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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Substituir os incêndios por actividades lucrativas

Há dezenas de planos que nunca saíram do papel e muitas das vezes incompatíveis entre si. Portugal é o país onde em proporção há mais incêndios e área ardida. Bruxedo? não, incompetência. No tempo de Guterres houve um plano para a construção de dez fábricas de biomassa. Com alguma generosidade ouvi falar, vagamente, de duas.

Ricardo Ribeiro propõe que as boas práticas da população seja matéria do sistema de ensino e que deve haver campanhas publicitárias. Os bombeiros devem ter também mais formação e deve criar-se um sistema de incentivos públicos para o ordenamento do território e para limpeza do biocombustível, para a qual deviam ser criadas equipas de intervenção.

Apostar na criação de um mercado ibérico de biocombustível, aprofundar a "atuação punitiva", implementar meios permanentes de combate a fogos a partir de março, criar medidas sociais para pessoas até 50 anos, para combater a desertificação, criar incentivos fiscais para fixação de jovens no campo ou apostar na videovigilância são algumas das propostas de Ricardo Ribeiro.

Envolver as pessoas num compromisso em que a adição de todos os seus benefícios individuais seja uma soma lucrativa nacional. Isto claro, se os inimigos do lucro não verem nisto as labaredas do inferno

As florestas propriedade das celuloses não ardem

Porque fazem parte de uma conta de exploração positiva. De um cluster que vai desde a plantação à produção de papel. Pelo meio temos técnicas de plantação, prevenção de incêndios, meios próprios de ataque, vigilância permanente. Limpeza de matas. Acessos fáceis. Água suficiente e à mão.

O contrário das matas que ardem a maioria das quais não conhecem dono. Um dia li que todo um eucaliptal tinha sido roubado. Para cortar, rechegar, descascar e transportar são necessárias máquinas pesadas e mesmo assim ninguém viu nem ouviu. Quer dizer a mata estava ao abandono podia arder à vontade que só se dava conta quando fosse tarde demais. Porque um incêndio atacado no seu inicio tem largas hipóteses de ser apagado depois é deixar arder controlando os prejuízos.

É o que vemos nas televisões. Incêndios em pleno desenvolvimento a lavrar há horas. Pode-se ter inúmeros  meios terrenos e aéreos que nunca serão suficientes para travar um incêndio que avança a 100 kms/hora. No inicio avança a 20 kms/hora. Quando são atacados no início não aparecem nas televisões.

Haverá sempre uma certa porção de arvoredo que arderá todos os anos, mas a média e grande floresta arde por razões que são mais que conhecidas. A primeira é não fazerem parte de um negócio onde haja partes interessadas. As coisas são como são.

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