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BandaLarga

as autoestradas da informação

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E se alguém lhe oferecer um referendo isso é um impulso

E se alguém lhe oferecer flores isso é um impulso E se alguém lhe oferecer um resgate isso é um impulso. E se alguém lhe oferecer inquietações isso é um impulso. Nada mais que a manifestação de uma paixão.

E é a paixão que está a levar Portugal novamente para a bancarrota.

A primeira a ter um impulso foi uma menina pasmada pelas luzes e pelos aplausos. Ofereceu a Portugal um referendo. Um impulso diz o PS sem saber o que fazer a tantos impulsos. Tal como o ministro das finanças alemão que não sabia o que estava a dizer e o dirigente do fundo de resgate que vê em Portugal a única preocupação. Impulsos. 

Há novamente aquele ambiente cinzento . Os sindicatos de viola no saco, a comunicação social a dar espaço a quem faz coro com o politicamente correcto, os partidos da situação a desdobrarem-se em declarações que não têm nada de impulso.

Gozemos o verão.   

A economia a crescer e as meninas a aprender

Não à austeridade sim ao crescimento. PS, PCP e BE encheram a boca de crescimento da economia. Crescer, crescer, crescer. Acontece que a economia não cresce por decreto.

Estávamos a crescer 1,5% em 2015 agora já vamos em 1% em 2016 e 2017 vai continuar a ser mau. Claro que isto não se pode dizer. Na altura em que não puderem esconder por mais tempo vêm as desculpas. E o Schauble é que é irresponsável e os culpados são todos menos o governo.

É preciso que no país se faça desde já um amplo debate sobre o que é preciso fazer para voltar ao crescimento. Porque foge o investimento ? Porque corta o governo na despesa do investimento público enquanto aumenta salários e pensões ? E corta na IVA da restauração ? E não faz nada pelas empresas ? E repõe as 35 horas ? É assim que se relança a economia ?

E com a economia em perda vamos conseguir conter o défice abaixo dos 3% ? E a dívida não cresce ? Nesta só António Costa acredita . Até o ministro das finanças já se rendeu à realidade. A economia não cresce é preciso inverter a estratégia. Os únicos responsáveis são o governo e quem o apoia.

Alguns até de borla são caros

Rui Mendes Ferreira E nem tem que ser em todos os salários, nem em todas as pensões. Nem aliás o FMI se refere a todos. Segundo eles dizem e concordo, basta cortar nos salários de todo o sector público, de forma a colocá-los dentro dos valores médios que os trabalhadores do sector privado auferem, e cortar somente nas pensões da CGA, de forma a que o Estado não tenha que continuar a sonegar receita fiscal do Orçamento de Estado proveniente dos trabalhadores e empresas privadas, para injectar anualmente quase 4 mil milhões de euros na CGA. Ou então basta aumentar a TSU dos funcionários públicos e criar uma taxa adicional sobre os pensionistas da CGA, de forma que eles comecem a pagar descontos, de acordo com as reformas que recebem, e para que as receitas deste sistema autónomo de pensões passe a ter uma situação totalmente equilibrada entre as receitas e as despesas. Basta corrigir estes dois únicos items da despesa pública, e o deficit público, ficará imediatamente, totalmente e facilmente eliminado. E sem danos alguns para a nossa economia. Antes pelo contrário, pois ficam corrigidos 2 dos maiores desequilíbrios que o nosso Estado tem bem dentro dele, o que permite de seguida, começarmos a reduzir a carga fiscal, sobre as empresas, e depois sobre os cidadãos. Andamos a complicar o que podia ser tão simples. Assim houvesse vontade, e coragem para o fazer.

DEVE SER INÉDITO

O Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa declarou nula a licenciatura do ex-ministro Miguel Relvas. A notícia, seguramente, será ampla e repetidamente disseminada e glosada.

 

Perdida na bruma do tempo e abafada pelo ruído do sensacionalismo ficará a origem do processo.

 

Nuno Crato, ministro com a tutela respectiva à data do conhecimento dos factos, entendeu que estes deveriam ser apurados. Entendeu também que, a verificar-se a irregularidade falada, seria possível que houvesse casos semelhantes.

 

Entendeu bem.

 

Na verdade, relevante não era apenas o caso de Relvas, por ser ministro, mas o de todos quantos estivessem a beneficiar de critérios benévolos da universidade em causa.

Relevante ainda a credibilidade do sistema de ensino, não apenas um particular caso, porque falado na comunicação social, mesmo que de um ministro se tratasse.

 

Mandou investigar.

 

Os encarregados da investigação deram conta, se bem me lembro, de mais de uma centena de casos em que existiam suspeitas semelhantes. Relataram.

 

Crato, sempre bem, comunicou ao Ministério Público. A partir daí, o assunto já não era da sua regedoria.

 

Quatro anos depois, temos a sentença. De acção proposta pelo Ministério Público, na sequência da participação do Ministro. A sentença, de primeira instância, ainda é passível de recurso. Não importa para o caso.

 

Importa, sim, que, quando mandou investigar e participou o relatório da investigação, se sentava à mesma mesa do Conselho de Ministros com quem era visado.

 

Creio que é caso único na nossa História.

 

Ainda há dias soubemos de um secretário de estado chico-esperto, que declarou viver onde não vivia, para abichar mais umas centenas de euros por mês. Ministro e primeiro-ministro assobiam para o lado e o habilidoso lá continua onde estava, tentando disfarçar a vigarice com uma renúncia aparentemente magnânima. A burla, porque burla é, lá ficará impune e nós com o costumeiro prejuízo.

 

Nuno Crato mostrou envergadura ética para ser ministro de um país civilizado.

 

Outra história que, depois, se tenha deixado tolher pelo Nogueira. Não foi o único, longe disso, mas pena é que, também aí, não se tivesse distinguido.

 

A suprema humilhação da escola pública

No Agrupamento de Escolas de Seia os funcionários rasuraram os boletins de matrícula, trocando a escola em associação escolhida pelos pais pela escola pública. O que é ilegal porque os pais não são obrigados a registar os filhos numa escola que rejeitam. Mas pelos vistos esta batota é a única forma da escola pública ter alunos. Não há humilhação maior.

Dezenas de pais foram coagidos para matricularem os seus filhos na escola estatal com veladas ameaças . Os funcionários declararam que estavam a cumprir ordens do director do Agrupamento.

É este o direito de escolha das famílias segundo o ministério da educação e os sindicatos afectos à CGTP.