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BandaLarga

as autoestradas da informação

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O estado melhora as contas pagando mais tarde

Comecei a desconfiar com o reembolso do IRS. Uns dias depois dos habituais 25 dias, no 1º dia do mês, o estado fez-me chegar a informação que tinha procedido à emissão do reembolso. O dinheiro passou o dia 31 nas mãos do estado. É o que aparece nas contas da execução orçamental ( na perspectiva dos movimentos de caixa). E como não procede ao reembolso faz subir as receitas.

São centenas de milhões de euros que não são injectados na economia. Dinheiro de fornecedores ( empresas) e de particulares.

Mas ainda mais preocupante é que o governo está a cortar despesa de investimento ( bom seria cortar despesa de funcionamento) numa altura em que todo o investimento é pouco. Sem investimento não há criação de postos de trabalho. 

O primeiro ministro é um pândego perigoso porque mente como quem respira ou, então, como alguém que não sabe exactamente o que está a dizer.

Segundo o PS o BE é populista e xenófobo

Toma e embrulha. Ana Gomes e Francisco Assis é assim que reagem à proposta de Catarina Martins para a realização de um referendo. Contra um projecto de paz e de desenvolvimento que é a UE levantam-se os populistas e os xenófobos.

É claro que somos todos contra as sanções - estúpidas e inúteis - mas não podemos reagir com  bravatas e ameaças. Temos que usar argumentos e vias democráticas para fazer valer as nossas razões.

O eurodeputado Francisco Assis disse ao “Expresso” que “é um carnaval de pura demagogia” e “um número de circo”. O ex-deputado socialista Ricardo Gonçalves - que juntamente com Assis criticou a aliança à esquerda no congresso do PS - classificou a proposta como “uma bravata que ainda afasta mais investimento, crescimento e emprego de Portugal”.

 

Ai, Catarina, tudo isto é uma trabalheira

Ainda estamos só no começo, como bem dizes, Catarina. Quando as pernas dos alemães começarem a tremer é que vão ser elas. Fala ai com o barbas do PS ( sim, o que se apressou a negar-te o referendo) que esse sabe muito de pernas a tremer. Como até eu senti uma pontinha de emoção quando o moço de Aveiro deu um murro nos ovos moles ( perdão) na mesa e gritou " não pagamos". E não pagamos, mas é porque não temos cheta, não é a mesma coisa, percebes ó Catarina? Olha que ele é discípulo dilecto do Costa ainda te leva a acreditar que a dívida não está a subir.

Mas gosto da tua voz grossa, ah mulher, essa europa fora a falar fininho como é bonito. Referendo, já , e o pessoal rabo entre as pernas a votar ( nem tu sabes o quê ) mas não vamos falhar.

Só tu tens uma explicação para isto : E dá-se o notável fenómeno de os pobres países torturados do Sul quererem com toda a força permanecer na União – até os gregos! E os países ricos do Norte, esses torturadores, começarem a querer dar à sola. Explica lá isto, Catarina.

 

O referendo que o BE nem às paredes confessa

É um referendo contra as sanções que são o melhor pretexto, mas se versará o Tratado Orçamental ou a saída do Euro ou da União Europeia é coisa que ainda não está garantida. Porque a razão é bem diferente e essa o BE não confessa. Quer apertar com o PS e obrigar o PCP a definir-se.

Para o PCP a questão de fundo é sempre a mesma. O sistema capitalista, por isso terá sempre um pretexto para não apertar com o PS.

Mas o BE pela voz de Catarina Martins já disse que quer chegar ao 1º lugar das esquerdas até agora ocupado pelo PS. Qualquer referendo serve. Quer seguir o caminho do Syriza e do Podemos. Podia ser uma aventura com o seu quê de ingenuidade mas não, é aventureirismo do mais perigoso.

Catarina Martins como actriz que é não suporta o apagar das luzes, teve que sair do congresso como a estrela da companhia e não resistiu a mais uma promessa que não cumprirá. Quase desejo que Bruxelas imponha umas sanção suave ao país para ver Catarina a avançar com um referendo. Até porque avançar com um referendo não está nas suas competências e quem o pode viabilizar já o repudiou. Unanimemente.

 

 

 

A saída do Reino Unido da UE já começou

Nestas coisas há o percurso político e jurídico e há o processo administrativo, como seja afastar os euro-deputados do Reino Unido das tarefas habituais.

Alguns deles aceitarão o desconforto como inevitável e outros farão pressão sobre o governo do seu país para apressar o processo político e jurídico para a saída oficial . A UE não vai estar à espera dos prazos de saída que convêm aos ingleses. O vazio seria rapidamente ocupado pelos populistas para propor referendos e colocar outros pedregulhos no andar da carruagem europeia.

E a UE já tomou a iniciativa. Só não precisa de ser ao pontapé.

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