe que este é o único assunto que lhe vai tirar votos e hoje reagiu. Prefere uma medida impopular a arriscar uma má gestão.

O PCP também não gosta e já o fez saber. Num momento em que se aumentam impostos e taxas, pagar vencimentos milionários mal seria que BE e PCP arriscassem .É um assunto que cala fundo nos seus eleitorados.

O Presidente da República já percebeu que esta medida é extremamente impopular e já o fez saber publicamente. Mas por mais que o governo revele habilidade para fazer crer que não há ninguém a perder não há como esconder os vencimentos milionários numa empresa pertença a 100% ao estado.

E o resumo é este :

  1. Só o PS concorda com o atual modelo que deixa os gestores do banco público sem limites salariais. O argumento é que, para atrair os melhores para o Estado, é preciso nivelar os preços com o que se pratica no mercado;
  2. O PCP não concorda com o modelo do PS e apresentou uma proposta para pôr todos os gestores a ganharem o máximo de 90% do que ganha o Presidente da República;
  3. BE e CDS, com o argumento de que é melhor do que nada, votaram a favor da proposta do PCP;
  4. O PSD não concorda nem com o modelo do PS nem com o modelo do PCP, por isso votou contra a proposta dos comunistas ao lado dos socialistas. Mas também não tinha outra na manga (vai apresentá-la até ao final da semana). Por isso, o Parlamento perdeu uma oportunidade de revogar a exceção salarial de que goza a Caixa Geral de Depósitos.