Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BandaLarga

as autoestradas da informação

BandaLarga

as autoestradas da informação

O ângulo de visão de quem está próximo do BE sobre o Burkini

Por cá, no mundo ocidental e particularmente em Portugal, há sempre uns bem pensantes que estão sempre, mas sempre, contra o modo de viver e a cultura da sua própria terra. Mas quem vive junto dos problemas e conhece o essencial, mesmo sendo politicamente independente - ou por isso mesmo- não engole patranhas ideológicas carregadas de ódio. 

" O salafismo não é uma prática religiosa, mas a construção de uma identidade político-religiosa totalitária que se reflecte na sua pretensão de representar os muçulmanos do mundo, a denominada Umma.

Quando menciono o papel do comunitarismo, falo na estratégia de guetização que pretende impor através do tecido muçulmano francês um alinhamento que se expressa através de clivagens e reivindicações. Especificamente, a exigência de determinados alimentos, roupas — no caso mencionado, o burkini –, comportamentos, escolas. Rejeitando todas as outras práticas do Islão por um direito de excomunhão, a exclusão acaba por ser o único destino dos takfir.

As próprias crianças recusam o Islão dos pais, nesta lógica de doutrinamento, levando por vezes à ruptura"

A Espanha é um exemplo Portugal é um problema

A Espanha até é capaz de ir para eleições novamente mas navega para porto seguro. Não caiu no logro de eleger para governar partidos extremistas anti-europeus. E é preciso não esquecer que o ambiente internacional é o mesmo para os dois países.

Assim, de um lado está "o exemplo espanhol" que, "com determinadas reformas e um esforço suficiente para estabilizar o seu sistema bancário, virou a esquina de vez em 2013", afirma a agência na nota, exemplificando com o facto de "o investimento ter aumentado rapidamente, levando a um crescimento do PIB perto de 3% e a uma recuperação significativa do emprego." Recorde-se que Espanha pediu um resgate financeiro para a banca, não tendo tido repercussões no resto das políticas económicas e financeiras. 

Mas, sublinha o Berenberg, "o grande problema [de Portugal] é o crescimento interno. Apoiado por três pequenos partidos de extrema-esquerda, o Governo minoritário socialista que ascendeu ao poder em Novembro de 2015 inverteu algumas reformas-chave, aumentando o salário mínimo e o número de feriados. Para um país com um desemprego ainda elevado, esta é uma maneira de deter o investimento em vez de o promover."

A Berenberg questiona se Portugal estará prestes em entrar numa nova crise, depois de um "fraco crescimento económico de 0,2% no segundo trimestre" e de a agência DBRS "ter alertado para a possibilidade de rever o ‘rating’ de Portugal", o país fica numa situação fragilizada. "Uma descida de ‘rating’ da DBRS fará com que as obrigações soberanas de Portugal sejam ilegíveis para a compra do BCE", realça.  

Denunciar o falhanço socialista não chega

Já ninguém tem dúvidas que a governação é um falhanço. Os índices económicos mostram-no bem. Economia que não cresce, investimento que não arranca, emprego que não se cria, a dívida e os juros crescem. E como corolário as contas externas degradam-se muito significativamente. Estamos a voltar a 2011.

O país já sabe tudo isto e o que aí vem só vai confirmar o falhanço. Por parte da geringonça o que se pode esperar é o passa culpas para Bruxelas que, aliás, Jerónimo e Catarina ensaiam há muito. Com o espartilho do Tratado Orçamental não há como sair da situação, repetem à saciedade. Mas a verdade é que, para dar só dois exemplos que nos são mais próximos, a Espanha cresce a 3,2% e a Irlanda a 2,5%.

Enganaram-se ou enganaram-nos com a política do consumo interno. Perante o cenário negro esperar-se-ia que o governo mudasse de caminho mas o PCP diz que mudar é voltar ao empobrecimento e o BE não se pronuncia.

Para a oposição não vale a pena continuar a mostrar o que já é evidente. Não chega, é preciso apresentar uma alternativa que não seja voltar à austeridade do corte de salários e pensões. E apresentar um "Estudo macroeconómico" como fez o PS sem qualquer aderência à realidade também não serve. O PSD não tem às cavalitas o PCP e o BE. Resta uma alternativa séria.

Fazer crescer a economia, voltar a fortalecer as exportações, baixar os juros da dívida ( a Espanha paga 1% nós 3%) e, facilitar o investimento privado já que o estado não tem dinheiro. 

Para conseguir tudo isto é condição primeira afastar PCP e BE da governação para que a confiança regresse. Ninguém investe quando todos os dias os apoios do governo ameaçam a democracia e a nossa permanência na União Europeia.