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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Pensamento do dia: "Gente séria é outra coisa" - por Rui Ferreira

Sobre o novo código de conduta para políticos e governantes.

Quando um país, necessita de um "Código de Conduta" para ensinar, e obrigar, os seus membros do governo, a comportarem-se, como gente séria e honesta, muito mal vai esse país, e algo de grave se passa, na qualidade da massa, com que os seus políticos e governantes, são feitos.

Talvez tais gentes, não tenham tido nem país, nem pais à altura de os educarem correctamente.

Mas nem tudo é negativo, pois agora com o dito código, finalmente ficámos todos esclarecidos sobre o preço da honestidade, e o preço da corrupção. Até 149 euros, os gajos mantêm-se honestos. Com 150 euros ou mais, os gajos são uns corruptos. E ainda diziam os nossos antepassados que a integridade a honra, e o bom nome de um cidadão, não tinha preço. Se não tinha, agora já tem.

Finalmente os nossos políticos e governantes, vão passar a ser todos bons rapazes, gente séria, e de bons costumes.

Claro que haverá sempre uns mais cépticos, e más lingúas até, que irão duvidar da coisa....!! Pois então para esses, aqui vai uma amostra, do que futuramente serão as declarações de recebimentos de ofertas, dos nossos governantes:

- Bilhete de avião: 149 euros. Quarto de hotel: 149 euros. Pequeno Almoço: 149 euros. Almoço 149 euros. Lanches: 149 euros Bilhete para o jogo da seleção: 149 euros. Jantar: 149 euros. Bilhete de retorno: 149 euros. Oferta de compras no Duty Free do aeroporto: 149 euros. Bebidas e comida gourmet a bordo do avião: 149 euros.

Não há pois mais lugar a desculpas. Agora com este código, só não é "sério" e "honesto" quem não o quiser ser. Ou então aqueles que, por falta de tempo, não leram o dito. Ou então leram.......mas não "perceberam"!

Não tardará muito, que após começarem a vir a público, novas formas e demonstrações de chico espertíce, que é endémica e crónica entre esta douta fauna, apareça de seguida, mais um douto representante desta douta fauna, a dizer que o código não era bem explícito, e irão alegar ser necessário a elaboração de um código para ajudar a interpretar o código.

E também podem alegar. que não ficou bem esclarecido, se os valores em questão, eram com iva ou sem iva!

Vai uma aposta?

Até parece que antes do Euro éramos ricos e felizes

Costumo dizer que antes de estarmos dentro do Euro estávamos fora dele. LaPaliciano ? Pois há muita gente que não percebe tão fácil constatação. Fora do Euro fomos sempre um país de emigrantes e de pobres . E com as contas desequilibradas. Há políticos e economistas que nos querem agora convencer que mesmo antes do Euro a pobreza já era culpa do...Euro. 

Aquilo que o euro não nos permite, de facto, é mascarar as nossas fragilidades como antigamente – o euro exige a adopção de políticas mais corajosas do que telefonar para a Casa da Moeda a mandar ligar as rotativas. A afirmação de Portugal na Europa é um sonho antigo, que demorou e custou a concretizar. E é um sonho que vai muito para além da sua dimensão económica. Sair do projecto europeu é assumir a nossa absoluta menoridade. Antes outra década perdida dentro do euro do que uma década supostamente ganha fora dele. 

A escola pública não está a ser atacada

O PS sabe que a escola pública não está a ser atacada. Quem está a ser atacada é a liberdade de escolha das famílias, as boas escolas privadas em associação e os alunos. E, no mesmo passo defende-se as más escolas públicas rejeitadas pelas famílias.

Note-se que a finalidade do partido, do governo, do Ministério da Educação é a escola. Não é a educação, não são as crianças, não é o futuro do país, mas a escola. O aparelho sobrepõe-se ao propósito, o mecanismo é mais importante do que o serviço. E a escola que o PS quer defender não é a escola de qualidade, não é a escola livre, não é a escola participada, mas a escola pública. O que interessa é o imenso organismo de funcionários que se alimenta, independentemente do público que devia servir.