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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Os cobradores de fraque

Além dos impostos também pagamos as taxas e taxinhas que uma vez inventadas somam às já existentes e assim sucessivamente. Não acabam mais .

Em Lisboa foi inventada a taxa de um euro por turista e, agora, a câmara de Cascais quer cobrar 1,50 euro por turista/noite até um máximo de cinco . É sempre assim, os maus exemplos são seguidos é uma questão de tempo.  

Ainda me lembro do selo do carro, há muitos anos foi apresentado como tendo um tempo de vida limitado. Já lá vão duas ou três dezenas de anos. E assim chegamos ao máximo histórico . 

Quando foi criada a taxa em Lisboa o presidente da câmara de Cascais escreveu contra a taxa mas agora : é que o presidente da mesa da Associação de Turismo de Cascais, organismo que lançou a proposta, é Carlos Carreiras, também ele presidente da câmara, o que poderá significar que haverá uma via verde para que o cenário agora proposto seja rapidamente colocado em prática.

Eles, os cobradores de fraque, estão em toda a parte.

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Alunos sem aulas sabem tanto como os que são ensinados ?

Deve ser por medo da chuva que os sindicatos na Educação ainda não mostraram a sua indignação em manifestações de rua. Há escolas fechadas por falta de pessoal. A redução do horário para 35 horas tem consequências e não só financeiras.

Quem acredita na tal escola pública monopolista tem aqui uma demostração do que pode vir a ser. Nos últimos vinte anos vimos os sindicatos apearem ministro após ministro fosse ele socialista ou social-democrata até conseguirem abocanhar o ministério. O pobre rapaz que está ministro julgava que bastava baixar-se para  resolver os problemas de uma escola pertença dos comunistas.

Sem apego, sem avaliação do mérito, as faltas e as baixas são o pão nosso de cada dia. O interesse dos alunos não entra na equação . Entretanto, nas escolas privadas reina o trabalho, a disciplina e o interesse dos alunos.

Depois, lá para o fim do ano, com as notas dos exames , em que as escolas privadas aparecem sempre colocadas nos lugares cimeiros, começa a ópera bufa da explicação para o mau desempenho da escola pública.

Basta, se outras razões não houvesse, não haver aulas nas escolas do estado. Quem acredita que os alunos que não têm aulas podem estar tão bem preparados como os que são ensinados ?

E eu é que sou burro ? 

Investir em Portugal não vale o risco

Mesmo com taxas de 3,5% a dívida Portuguesa não tem procura e, no entanto, as taxas da Alemanha são negativas e as de Espanha andam nos 1%. É o medo de a agência de rating DBRS baixar  a avaliação do país para lixo ? São as dúvidas quanto ao caminho orçamental escolhido ? É o apoio de dois partidos anti-Europa ? Ninguém sabe o que aí vem.

Como é que se explica que não pareça existir maior procura pela dívida portuguesa, apesar de pagar 3,5% numa zona euro em que a dívida alemã paga menos de zero e Espanha cerca de 1%?
Julgo que uma primeira razão é que os investidores têm estado alheados em relação a Portugal. Ouve-se pouco falar de Portugal, e quando se ouve, regra geral, são notícias que destacam o governo anti-austeridade, o risco de falhar as metas do défice, os bancos em dificuldades. Toda a publicidade que existe em torno de Portugal é má. É isso que faz com que muitos investidores, que já não têm muita pachorra para a crise zona euro, não tenham qualquer interesse em envolver-se com Portugal.

E a economia? O crescimento neste ano deverá rondar 1%, o que é cerca de metade do que se previa para este ano. Tem olhado para este resultado e para as suas explicações?
Sim, penso que é relativamente simples. Parece que o plano do governo era reverter algumas medidas de austeridade, dar um empurrão ao consumo interno. Julgo que terá dado uma ajuda, mas a verdade é que, ao mesmo tempo, houve um impacto negativo muito grande sobre o investimento. Toda a incerteza em torno das políticas deste governo leva muitos investidores, e não apenas os investidores bolsistas, a preferirem ficar de fora. Isso mais do que compensa, pela negativa, qualquer impulso ao consumo interno. Portugal já tem uma dívida elevada, não cresceu nem nos tempos de vacas gordas, portanto é improvável que o país seja capaz de crescer de forma robusta para eliminar a dívida. A leitura que faço é que as empresas têm-se mostrado muito inseguras e reticentes no que toca a reinvestir quaisquer lucros na empresa ou injetar mais capital, e isso reduz os investimentos, o que na gíria se chama capex (investimento de capital).