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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Isto é verdade se exequível

Carta de Mário Centeno a Bruxelas :

“Nenhuma política de recursos humanos pode produzir resultados económicos eficientes se não tiver mecanismos de incentivo”, defende Mário Centeno, lembrando que a Administração Pública tem perdido capacidade de atrair os melhores pelo facto de as carreiras estarem congeladas desde 2006.

Centeno concluiu, por isso, que a política de redução salarial conduzida por Gaspar foi “economicamente ineficiente” e diz que os cortes orçamentais se devem concentrar “nos consumos intermédios” e não nos ordenados dos funcionários públicos.

E os sindicatos deixam que os funcionários públicos sejam pagos segundo o mérito ? E as centenas senão milhares de centros de custo existentes na administração pública são capazes ou estão interessados em reduzir os seus custos operacionais ?

É que seria necessário introduzir o "Orçamento Base Zero " para que o desperdício acumulado em anos e anos no orçamento fosse retirado, o que implicava a reestruturação da administração pública de que todos falam mas ninguém tem coragem de levar à prática.

Espero sentado.

 

 

 

 

 

 

 

Um argumento sólido mas venal

O povo português não perceberia a aplicação de sanções depois de um período tão exigente de consolidação orçamental, com consequências sociais bem mais duras do que as previstas.  Nada mais certo. E num tempo em que a União Europeia se confronta com vários desafios desde o Brexit até aos refugiados passando pela Turquia.

E, no entanto, a trajectória não pode deixar de prosseguir sob pena de rapidamente o país se afundar novamente em programas de ajuste. Porque a economia não cresce, os bancos nadam em imparidades que ninguém conhece na sua verdadeira extensão e o governo para agradar aos seus apoios parlamentares envia todos os dias maus sinais para os mercados. E sem dinheiro para investir não vamos lá.

Quando a economia cresce todos ganham embora alguns ganhem mais do que outros. Quando a economia decresce todos empobrecem e os pobres são quem empobrecem mais. Bem podem aumentar impostos e redistribuir que o dinheiro é o mesmo. Ao fim de apenas oito meses de governo a narrativa é acerca de sanções, de despesa que é adiada nas chamadas cativações  e de receita fiscal que dá mostras de ficar muito aquém do previsto.

Aos poucos o ministro das finanças vai deixando cair publicamente a verdadeira situação do país, enquanto o primeiro ministro vende confusões dando uma no prego e outra na ferradura.

E tudo isto é venal porque todos sabíamos que seria este o resultado do programa de governo apresentado ao país. Infelizmente António Costa optou em salvar a sua carreira política em vez de encarar de frente os verdadeiros problemas do país. E Passos Coelho, embora ganhando as eleições, não percebeu que o povo lhe exigiu negociações.

Aqui ao lado em Espanha, sem governo há seis meses, a economia cresce a 3,5% o que mostra bem que a saúde da economia não depende dos governos.

O real resultado é este : o Orçamento tem cativações de cerca de 360 milhões de euros, dinheiro que só pode ser gasto com autorização do ministro das Finanças, que Centeno "se compromete estritamente a não descongelar", desde que tal seja necessário para atingir os objectivos.

A rapar o tacho na Educação, na Saúde, nos fornecimentos e serviços e no sector empresarial do estado. Também tu, António Costa ?

 

Não serão cobradas propinas aos alunos

ex- ministro da Educação dá razão aos colégios privados na interpretação da lei de que foi autor.

Numa entrevista ao “Diário de Notícias”, Crato repete duas vezes que a leitura dos colégios vai ao encontro do que está escrito nos contratos. “Os contratos são plurianuais. Não vejo grande discussão nisso, porque está escrito na legislação e nos contratos”, afirma o ex-governante. “É precisamente o que está lá escrito.”

Crato esclarece que os contratos plurianuais, que assinou no ano passado com as escolas, visavam a entrada de alunos para início de ciclo de ensino ao longo de três anos. A interpretação do atual executivo, que insiste que está a cumprir o acordado, é que os contratos de 2015 garantiam apenas que os alunos que entraram nos colégios no ano passado continuariam nas escolas ao longo de três anos, até terminarem o respetivo ciclo de ensino.

Os colégios estão entretanto a aceitar matrículas de alunos para lá dos reconhecidos pelo Estado, na expectativa de ganhar o caso na justiça. Este ano, revelou ao i a AEEP, não serão cobradas propinas a estes alunos.

Enfim uma guerra escusada que prejudica boas escolas escolhidas pelos alunos em benefício da ideologia estatista e de escolas rejeitadas.

 

Dívida cresce o dobro da economia

Bem pode o governo fazer " cativações " para meter o Rossio na Rua da Betesga que não dá. Sem crescimento da economia não conseguimos sequer "cativar" a dívida que não cessa de crescer.

“A despesa com juros e outros encargos líquidos da dívida direta do Estado nos primeiros cinco meses do ano fixou-se em 3,054 mil milhões de euros, o que representa um aumento de 10,3%, valor superior ao implícito para o conjunto do ano (6,4%)”, alertava a Unidade Técnica de Apoio Orçamental, na última nota mensal sobre a dívida pública publicada este mês, lembra o “CM”.

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