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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Nos contratos de associação a PGR não dá toda a razão ao Estado

Mexeram no que estava bem nos contratos de associação e levantaram um vespeiro de problemas. A PGR fez um relatório salomónico sobre o assunto . O Estado pode mas os colégios também podem. Está o caldo entornado e temos aqui muito pano para mangas. Segue nos tribunais.

Na prática, não dá razão aos colégios na questão principal – a da abertura de novas turmas nos inícios de ciclo –, mas também não dá razão integral ao ministério naquele que tem sido um dos seus cavalos de batalha, de que os contratos de associação são só para zonas onde a rede pública não é suficiente para as necessidades. 

E o Ministério da Educação bem pode fazer de conta que não está presioneiro dos sindicatos comunistas. Há só uma primeira vez para causar boa impressão.

PS já foi governo várias vezes e nunca esta questão se tinha colocado, havendo o entendimento de que “a rede pública inclui toda a rede que é protocolada com outras instituições, desde que respeitem as normas públicas, de acordo com as regras do Estado, desde que os custos com o ensino, com a saúde e com o apoio social sejam dentro daquilo que o Estado possa praticar”.

 

 

Porque será que BE e PCP não aprovam inquérito à CGD ?

A CGD é o espelho do que pode ser uma empresa pública. A administração de catorze elementos passa a dezanove. Sem tecto salarial. São precisos quatro mil milhões de Euros como almofada e os contribuintes não sabem para onde foi o dinheiro.

O BE e o PCP dizem que a CGD não precisa de inquérito vá lá saber-se porquê. Será que se pode encontrar alguma trafulhice atribuível aos fracturantes ? Eles que gostam tanto de inquéritos nos privados.

No fórum da TSF foi ainda discutida a hipótese de se avançar com uma comissão parlamentar de inquérito à situação do banco do Estado, que acumula prejuízos há vários anos. A sugestão, feita inicialmente pelo ex-presidente do PSD e comentador, Marques Mendes, foi já rejeitada pelos partidos à esquerda do PS. João Galamba admitiu o cenário, mas não por iniciativa dos socialistas.

Sem tecto salarial, sem inquérito, sem dinheiro e sem vergonha.

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Não contem connosco nas 35 horas no privado

Nem com 25 dias de férias. O país precisa de ser competitivo a medida anunciada pelo governo é um enorme erro político. Envia sinais errados para o exterior num momento em que tanto precisamos de investimento externo. Quem desconfia não investe, não vale a pena PCP e BE fazerem de conta que não sabem.

"Não contem connosco para a reversão de algumas medidas. Não contem connosco para fantasiosos anúncios como os que temos ouvido. Não contem connosco para as 35 horas no privado. Não contem connosco para os 25 dias de férias. Não contem connosco para complicar ainda mais a competitividade das empresas porque não é esse o combate que temos de fazer".

"Ir mais longe" como desejam PCP e BE é ir contra as empresas e o privado. É ir contra o sector dos bens e serviços transaccionáveis e contra as exportações. Não foi Catarina Martins que disse que as exportações eram uma treta ?

Zona Euro cresceu três vezes mais do que Portugal

E o investimento também está a crescer na zona euro. Nós por cá, como habitualmente, fazemos de conta que não se passa nada. Sem investimento não há mais emprego.

Não há investimento porque os investidores sabem que PCP e BE influenciam profundamente a governação e este preço que estamos a pagar foi sempre óbvio.

A economia da zona euro cresceu 0,6% no primeiro trimestre, confirmou esta terça-feira o Eurostat. Impulsionado pelo investimento e pelo consumo privado, o ritmo de crescimento no bloco de países contrasta com os 0,2% que cresceu a economia portuguesa no mesmo período.

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A cavar um fosso entre alunos ricos e alunos pobres

António Barreto foi hoje entrevistado na RTP3 e falou na decisão do governo quanto aos contratos de associação na Educação. E foi claro. A decisão não é ilegal tal como não foi e não será ilegal que outro governo reponha novamente os contratos de associação. Mas a forma acintosa como o governo não fez caso de professores, alunos, empregados, famílias,  economia local vai levar a que o assunto não morra. De um lado a maçonaria, os comunistas e os bloquistas do outro, a Igreja Católica, as autarquias e os moderados. E todos estão a gostar da luta e das manifestações de rua.

António Barreto acha que os privados devem seguir o seu caminho mas que, o estado, deve ter consciência que está a cavar um fosso intransponível. Os alunos no privado terão cada vez mais e melhor ensino, no público, os alunos serão pasto para ideologias, luta política e luta sindical.  Entre os dois estará um fosso cada vez mais acentuado porque faltam as boas escolas acessíveis aos mais pobres. Que agora desaparecem com esta decisão apressada e prepotente.

Entretanto a secretária de estado explica a frequência das suas filhas no elitista Colégio Alemão com a necessidade das filhas terem uma segunda língua materna que lhes assegure uma carreira além fronteiras. Se não fosse assim estariam na escola pública. Esta explicação é rigorosamente igual a todos os que pagam centenas de euros por mês aos bons colégios privados. Afastar os filhos da escola pública porque não lhes assegura uma carreira internacional e na maioria dos casos nem sequer nacional.

O problema é que os pobres não têm oportunidade nenhuma de fugir à escola pública.