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BandaLarga

as autoestradas da informação

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O Tribunal de Contas é taxativo na interpretação que faz dos contratos dos colégios

O relatório do Tribunal de Contas que autoriza os contratos celebrados entre o Estado e os colégios particulares e cooperativos é taxativo.  Os colégios têm razão. Não se aplica a subsidiariedade da rede pública e há espaço para novas turmas de inicio de ciclo.

O Tribunal de Contas tem também aqui uma visão completamente oposta. Num relatório de Setembro de 2015, que só agora foi entregue à Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo (Aeep), afirma-se que na "mudança legislativa" entretanto ocorrida, nomeadamente com a aprovação do novo Estatuto do Ensino Particular e Cooperativo, não "existe referência a qualquer eventual regime de supletividade face à inexistência de respostas na rede pública".

O que é reafirmado nesta constatação prévia: todos os contratos sujeitos a visto “dizem respeito à constituição de turmas de início de ciclo, nos anos lectivos 2015/2016 a 2017/2018, com efeitos de 1 de Setembro de 2015 a 31 de Agosto de 2018”.

O contrário da interpretação feita pelo ministério da educação. Diz o povo que cadela apressada tem os filhos cegos...

Só a reunião com os estivadores não tem limites

Já lá vão mais de 12 horas de reunião e não há fumo branco. É claro que dali não sai decisão nenhuma que ponha fim à questão essencial. O sindicato não pode apropriar-se da gestão do Porto de Lisboa. Não há governo nenhum que deixe isso acontecer . O Porto de Lisboa já perdeu 50% da sua actividade devido às greves . Então discute-se o quê ?

Desbloquear a progressão nas carreiras, nem pensar. Aumentar salários, o sindicato acha pouco. Arranjar uma qualquer vantagem ao nível da Segurança Social ( menos anos de trabalho, carreira de desgaste rápido) seria uma porta aberta para vários sectores e lá se ia a sustentabilidade já tão tremida. E nacionalizar o Porto de Lisboa como quer o sindicato nem pensar.

Então o governo para manter o limite de António Costa ( dia de hoje) lança mão da requisição civil ? É o mais certo mas isso tem como consequência o despedimento colectivo e a manutenção da situação que tanto enerva o sindicato dos estivadores.

E o PC e o BE reagirão como ? Não querendo ser apontados como os responsáveis pela queda do governo vão engolir o sapo e a seguir vão querer ser compensados nas 35 horas, já !

E aí entramos na área de Mário Centeno e na despesa pública, desequilibram-se as contas já tão apertadinhas e Bruxelas não vai gostar, lado para onde BE e PCP dormem melhor.

Não está fácil, António.

Costa convida Catarina para um dia de jorna

Enquanto a proposta já foi feita a Cristas mas para comer um peixe grelhado para Catarina, o almoço vai ser junto ao Tejo numa dia de jorna. É que para Catarina as greves no Porto de Lisboa só têm uma solução. Acabar com as empresas que operam no porto e entregar a operação aos sindicatos comunistas.

O que se passa no Porto de Lisboa é do século XlX, violentíssimo, mal pago, com centenas de horas extras. Mas Costa que tem que governar o país tem além dessas outras preocupações. Manter o Porto de Lisboa na radar das empresas de navegação e das empresas de exportação/importação por forma a não deixar fugir a actividade para outros portos portugueses ou estrangeiros. E as empresas que operam em concorrência não se podem dar ao luxo de serem menos competitivas.

É verdade que não há amor como o primeiro mas face à escusa de Cristas é quase certo que Catarina vai aceitar o convite. O limite da guerra dos estivadores vai mesmo ser hoje com amor ou sem ele.

Os professores das escolas em associação vão ser despedidos

Já ninguém está preocupado com os professores das escolas em associação que serão despedidos. Num ápice, a Fenprof mostra bem que o que a motiva não são os professores. É o controlo monopolista da escola pública.

“A parte que me toca mais não é só o problema dos alunos, dos pais ou dos proprietários, é a de que não há uma preocupação prioritária com o número de professores que de um momento para o outro podem ser despedidos. E vão ser despedidos, não tenho dúvidas”

Afirma David Justino, para quem os contratos de associação têm de ser avaliados caso a caso e com cuidado. “Se vou fechar uma escola com bom desempenho, embora seja privada com contrato de associação, e tenho ao lado uma pública que não tem esse desempenho, tenho que pensar seriamente o que vou fazer”,

 

O Porto de Lisboa é um teste decisivo não previsto para o governo

António Costa avisou o sindicato dos estivadores. Há limites para tudo e ameaça que a operação de resgatar os contentores retidos no Porto de Lisboa pode ser repetida. Isto é, se não for por negociação será à força. O interesse geral do país está a ser colocado em causa pelo interesse de duas centenas de estivadores.

Mas PCP e BE não estão pelos ajustes e, Catarina Martins, já veio dizer que é preciso por os patrões no seu lugar .Como se sabe os estivadores têm como motivação última a nacionalização dos portos.

Ora a actividade portuária é muito complexa e um navio quando ruma a um porto fá-lo por um conjunto de razões que estão muito para além da capacidade do estado português, que não opera na importação/exportação, não é proprietário de barcos/contentores e não tem nenhuma capacidade de mudar o comércio internacional.

Os estaleiros navais nacionalizados não tinham clientes. A TAP afundava-se em prejuízos. Os Portos estão em concorrência aberta internacional. O estado não traz nenhuma mais valia a estas actividades. E 100 pré-avisos de greve em 10 anos também não

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