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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Os mais pobres perderam mais com a crise

Segundo um estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos entre 2009 e 2014 foram os pobres e os jovens mais qualificados os que perderam mais com o programa da Troika. É difícil perceber que gente qualificada que anda pelo mundo a executar programas de recuperação de países em dificuldades apresente este resultado. Ninguém pode estar de acordo.

Tirar rendimentos a quem tem menos é, além de injusto, fácil e com pouco merecimento. Difícil é afrontar os poderosos. Claro que há pelo meio instrumentos e caminhos mas é inaceitável que o resultado seja uma sociedade ainda mais desigual e que os pobres empobreçam.

No mesmo período o número de pobres aumentou em 116 mil (para 2,02 milhões), com um quarto das crianças e 10,7% dos trabalhadores a viverem abaixo do limiar da pobreza (6,3 % em privação material severa). E hoje um em cada cinco portugueses vive com um rendimento mensal abaixo de 422 euros.

A crise fez aumentar a desigualdade em Portugal (na nona posição em termos de desigualdade) mas também em mais 18 países da União Europeia, especialmente na Grécia e em Espanha.

 

 

E qual é a alternativa ao sistema capitalista, Mariana ?

Faltou o mais difícil, o mais importante. E não foi por acaso. Mariana Mortágua não tem um único exemplo onde um sistema alternativo ao capitalismo tenha sido um sucesso. O mais próximo é a social-democracia da Europa, principalmente do centro e do norte . E é por isso que falam, falam muito, mas não apresentam soluções.

Pelo contrário, a ex-União Soviética acabou como se sabe, Cuba é uma prisão de onde fogem os cubanos mesmo sabendo que podem morrer afogados, a China é um modelo de capitalismo de Estado onde 80 milhões de comunistas controlam 1.300 milhões de pessoas, a Coreia do Norte é um hospício para doentes mentais, Angola tem milionários ao mesmo tempo que as crianças morrem por falta de vacinas...

Mas Mariana Mortágua também deixou logo a seguir um desafio ao PS. “Cabe ao PS pensar sobre o que representa o capitalismo e até onde está disposto a ir para constituir uma alternativa global ao sistema capitalista”, declarou, já quando terminava a sua intervenção.

A deputada podia ter deixado algumas alternativas ao PS mas não constam.

 

 

 

O principal problema das nossas finanças públicas é a dívida

. Taxar tudo o que mexe para conseguir pagar a despesa que vai fazendo crescer. Mesmo que vá matando as várias galinhas de ovos de ouro. Desta vez é sobre a poupança convertida em imobiliário, uma dupla tributação.

Porque a poupança - seja ela aplicada em imobiliário ou outra qualquer aplicação - é o que sobra depois de os cidadãos e as famílias pagarem todas as suas despesas e impostos.

A dívida que não para de crescer a par da taxa de juros que também não para de crescer. E uma dívida gigantesca como a nossa só se consegue pagar com a economia que, no nosso caso, não cresce. Não vale a pena continuar com esta história governamental da carochinha.

Esta dívida consome os nossos escassos recursos que se abate sobre os portugueses sobre a forma de impostos, taxas e taxinhas. Está provado que dívidas públicas elevadas implicam corte nas despesas futuras ou aumento de impostos. Não há volta a dar.

Um país que tem uma dívida superior a 130% do seu PIB não pode falar em finanças controladas. E tudo isto se nota no desespero do governo que agora vai taxar o património . A partir de agora tributar o património é voltar a tributar o que já foi tributado antes de pouparmos para obtê-lo.

Mas para PCP e BE não há mais nada para além do estado ladrão.