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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Mesmo para António Costa há limites

António Costa no meio da tempestade em que não há um único indicador que lhe seja favorável canta e dança . Ou é tolinho ou é um perigoso populista capaz de dizer tudo para enganar o povo que diz servir.

O INE publica que as exportações caíram como há muito não se via ? A queda das importações mostra que a actividade económica está de rastos ? O  investimento não arranca ? Nada que perturbe o primeiro ministro. O número de alunos que entraram no ensino superior voltou ao nível de 2010. Razão ? As famílias estão cheias de guita e já podem financiar os seus jovens.

Afinal não tínhamos um problema na Educação, não havia problema nenhum de demografia, o que havia era um problema económico das famílias que o presente governo já resolveu com a devolução dos rendimentos. Como dizia outro socialista é só fazer as contas.

E para Costa a colheita de 2016 nada tem a ver com a sementeira de 2014 e 2015 e anos anteriores. Estamos no campo da gestação expontânea. Nem é preciso acelerar no fim.

Porque me abandonais ?

Adão e Silva, socialista, ex - membro dos governos de José Sócrates, junta-se ao rol dos que o abandonaram. E queixa-se do ex-primeiro ministro :

As justificações que o ex primeiro ministro já deu são política e moralmente intoleráveis. Pior, são o melhor argumento para os que defendem o justicialismo feroz do juiz Carlos Alexandre .As acções que já reconheceu ter praticado e muitas outras ainda em investigação não merecem a lealdade daqueles que no passado o defenderam.

Um a um os socialistas , mesmo os mais próximos, afastam-se de José Sócrates ao adivinharem que vem aí borrasca e que esta entrevista do juiz prenuncia. O governo PS e o próprio partido terão que arrostar * com cenários negros onde coabita muita gente conhecida . É tempo de recuar.

arrostar = estar rosto a rosto ( Bocage : arrostar com o sacrílego gigante )

Encarar a realidade

Ler estes dois textos mostra muito do que somos e do que nos diferencia do sucesso dos outros e do nosso próprio insucesso.

A Suécia fez há anos uma política de reformas e de poupança apoiada pelos principais partidos, a Lituânia sofreu o duríssimo abalo de cortes salariais e de despedimentos no Estado, a Irlanda seguiu um caminho idêntico num admirável espírito de união e todos estes países foram capazes de assumir colectivamente o seu destino. Para muitos de nós, encarar a realidade e aprender com ela é um exercício improvável – ainda ontem José Pacheco Pereira escrevia no PÚBLICO que a necessidade do ajustamento era uma invenção de “argumentos conservadores, destinados a impor às democracias uma noção da história que não depende da vontade e da escolha humana no presente”.

Entre a invenção de Pacheco Pereira e a realidade dos outros há a distância de sermos capazes de assumir colectivamente o nosso destino.