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BandaLarga

as autoestradas da informação

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As filhas da Secretária de Estado por acaso andam no Colégio Alemão

Por acaso diz a secretária de estado. Mas logo a seguir diz que não houve acaso nenhum, meteu as filhas no muito bom Colégio Alemão porque quer que as filhas dominem duas línguas. O português e o alemão. A Helena Matos diz que há escolas na Amadora onde também se falam duas línguas. O português e o crioulo mas à senhora secretária de estado, por acaso, não lhe deu para meter lá as filhas.

O que está em causa, o que irrita nos contratos de associação é que milhares de famílias viram naqueles contratos algo em que muitos já desistiram de acreditar na rede pública: a escola enquanto factor de inclusão e ascensão social. Por outras palavras, eles não podem colocar os filhos na Escola Alemã mas também não os querem nas madrassas do senhor Nogueira. Querem apenas, dentro de um reduzido lote de escolas, escolher aquela em que os seus filhos vão fazer a escolaridade obrigatória.

Este sistema escolar que a senhora secretária de Estado defende – com os filhos dos outros nas escolas públicas e os nossos numa escola privada por causa de uma circunstância que não suscita polémica como os horários ou a segunda língua – tornou-se em Portugal um mecanismo que não só reproduz como acentua as fragilidades e as vantagens comparativas do meio de origem dos alunos.

 

 

Fazer de barriga de aluguer tem custos para o governo

Há um prémio salarial dos funcionários públicos em relação aos trabalhadores do privado que se aprofundou com a reversão de salários e pensões e das 35 horas. E isso custa 1 400 milhões de euros.

"A Administração Pública deveria identificar empregos específicos necessários no sector público (como peritos em tecnologias de informação) e rever a estrutura salarial que é cara e trava atracão de talentos

Há funcionários públicos a mais que ganham relativamente bem e que progridem segundo a antiguidade e não segundo o desempenho.

Tudo o que é apontado pelos técnicos do FMI tem a ver com as exigências do PC e do BE e também é por isso que Bruxelas insiste em falar de sanções. O governo não pode esperar contemplações quando é barriga de aluguer de dois partidos da extrema esquerda anti-europeístas. É o preço a pagar embora se trate mais de um argumento para dar margem de negociação do que aplicar uma medida que seria como deitar gasolina na fogueira.

O Governo português deve reduzir o emprego público em áreas que continuam com excesso de pessoal, cortar o prémio salarial no Estado em particular para trabalhadores pouco qualificados, e tornar a escala salarial mais inclinada e dependente do desempenho e não tanto dos anos de trabalho.

Vinte e cinco mil a trabalhar a partir de casa

A Toyota colocou vinte e cinco mil trabalhadores a trabalhar a partir de casa. A poupança de trabalhadores e da empresa será enorme. E as cidades e as ruas agradecem bem como o ambiente.

Na banca, por exemplo, os serviços centrais podem ser efectuados a partir de casa só os balcões que contactam com o público precisam da presença de empregados. Os gabinetes de advogados, economistas, arquitectos podem trabalhar a partir de casa. Como exemplo, o meu filho trabalha a partir de casa em colaboração com arquitectos na Suíça.

Trabalhadores com maior proximidade à família, com maior autonomia, melhor qualidade de vida e menos gastos no vai e vem . Menos carros, menos combustíveis, menos horas perdidas no para arranca.

Na administração pública a maior parte dos funcionários pode trabalhar a partir de casa. Trata-se de uma reforma fundamental e estrutural . Sem grandes mudanças e sem despesa acrescida Lisboa podia tirar 100 000 carros diários no entra e sai da cidade. Todos os meses em Lisboa seriam Agosto, o melhor mês para ficar na cidade, com metade da população e dos trabalhadores que chegam da periferia em férias.

As empresas já iniciaram esse movimento que poderá mudar a curto prazo as nossas vidas. O Estado e as autarquias só têm que se empenhar no projecto. A experiência que os trabalhadores adquiriram em informática torna esta medida  possível a curto prazo. Esta sim é uma medida "Simplex "   

 

 

 

Guerras evitáveis em que o governo tem tudo a perder

A reposição das 35 horas colocou o governo sob observação permanente do Presidente da República e sob a ameaça que ao mais pequeno sinal de deslize a lei segue para o Tribunal Constitucional.

António Costa já veio dizer que leva o aviso muito a sério e mostra que percebeu que a fractura está exposta. E o tempo não corre a favor do governo atente-se nas previsões pessimistas de hoje do Banco de Portugal. Serão necessárias mais medidas para conter o défice mas o governo insiste em reverter medidas que continham a despesa. Aumento de impostos só não se sabe em quanto.

Na Educação, os colégios não desarmam e as manifestações de rua vão manter-se. Agora no Porto. Os colégios esperam a notificação do ministério para avançarem para os tribunais. Entretanto mantêm as matrículas nos anos em discussão. Lá para Setembro temos uma tempestade com os alunos inscritos nos colégios e as escolas estatais a meio gás, como sempre estiveram.

Alunos sem aulas e professores sem colocação é uma mistura explosiva, com as famílias a não terem tempo para planear as suas vidas. E as autárquicas tão próximas.

O PS já esteve antes no governo e nunca atacou os colégios com contratos em associação. É óbvio que está a pagar a factura do apoio do PC e do BE.