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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Factos sobre a dívida pública portuguesa por Rui Mendes Ferreira

Rui Mendes Ferreira

54 min ·
 

Juros da dívida pública de Portugal, a 10 anos, atingiram hoje, os 3,24%. Enquanto os de Espanha, para o mesmo prazo, estão nos 1,07%.

Para os menos entendidos ou conhecedores, vou tentar explicar o que se está a passar, e as implicações que se avizinham.

Esta semana tivemos uma colocação que para além de ter tido uma baixíssima procura ( o que traduz bem a desconfiança dos investidores em relação a Portugal) teve uma taxa de juro já muito próximo destes valores.

Ora acontece que tudo isto se passa, apesar do BCE estar a comprar no mercado secundário 1200 mil milhões de dívida nacional, todos os meses. Mas nem assim os nossos juros baixam. Antes pelo contrário.

Portugal, tem sido desde o ínico de 2016, o único país da zona euro, que tem registado aumento dos juros da sua dívida pública. Todos os restantes países, apresentam trajectórias descendentes. Inclusive a Grécia.

Então se o BCE está a comprar dívida pública nacional, porque é que os nossos juros não baixam como os dos restantes países? Com a a política monetária levada a cabo pelo BCE, o normal e esperado seria uma descida dos nossos juros. Mas porque não descem então:

É simples: se o BCE está a comprar 1200 mil milhões todos os meses, e os juros sobem, isso quer dizer os investidores, que deteem em carteira, títulos da nossa dívida pública, estão a tentar desfazer-se deles, a um ritmo e em montantes superiores, aqueles a que o BCE a está a comprar.

Assim, face ao que está a acontecer, no dia em que o BCE parar de comprar dívida pública portuguesa, tudo indica que os juros irão disparar, e o segundo resgate será meramente uma questão de dias, ou algumas semanas, na melhor das hipóteses.

É sacar vilanagem - 2

Mais um imposto agora sobre os valores mobiliários. PC e BE lutam para ver quem lança mais impostos. PCP diz que a criação do imposto sobre o imobiliário foi ideia sua mas BE ganha avanço junto da opinião pública. Vamos então ver quem ganha a corrida sobre o próximo imposto.

PS arbitra e deixa passar os pontapés e os empurrões. Foi o partido que mais tempo esteve no governo e nunca se lembrou de lançar estes impostos pelo que fica claro que nada disto tem a ver com o saque fiscal que PC e BE sempre quiseram lançar sobre a sociedade.

Os investidores andam fugidos e com estes novos impostos e com o aumento de outros vão desaparecer de vez. Mas isso não interessa nada e também não interessa a opinião da UTAO que mostra cartão vermelho ao governo. Não há crescimento da economia e a confiança num quadro fiscal que muda todos os dias é zero.

A conversa de reverter a austeridade” não bate certo com as notícas do “IMI, escalões, taxas, impostos indiretos e agora mais um imposto”. Estamos num país onde não se fala de outra coisa senão de uma maioria de esquerda que quer aumentar impostos”.

É sacar vilanagem

Mais um imposto, agora sobre o imobiliário. Baixar a carga fiscal criando novos impostos é uma preciosidade de quem odeia os contribuintes e ama o estado insaciável.

Que não apanha a classe média é só para os ricos, para quem tem imobiliário superior a 500 mil euros. Acredito que sim até que se encontre um argumento para começar a taxar os abaixo disso. O apetite para sacar impostos não termina. Veja-se o aumento de impostos que este governo já impôs.

A verdadeira razão é sustentar um estado cada vez maior e mais interventivo. O imobiliário está a mexer ? Pisa! E assim se dá nova machadada na economia que, não se esqueça, não cresce há 15 anos.

Os proprietários chamam-lhe garrote fiscal mas o BE diz que é para compensar a fuga ao IRS. E quem não foge ao IRS ? Paga a dobrar. É sacar vilanagem.

Mais seis meses para investigar Sócrates por crimes de corrupção

Se a linha de investigação se ficasse pela fuga ao fisco e lavagem de dinheiro, abandonando os crimes de corrupção, como defendem alguns dos responsáveis da PGR, a investigação já teria terminado. Mas como os investigadores no terreno, liderados por Rosário Teixeira, estão convictos da possibilidade de uma acusação mais global, incluindo a corrupção, então o processo é bem mais complexo e depende de organismos exteriores ( Suíça e Reino Unido).

Não se trata pois de dificuldades em encontrar elementos probatórios, porque esses no quadro dos crimes de fuga ao Fisco e lavagem de dinheiro há muito estão encontrados.

E Joana Marques Vidal mostrou estar em consonância com a equipa de Rosário Teixeira ao autorizar (e assumir) a prorrogação da investigação por mais 6 meses, segundo comunicado da PGR emitido esta quarta-feira.

A divergência profunda no seio da investigação parece ter ficado agora sanada. Como dizia há tempos uma conhecida magistrada do ministério público, "vocês acham que toda aquela gente que trabalha na investigação a José Sócrates é toda maluca e não tem razão nenhuma sólida para investigar ? "