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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Quem não deve não teme ou o Estado a dormir na minha cama

Felizmente que o governo recusou a tentativa dos sindicatos da Administração Fiscal - afectos ao BE - de devassar as nossas contas bancárias. Já hoje é possível analisar as contas bancárias perante indícios de crime e com a autorização de um juiz. É, claro, que isto não chega para quem quer que o estado tome conta das pessoas, reservando para si tomar conta do estado.

É contrário aos direitos individuais, à democracia e ao Estado de Direito. A quebra do sigilo bancário dando o poder discricionário aos funcionários públicos ( seja ele quem for) de aceder às nossas contas bancárias e, ainda para mais, com o reaccionário argumento de que " quem não deve não teme" terá sempre a minha oposição. E que fique bem claro, eu já dei permissão para que as minhas contas bancárias e o meu património fossem escrutinadas. E foram.

Na promulgação, publicada ao final da tarde no site da Presidência, Marcelo Rebelo de Sousa explica que “o diploma promulgado corresponde à parte daquele que fora devolvido, que, traduzindo o cumprimento de obrigações internacionais, não suscitara reserva.”

E a taxa de juro a 10 anos já ultrapassou os 3,5%

Sempre que há uma rabanada de vento lá por fora apanhamos com uma tempestade cá dentro. Sempre que o nosso seguro de vida - a agência de rating DBRS - tosse estamos nós com uma pneumonia.

Com uma dívida que não para de crescer e uma taxa de juro imparável, pagamos como se a economia não cresce nem metade do que seria necessário ? E pior, a economia não vai crescer o necessário até 2020.

Esta realidade não obriga a tomar medidas excepcionais ? Vamos continuar até rebentar em novo resgate ?

Em declarações ao Financial Times, Fergus McCormick alertou que Portugal estava num "ciclo vicioso, preso ao baixo crescimento e com grandes problemas estruturais". Apesar de se mostrar preocupado com Portugal no médio prazo reiterou que a DBRS tem uma tendência estável para o "rating" e que não "estamos em pânico".

Também creio que um segundo resgate seria um terramoto e que não irá acontecer, mas isto de estar dependente de factores externos por não fazermos o nosso trabalho de casa, não me anima nada.

Não será melhor lançar mãos ao trabalho, deixarmo-nos de ideologias que nunca provaram em lado nenhum, e levar a efeito as reformas que há que fazer ?

 

Taxar o vinho é desertificar o interior

O sector do vinho emprega cerca de 200 000 pessoas em geografias onde não há alternativas de emprego. Com o imposto agora prometido, haverá falências das empresas mais pequenas e a exportação será afectada.

Quando nos lembramos do escarcéu que por aí houve com o fecho de escolas sem alunos e de maternidades sem grávidas, estamos conversados. O problema daqueles senhores muito preocupados com o mundo rural está mais que justificado.

No entender de Ana Isabel Alves, a medida vai também provocar o abandono das vinhas, pois deixam de ser rentáveis. “Tememos o abandono da vinha e desertificação do mundo rural. Lembro que nós temos 200 mil hectares de vinha em Portugal. Vai tornar as pequenas empresas inviáveis e inevitavelmente vão verificar-se falências no setor”, sublinhou.

As associações do setor lembram ainda que a “vitivinicultura é muito importante para a manutenção das comunidades rurais e para o ordenamento do território, existindo muitas zonas do país totalmente dependentes desta atividade”.

E o drama que foi por cada tribunal que fechou no interior .

BV-Douro.jpg

 

 

 

Tudo pelos partidos nada pela justiça fiscal

PS, PSD e PCP são proprietários de elevado património. BE e CDS não têm património que se veja. Aqueles estão a favor da isenção do IMI para os partidos os últimos estão contra. É esta a tal justiça fiscal que leva o estado a criar o imposto do sol e das vistas para os civis ? E aumentar o imposto para valores acima de determinado valor ?

Não há justiça fiscal nenhuma há é a necessidade premente de arranjar receitas, onde o dinheiro estiver. Mas, claro, há alguns que são mais iguais que outros.

E as famílias que pagam IMI por terem cometido o crime de terem comprado casa e agora estão no desemprego ou viram os seus rendimentos substancialmente reduzidos ? Vendem a casa para pagar o IMI ?

Se o estado isenta os partidos proprietários ( milionários) não seria de apoiar as famílias em dificuldades com um IMI social ? Enquanto o rendimento familiar não for reposto ?.

O aumento de impostos, a criação de novos impostos, a notícia que o défice ficará nos 3%, a necessidade de obter receita fiscal nos últimos três meses superior a 17 mil milhões, está a apertar cada vez mais as famílias. Não é razão suficientes para os partidos milionários ajudarem ?

Basta ver como e quem se junta para perceber que a justiça social não é para aqui chamada. Não nos contem histórias.