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BandaLarga

as autoestradas da informação

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O PCP ficou a falar sozinho e não gostou

O PCP em comunicado faz saber que não gostou de ter sido excluído pelo PS e BE na preparação da lista de nomes para o Tribunal Constitucional .

Mas diz mais. Diz que o PS escolheu o BE o que é uma opção política de que o PCP retira as devidas ilações políticas.

O recado é claro: para os comunistas, não existe "um Governo ou maioria de esquerda" ou sequer "um acordo de incidência parlamentar que condicione o PCP como força de suporte ao Governo". Os comunistas reservam-se o direito de "a cada momento" avaliar o que pensam "ser melhor para os trabalhadores, o povo e o País, desenvolvendo a sua acção com total liberdade e independência".

Se e quando for possível deitar o PCP borda fora o governo marca eleições antecipadas. Basta o PS+BE chegarem à maioria absoluta. O PCP sabe e não gosta. Vamos ver até quando a geringonça aguenta.

Menos crescimento não quer dizer menos receita e mais despesa pública ?

O orçamento prevê 1,8% de crescimento da economia mas não há nenhuma instituição nacional ou estrangeira que chegue perto desse número. Se chegar a 1% já não será mau.

Apesar disso o governo diz que vai cumprir as metas e que não precisa de medidas adicionais. Bem, é verdade que há milagres mas não parece que a Senhora tenha tempo para estas questões orçamentais.

De facto, se a retoma económica vai ser consideravelmente inferior ao previsto, com menos atividade económica (e menos IRC e IVA) e menor rendimento pessoal (e menos IRS), menos emprego (e menos contribuições sociais e mais despesa social), recai sobre o Governo o ónus de prova de que é possível alcançar os mesmos resultados nas contas públicas sem medidas adicionais, ou seja, que menos crescimento não significa menos receita e mais despesa pública e que é possível reduzir da mesma maneira o défice orçamental apesar do menor dinamismo da economia, do investimento, do emprego e das exportações.

E é por isto que há um medo enorme em falar destas coisas e que o governo alimenta a questão das sanções. Há que encontrar um adversário externo. Estratégia  velha como o mundo.

Viver em Paris à tripa forra é natural

É, claro, que Durão Barroso não deveria ter aceite o convite de uma instituição financeira que tantas culpas tem no cartório. Terá tantos convites que mal se compreende expor-se desta forma tão, digamos, gulosa. Não há a mais pequena dúvida acerca disso. Já é mais difícil de compreender é que os mesmos que rasgam agora as vestes andaram muito tempo a acharem que um primeiro ministro a quem não se conhecem meios de fortuna vivesse à grande e à francesa num bairro chiquérrimo de Paris.

Não havia nada a estranhar e nada a perguntar . Mas quando soubemos a narrativa que explicava o inexplicável tivemos todos que engolir que não havia porta giratória nenhuma entre a política e os negócios. Era pura perseguição.

Hoje já temos alguma noção para que serviu a golden share na PT . Os milhões que desapareceram na Caixa Geral de Depósitos. O assalto ao controlo accionista do BCP. Os 800 milhões que o BES sacou . E tudo isto está ligado pelas investigações da Operação Marquês.

Mas o Barroso é um crápula e o Sócrates uma vítima. Vamos longe.