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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Entre o paraíso de Costa e o resgate de Schauble

Bastou António Costa dizer que Portugal ia muito bem muito obrigado, que estávamos a cumprir com as regras europeias, que a economia ao contrário do que diz Centeno está de óptima saúde, para o ministro das finanças alemãs vir dizer que estávamos mesmo a pedir um resgate.

"Eles têm de cumprir as regras europeias ou então vão ter dificuldades", disse o ministro das Finanças alemão em Berlim.

O Ministério das Finanças português já garantiu que "não está em consideração qualquer novo plano de ajuda financeira a Portugal, ao contrário do que o governante alemão inicialmente terá dito". No comunicado lê-se ainda que "o governo continua e continuará focado no cumprimento das metas estabelecidas para retirar Portugal do Procedimento por Défices Excessivos".

De vitória em vitória até à derrota final eis o caminho da geringonça. Que dirá disto Jerónimo e Catarina ? Vão continuar a apoiar Costa quando a verdade chegar ? Isto promete, infelizmente.

Para ter acesso ao mercado comum as empresas inglesas podem vir para Portugal

Aí está uma oportunidade muito importante e bem vinda. As empresas que operam a partir do mercado inglês e que têm no mercado da UE  o seu principal mercado podem deslocar-se para cá. Já temos muitas empresas ingleses no país, uma relação comercial muito forte de longo tempo, conhecemo-nos bem, todas as condições para que corra bem. É necessário agora que o governo abra portas e tome medidas para tornar o país mais competitivo . No plano administrativo e fiscal.

Não haverá uma UE " á la carte" mas poderá haver uma operação "Noruega",  a mais sensata é a pertença ao Espaço Económico Europeu, dá aos países o pleno acesso ao mercado único europeu, embora não tenham voz na política da União Europeia (UE).

A opção Noruega também tem desvantagens. Comprometeria várias mensagens--chave da campanha pela saída. Ela não permitiria que o Reino Unido reduzisse a livre circulação de trabalhadores da UE. O país continuaria a contribuir para o orçamento da UE. Os míticos 350 milhões de libras por semana não estariam disponíveis para gastar com o Serviço Nacional de Saúde.

Até para chegar a 1,2% a economia tem que acelerar

No Orçamento está previsto um crescimento de 1,8% que todas as instituições financeiras já negaram. Todas reviram em baixa e agora o mais certo é que o crescimento não chegue à previsão menos optimista.

Apesar de o crescimento do consumo interno estar em linha com o previsto os maus ventos vêm das exportações a tal treta da Catarina Martins. Já sabíamos há muito que o consumo interno não chega e que sem contas externas positivas não vamos lá. Nenhuma surpresa, pois.

Mas o ministro das Finanças diz que mesmo para chegar a um crescimento anual de 1,2%, será “necessário alguma aceleração da atividade económica ao longo do ano”. As previsões oficiais que constam no Orçamento do Estado para 2016 apontam para um crescimento de 1,8%. Mas Centeno deixa claro: “já nem falo em 1,8%” — e a referência a 1,2% deve-se ao facto de esta ser a previsão mais baixa que existe para a Portugal (OCDE).