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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Tribunais dão razão às escolas em associação

Já há três escolas ( duas em Coimbra e uma em Braga) que viram os tribunais darem-lhes razão no que diz respeito às limitações geográficas. Escolas privadas que prestam serviço público. E boas escolas escolhidas pelas famílias. Escolas que são resultado da iniciativa privada e que o estado, mais uma vez, tenta abafar. Como é seu apanágio cá no burgo.

Apesar de já terem passado mais de 40 anos de democracia, Portugal continua a apresentar um grande défice na área da iniciativa privada, comprovado pela falta de visão e ambição. A este défice não é alheia a máquina pesada e burocrática do Estado. Esta influi negativamente na “capacitação humana” e arrasta consigo todos os défices numéricos. Será devido ao nosso “ADN” português? Estou convencido do contrário. Conheço centenas de pessoas que saíram do país e vingaram precisamente por serem empreendedoras e manifestarem excelente iniciava pessoal. Os resultados económicos e sociais assim o demonstraram. Deixaram de procurar trabalho e passaram a proporcionar emprego.

O que é que mudou? Não foram certamente e de repente as pessoas. O potencial estava ali à espera de se transformar em acto. Mudou o pêndulo. Surgiu outro contexto. E fez-se texto, fez-se história. Por vezes e desgraçadamente, é complicado ser empreendedor em Portugal. Mais complicado ainda com governos que (por razões ideológicas) têm dificuldades em conviver com a iniciativa privada. Um bom governo, numa sociedade aberta e democrática, tem a obrigação de garantir e defender o bem comum, aproveitando o potencial da Sociedade Civil, e não a desvalorizar. A verdade é que muitas destas pessoas que saíram do país deixaram de perguntar ao Estado o que poderia este fazer por si, e passaram a perguntar a si mesmas, o que poderiam fazer pelo Estado, isto é, pelo país. Trabalharam muito. Sentiram o estímulo da compensação. E tornaram esse país mais rico e próspero.

As más notícias sobre a economia são quase diárias

Agora é a Universidade católica que revê em baixa o crescimento da economia para 0,9% e um défice superior a 3%. Há dois dias foi o Barclays que reviu o PIB para menos de 1% e um défice a rondar os 4%. Entretanto o governo mantem no orçamento um crescimento de 1,8% e um défice de 2,8% e diz que vai tudo bem. Quem duvidar de António Costa é reaccionário. 

"Os riscos para a economia são agora predominantemente descendentes, destacando-se uma forte preocupação com a evolução do investimento que voltou a recuar no início do ano, sugerindo que o processo de recuperação da economia portuguesa sofreu uma interrupção."

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As sanções são as mesmas as taxas de juro é que não

Mais uma vez Portugal foi ao mercado e pagou uma taxa de juro a dez anos superior a 3%. A evolução da taxa em Espanha e em Portugal é, aliás, bem elucidativa.

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 Sem as compras do BCE há quem calcule que Portugal estaria a pagar taxas da ordem de 4,5%/5%.

As compras por parte do Banco Central Europeu (BCE) no mercado (não diretamente aos Estados) têm contribuído para baixar os juros a que se financiam os países da zona euro. Outras medidas de estímulo monetário, como a taxa dos depósitos negativa, também têm contribuído para essa situação. Mas, apesar da importância dos estímulos do BCE, tem sido possível observar divergências nos custos de financiamento relativos dos vários países.

Portugal logo atrás da Grécia é quem paga mais.