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BandaLarga

as autoestradas da informação

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A alternativa é comprar votos

Claro que a alternativa é por a economia a crescer. Crescendo mais podemos ter melhores salários e pensões e melhores serviços públicos . Sem crescimento o que temos é tirar com uma mão o que se dá com a outra. Embora não pareça mas continuamos todos sem dinheiro com a excepção de alguns que estão sempre fora do alcance do estado. 

 A Geringonça acredita que um pensionista com mais 5€ no bolso não se importará em esperar mais 10 minutos pelo metro ou mais 6 meses por uma operação. A Geringonça acredita que a troco de mais 20€ por mês os professores não se importarão de ficar mais uns minutos nas escolas a arrumar o lixo. A Geringonça acredita que os maquinistas lhes agradecerão nas urnas o dinheiro extra, mesmo que este acabe por voltar ao estado quando estes abastecem os seus automóveis ou pagam o IMI das suas casas. A Geringonça acredita, e provavelmente bem, que os comentadores televisivos com reformas milionárias agradecerão as centenas de euros a mais no final do mês com comentários positivos à sua actuação.

A seu tempo veremos se estas crenças se revelarão correctas. Mas o que é certo hoje é que a alternativa está à vista de todos e não é o crescimento: é a compra de votos a preparar 2018.

Gerir a decadência

Quando se olha mais de perto como se controla o défice das contas públicas percebe-se que o exercício orçamental já entrou na gestão mês a mês. Aumentar as pensões mais baixas em cêntimos, ao nível da inflação esperada (0,7%) não deixa dúvidas a ninguém que não há dinheiro.

Os receios da pouca sustentabilidade deste caminho aumentam quando se olha com detalhe para a forma como vamos cortar o défice nos tais 1.500 milhões.

Mais de metade deste valor — 800 milhões de euros, mais precisamente — deverá chegar de três rubricas: a recuperação de garantias estatais ao Banco Privado Português, no valor de 450 milhões de euros; dividendos de 303 milhões de euros do Banco de Portugal; e uma redução de 47 milhões nos encargos com parcerias público-privadas. Nenhuma delas é estrutural e repetível .

O PS, mas sobretudo o Bloco de Esquerda e o PCP, estão a praticar o contrário do que defenderam nos últimos anos e consideram isso uma vitória? Nunca é tarde para se começar a aceitar que o equilíbrio de contas do Estado é, tão só, uma questão de bom senso económico e financeiro e não um exotismo ideológico. Bem-vindos, portanto. Isto de entrar no “clube do arco da governação” não é um almoço grátis.

Saída do Reino Unido entrada da Escócia

Escócia quer ser independente e aproveita a saída do Reino Unido da União Europeia para reforçar o seu desejo de permanência, pelo caminho quer um referendo sobre a independência.

É bom não esquecer que a votação para o Brexit na Escócia foi o Remain que ganhou .

“Não tenham dúvidas. Foram os que se opõem à independência, os que estão à direita do Partido Conservador, que causaram a insegurança e a incerteza” em relação à saída do Reino Unido. “Cabe-nos agora a nós, defensores da independência [da Escócia], oferecer soluções melhores para os problemas que eles criaram”, disse a líder escocesa. Primeiro, Surgeon disse que iria tentar “trabalhar com outros partidos para tentar salvar o Reino Unido como um todo do destino de um hard Brexit”.

Mas, temendo que isso não aconteça, prometeu: “vamos propor novos poderes para manter a Escócia no mercado único mesmo se o Reino Unido sair.” E “se o Governo conservador rejeitar estes esforços, se insistir em levar a Escócia por um caminho que prejudica a nossa economia, que faz baixar os nossos padrões de vida, que causa danos à nossa reputação como um país aberto, acolhedor, diverso – então não há dúvidas, a Escócia tem de ter a possibilidade de escolher um futuro melhor”, disse.

Como se destrói a economia

É "um aumento de 133% do imposto sobre o rendimento dos particulares e 775% para as empresas", acusa a associação que representa o alojamento local (ALEP), considerando a proposta do governo inaceitável. "Devido a esta confusão, um dos setores mais promissores e de maior crescimento do turismo, onde Portugal é pioneiro, tem o seu desenvolvimento ameaçado, colocando em questão o próprio desenvolvimento do turismo e da economia portugueses. Isto é de uma enorme gravidade", denunciou Eduardo Miranda, presidente da ALEP, estimando que se o governo tivesse avançado para um coeficiente de 0,75, como chegou a ser noticiado ainda numa fase preliminar do Orçamento, "teria, pura e simplesmente, provocado a extinção do setor e a fuga em massa dos seus operadores para a economia paralela". O alojamento local conta com 34 mil registos em Portugal, contra 900 mil contratos de arrendamento permanente.