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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Mariana Mortágua admite que não chega repor rendimentos

Difícil é colocar a economia a crescer sustentavelmente por forma a garantir o financiamento do estado social. Tudo o resto, ou uma grande parte, vem por acréscimo. Os impostos deviam pagar as despesas de funcionamento e o investimento devia ser assegurado por dívida. Como no nosso caso a dívida atingiu valores insustentáveis o investimento afunda, não há emprego e não há crescimento.

O que está a desenvolver-se à nossa frente é mais do mesmo. Estamos a andar para trás e não tarda estamos em Fev/Março de 2011 quando Sócrates se viu na obrigação de pedir ajuda externa. O filme é o mesmo e não há aqui esquerda ou direita. Há factos.

Mariana Mortágua, hoje na Assembleia voltou à negociação da dívida dizendo que sem negociação não haverá investimento nem crescimento da economia. Isto é, negando que seja possível a economia crescer com a reposição de rendimentos. O BE já está a tirar lições há outros que se limitam a descer impostos directos e a aumentar os indirectos.

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Há um risco cada vez maior associado ao nosso país

A eventualidade de um novo resgate existe. Nos últimos 18 meses essa eventualidade cresceu muito. Centeno foi honesto.

"Mas, mesmo sem quaisquer agências de rating, bastaria ver como o diferencial entre as taxas de juro portuguesas e as de qualquer outro país relevante têm aumentado ao longo dos últimos 18 meses para entender que os mercados atribuem um risco cada vez maior ao nosso país. Num ano e meio, sem que o BCE o conseguisse contrariar, a diferença entra taxa de juro da dívida portuguesa e a espanhola foi multiplicada por cinco, tendo aumentado de 0,4 para de 2,2 pontos percentuais."

Note-se que a Espanha está sem governo há quase um ano e mesmo assim os mercados têm mais confiança. O que é preciso mais a Portugal para mudar de caminho ?