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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Até o PCP não acompanha a devassa total

Acabar com o sigilo bancário. Até agora era necessária a autorização de um juiz . Agora basta o querer da autoridade fiscal. Tratados como presumíveis criminosos, quem tem na conta bancária mais de 50 000 euros . E está na forja acabar com o sigilo fiscal.

O Presidente da República já fez saber que não está de acordo até porque, presumivelmente, será inconstitucional. E o próprio Jerónimo de Sousa também fez saber que o PCP não acompanha a devassa total. Concorda com alguma devassa. Será curioso saber o que é isso da devassa parcial.

Mas o que mete medo é o silêncio, senão a concordância da sociedade civil, julgando que esta medida é para ser analisada na velha disputa da esquerda/direita e não perceber que se trata dos nossos direitos democráticos de um estado de direito que estão ameaçados. Direitos comuns à esquerda democrática e direita democrática que todos temos o dever de defender.

A Comissão da Protecção dos Dados diz que a medida é excessiva e escusada. Mas não chega. Os defensores do estado totalitário não abdicarão do seu objectivo de fazer de cada um de nós um ser servil , sem vontade e pensamento próprios.   

O Big Brother é irmão gémeo dos comunistas

Tem mais de 50 000 euros na conta bancária ? Então já sabe o estado vai saber toda a sua vida. Quanto ganha ( embora esta já saiba) quanto e onde gasta? Em que gasta ?

Mas se não fosse este extremismo que substituiu o neoliberalismo tudo isto seria fácil sem que a privacidade das pessoas fosse devassada. Afinal já há muito por onde se faça.

Tem um nível de vida não condizente com o que ganha ? Um juiz dá autorização à investigação e só nessa fase o estado pode aceder à sua conta bancária.

O que torna isto ainda mais suspeito e um verdadeiro atentado à democracia e ao estado de direito ( inconstitucional) é que esta gente que odeia o cidadão, nunca se mostrou interessada em investigar os indicadores exteriores de riqueza. Hoje sabemos que a sua meta era invadir quando e como quiser a nossa vida.

Lembram-se da "lista VIP" quando se descobriu que havia funcionários públicos que se entretinham a violar a privacidade fiscal de alguns cidadãos ? E lembram-se como um senhor ralha nos veio contar uma história sobre a inocência dos voyeurs fiscais ? É disso que se trata. O Big Brother que toma conta de todos nós, a partir de um qualquer comité central.

Um atentado à democracia, à liberdade e ao estado de Direito pela mão de António Costa. Ainda há quem se surpreenda ?

Eu gosto do modelo, Mariana

E o modelo fez o que nenhum outro alguma vez fez. Nunca tantos viveram com esta qualidade de vida durante tanto tempo.

Embora a ideia de “perder a vergonha” e o desafio de "superar o modelo" capitalista seja todo um programa, apenas Sérgio Sousa Pinto deu conta do risco que esse canto de sereia do BE implica para o PS. "Eu gosto do modelo. Foi construído pelo PS, com tremenda dificuldade, e pela direita democrática. Com o contributo do radicalismo esquerdista nunca se conseguiu construir uma cadeira de pau. Quanto mais o Socialismo."

E qual é o modelo para o PCP . O da Coreia do Norte,o de Angola ou o da Venezuela ? E fixe-se bem, esta é a pergunta que o BE faz ao PCP. Este, por seu lado, diz que o modelo do BE é social-democratizante, capitalista.

A verdade é que não há em lugar nenhum a indicação do modelo que a extrema esquerda defende. O PCP apoia países onde o modelo, chamemos-lhe assim, é um vómito em termos de liberdade e de miséria. O BE não indica nenhum não vá o diabo tecê-las.

O capitalismo tem reduzido o número de pobres em todo o mundo como nunca se viu antes.

A descentralização é a reforma das reformas do Estado

Mais autonomia para os hospitais e centros de saúde e menos poder para as administrações regionais de saúde. Há vinte anos arranjei um problema com um ministro de quem muito gosto por lhe ter dito isto mesmo.

A descentralização é a reforma das reformas do estado. Mais autonomia para os hospitais e centros de saúde e na Educação para as escolas. Com a centralização estatal nascem os níveis intermédios que empurram os problemas para baixo e as decisões para cima. Um peso que custa muito dinheiro e que é a cara da burocracia.

Mas não vale a pena ter razão antes do tempo. Só vinte anos depois se está a avançar para a autonomia das unidades de base e de proximidade.

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