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BandaLarga

as autoestradas da informação

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A lealdade de Centeno perante o evoluir da economia

Perante o relatório arrasador do Barclays sobre a economia Portuguesa deve Centeno manter a lealdade  para com Costa ou para com o país ? Centeno já teve dois públicos desacordos com Costa sobre as 35 horas e sobre a execução orçamental. Mas perante a cada vez maior unanimidade na necessidade de mais medidas o tempo útil para Centeno é cada vez menor. O político vai arrastar o técnico para uma situação em que ficarão ambos nas mãos dos apoios da extrema esquerda ?

Quem cede primeiro Centeno ou Costa ? Luis Campos e Cunha aguentou 5 meses as aventuras de Sócrates. Fernando Teixeira dos Santos rompeu publicamente com Sócrates sem o avisar. Que fará Centeno ?

Parece claro que PCP e BE não aceitarão mais medidas restritivas da despesa impostas por Bruxelas mesmo que novo resgate espreite.. Mas que fará Costa perante uma economia a crescer abaixo de 1% e com um défice de 4% ? Bate o pé à União Europeia ?

Politicamente poderá haver margem para discussão mas, tecnicamente, mais tarde ou mais cedo alguém poderá ser tentado a renegar três vezes os princípios em que foi formado.

Não é uma opção é um drama.

Há nuvens sombrias sobre a economia Portuguesa

Barclays arrasa com a economia portuguesa. Crescimento da economia abaixo de 1% e déficite nos 4% em 2016. 

Assim, a estimativa de crescimento do Barclays para Portugal é de 0,7% em 2016 e 0,3% em 2017 – oficialmente, o Governo espera que o país se expanda a um ritmo de 1,8% este ano.

Já o défice orçamental também fica acima do esperado. "Esperamos apenas uma correcção orçamental ligeira em 2016", indica o Barclays. "Prevemos que o défice em 2016 caia apenas ligeiramente, de 4,4% em 2015 para 4,1% em 2016, uma vez ajustado do cenário económico menos positivo e dos custos de recapitalização da banca". O Governo de António Costa aponta para 2,2%. 

Andamos perto de um novo resgate . "O Governo vai ter de implementar medidas orçamentais adicionais para cumprir as ambiciosas metas orçamentais a médio prazo", indica o relatório, que sublinha ainda para o elevado nível de endividamento do país – a estimativa é que permaneça acima de 130% do PIB até 2020.

E politicamente a situação não é melhor. PCP e BE poderão não apoiar as medidas adicionais. Um horizonte carregado de nuvens negras