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BandaLarga

as autoestradas da informação

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O PCP e a CGTP só aparentemente estão em desacordo

O PCP até poderá estar de acordo com a CGTP mas não pode ser o factor causador de uma crise no governo. Vamos ter o PCP a engolir um sapo enquanto a CGTP se manifesta.

Na nota enviada, a CGTP promete lutar para impedir a aplicação destas medidas ( congelamento dos salários e da progressão das carreiras) e insta o Governo de António Costa a assumir as suas responsabilidades, não sendo “cúmplice daqueles que aspiram a que o tempo volte para trás”.

Já é hoje claro que o aumento do poder de compra não resultou em mais crescimento da economia. Sem mais exportações e mais investimento externo a situação do país não melhora. E os aumentos de salários prejudicam a competitividade das nossas exportações e a atracção do investimento.

O PCP vai ter que concordar com o orçamento de 2017 que adoptará medidas adicionais de ajustamento . A CGTP vai fazer pressão e as coisas vão azedar. Mas é claro que o PCP é demasiado pragmático para por em risco o governo . Até porque depois desta "cedência" da Comissão Europeia nas sanções o governo não tem por onde fugir.

A quadratura do círculo nos argumentos de Sócrates

Já não são só as provas ou indícios de provas. Os factos que aconteceram em várias grandes empresas do estado ou perto dele. Os milhões de euros que circularam entre contas de vários titulares próximos do antigo primeiro ministro. Das malas e dos envelopes com dinheiro vivo. Da vida faustosa do próprio e de pessoas próximas. O que mais impressiona são os argumentos de José Sócrates.

Tudo não passa de uma campanha do Ministério Público e das dezenas de juízes que aceitaram as provas como credíveis, para impedirem que José Sócrates concorresse às eleições presidenciais e a vitória do PS nas legislativas.

Quer dizer dezenas de agentes do ministério público e juízes de tribunais nos vários degraus da Justiça, possuídos de evidente sanha persecutória, lançam-se a milhares de documentos, fazem dezenas de investigações em habitações e escritórios de bancos e empresas, prendem pessoas, constituem quinze (15?) arguidos com vários graus de limitação das liberdades cívicas, única e exclusivamente, para fazerem a vida negra a um ex-primeiro-ministro.

Como habitualmente vi a Quadratura do Círculo na SICN e, a forma seca, desdenhosa até, como  os membros do painel se pronunciam sobre os argumentos de José Sócrates é arrasadora. Não é a primeira vez e trata-se de gente que ocupava( ocupa) espaços de poder onde a informação chega naturalmente.

 

Onde está a confiança e a estabilidade ?

Todos os dias se fala de perigos, de sanções, de falhanços, de mais medidas. Onde está a estabilidade ?

A narrativa chega ao ponto de os porta vozes do governo começarem a apontar para "indicadores positivos" na economia. Isto quando o governo foi baixando a estimativa de crescimento de 2,1% para 1,8% e a realidade apontar para 1% senão menos. Querem dizer que vai ser melhor que o pior estimado ?

Saímos bem das sanções mas já se apontam mais medidas adicionais para chegarmos ao défice de 2,5%, meta generosa da Comissão Europeia. Ao aceitar um défice de 2,5% em vez de 2,3% a Comissão enviou um importante sinal de mudança nas políticas europeias. Este sim muito importante mas que mesmo assim exige mais austeridade embora mais confortável.

Mas para o PCP uma austeridade menos exigente é aceitável ?

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