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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Preço dos medicamentos inovadores segundo o mérito

Tal como com as pessoas também os medicamentos devem ser pagos segundo os resultados. O medicamento cura, ou dá melhor qualidade de vida ou prolonga a vida então o preço deve ser estabelecido segundo o mérito. Não cura, não melhora a qualidade de vida e não prolonga a vida então o SNS não tem que pagar o medicamento.

De um lado as farmacêuticas que querem ganhar dinheiro do outro o SNS que quer tratar os doentes mas financeiramente sustentável.

Há dezenas de novas moléculas inovadoras para o cancro já aprovadas noutros países da Europa mas não  em Portugal . Claro que grandes países com dezenas de milhões de pessoas têm uma capacidade negocial que o nosso país não tem. Uma hipótese era os países da União Europeia juntarem-se e comprarem em conjunto. Um mercado de quinhentos milhões de pessoas garante às farmacêuticas programas de compras que baixam drasticamente os custos de investigação e produção. Veja-se o preço dos genéricos, o segredo é a produção em massa e a padronização das embalagens.

Recentemente a introdução de uma nova molécula para a Hepatite C mostrou-se eficaz a 97%. Há já milhares de pessoas curadas no nosso país. A negociação entre o Ministério da Saúde e as farmacêuticas assentou numa partilha de risco. Cura, paga-se. Não cura não se paga.

Mas não esquecer que o processo administrativo tem que ser célere e o acesso ao medicamento por parte do doente terapêuticamente optimizado.

Uma casa com vistas para um cemitério

Vai pagar menos IMI e eu a julgar que uma casa com vistas para um cemitério já é muito mais barata por isso mesmo. Pelas vistas e pela exposição não ao sol mas ao repouso. E paga menos IMI.

A gente não acredita mas diverte-se imenso.  Então uma casa com vista para o mar ou para o Tejo não é mais cara e não paga mais IMI por ter essas "vistas" ?

O problema mesmo - isto é tão obviamente estúpido- é que a razão só pode ser a necessidade do estado sacar por onde pode, como pode e com os argumentos que tenha à mão.

Sempre que passo no cemitério do Alto de S. João pergunto a mim mesmo o que levará uma família a comprar uma casa cujas janelas dão para um cemitério. Os apartamentos de cima, normalmente, por causa das melhores vistas são mais caros mas, aqui no Alto de S. João, é ao contrário. Quem vive no mesmo prédio mas na cave deve pagar um dinheirão. Já viram, as vistas na cave e na sub-cave como são airosas quando comparadas com os apartamentos que dão para o eterno repouso? Mas a foto em baixo mostra que ao longe há as "vistas" do Tejo. O que contará mais para o IMI ?

Mas vai aparecer um cérebro a resolver este imbróglio. Por exemplo introduz o factor silêncio. Quanto mais silencioso mais paga.

   E aquela rapaziada que tem na janela da frente uma vizinha descuidada que anda em trajes menores pela casa? Esses estão tramados. A devolução do IRS não compensa o aumento do IMI.

cemiterio.jpg