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BandaLarga

as autoestradas da informação

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A probabilidade de um segundo resgate é maior que zero

Foi o que disse o ex-primeiro ministro Alemão que nos visitou e falou na Assembleia da República. E mais disse que na União Europeia os comissários são criticados pelos países do norte porque mandam dinheiro para os países do sul e criticados pelos países do sul porque não fazem o suficiente.

Pensem como se estivessem na posição dos países do norte da Europa e o diálogo será mais fácil e mais produtivo. Não acreditem que uma nação de 10 milhões de pessoas possa viver condignamente só com o mercado interno.

Ainda no Parlamento, o comissário europeu deixou uma resposta aos que, em Portugal, defendem a saída do país do mercado único. “Vocês precisam de investimento em pesquisa e desenvolvimento. Se não querem o mercado único, acham realmente que os bens produzidos em Portugal, um país de 10 milhões de habitantes, podem sobreviver num mundo [globalizado]?”, questionou Günther Oettinger.

Na comissão parlamentar de Assuntos Europeus, Oettinger lembrou aos deputados portugueses que, sem o programa de assistência subscrito pelo Governo Sócrates em 2011, “Portugal seria insolvente, já não seria capaz de pagar os salários dos seus funcionários, de [garantir] a manutenção das suas estradas e das suas escolas”.

É só uma questão de tempo

Com a dívida a crescer - cresce há seis meses consecutivos - é tudo uma questão de tempo até que qualquer problema externo deite por terra os esforços que o país tem feito.

Em Agosto cresceu mais 2, 5 mil milhões e já vai nos 243,3 mil milhões e a uma taxa a dez anos que não baixa depois de ter subido. A DBRS, agência que nos mantém fora do lixo não tem dúvidas. Com este nível de dívida o pior vai acontecer. Lei de Murphy.

A DBRS é a única das principais agências de ‘rating’ que atribui a nota de investimento à dívida soberana portuguesa — possibilitando o acesso de Portugal ao financiamento do Banco Central Europeu (BCE) -, enquanto Moody’s, Fitch e Standard & Poor’s atribuem ‘lixo’. 

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A despesa controladíssima até no papel higiénico

António Costa em entrevista, ao anunciar mais aumentos de impostos indirectos, diz que o país tem que fazer escolhas . Aqui estão algumas:

Nas escolas, o ano lectivo arrancou sem auxiliares suficientes para assegurar o funcionamento das actividades. E sem dinheiro para suportar os custos de água, luz e papel higiénico, com o ministério a apertar o cinto orçamental ao limite. Nos hospitais, os atrasos nos pagamentos amontoam-se e batem recordes. Estão em causa horas extraordinárias, a reposição de medicamentos, a liquidação de despesas normais de funcionamento. Nos transportes, como explica José Manuel Fernandes, observa-se à deterioração rápida da qualidade dos serviços do Metro de Lisboa, sem fundos para pequenas reparações. E, imagine-se, sem sequer capacidade de emissão de novos bilhetes. Na economia, o investimento público caiu acentuadamente para níveis impensáveis, em nome do cumprimento da meta do défice, quando, ainda há um ano, se prometia que por ele passaria a recuperação económica.

Onde estão as manifestações da CGTP e as indignações da comunicação social ?