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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Comprar tempo livre ganhando menos

A Suiça vai para mais um referendo, uma característa da sua democracia directa. Desta vez propõe que se pague um rendimentto mínimo a todos os cidadãos de cerca de 2 200 euros/mês .

Eu julgo que o que está aqui a ser experimentado é a fase seguinte das democracias e das economias sociais de mercado. O cidadão pode optar em comprar tempo livre de lazer e de acompanhamento da família ganhando menos.

Merkel num dos seus discursos à nação já chamou a atenção que com a introdução das novas tecnologias não haverá emprego para todos. Pelo menos trabalho a tempo inteiro. E há outros países como a Holanda a estudar o assunto.

Para que tal seja possível é necessário que a economia tenha capacidade para produzir o suficiente o que até agora só o sistema capitalista do Ocidente foi capaz. Quando a economia cresce todos ganham embora alguns ganhem mais do que outros. E se uma parte significativa de cidadãos queira ganhar menos ou mesmo deixar de trabalhar ?

A poupança poderá ser enorme. Milhares (milhões) de pessoas poderão trabalhar a partir de casa, não se deslocando de carro próprio ou de transportes públicos. Ou optarão em cuidar dos filhos e formá-los não tendo que pagar escolas. Poderão viver longe das grandes cidades contribuindo para o incremento da actividade económica no interior . Será poupado o ambiente e milhões de toneladas de CO2. Viverão com o que é necessário para ter uma vida decente abandonando o supérfluo, que é hoje um dos maiores problemas da humanidade.

A sociedade e o estado poderão canalizar as suas energias, competências e financiamento para os objectivos verdadeiramente importantes tornando a vida de toda a sociedade mais aprazível mais eficiente e menos turbulenta. Retirar pressão aos gastos da saúde e da educação.

Depois da globalização está a nascer a sociedade do futuro

 

Despedimento colectivo no Porto de Lisboa

Está em causa a viabilidade económica do Porto de Lisboa com as sucessivas greves dos estivadores. A paralisação é quase total desde 20 de Abril e as negociações entre a Liscount e os sindicatos não foram conclusivas.

Há milhares de toneladas de mercadorias paradas a deteriorarem-se e os operadores marítimos estão paulatinamente a abandonar o porto num movimento que se iniciou há muito. 

A última fase de sucessivos períodos de greve, que se iniciou há três anos e meio, arrancou a 20 de abril com os estivadores do Porto de Lisboa em greve a todo o trabalho suplementar em qualquer navio ou terminal, isto é, recusam trabalhar além do turno, aos fins-de-semana e dias feriados.

De acordo com o último pré-aviso, a greve vai prolongar-se até 16 de Junho.

Carlos Caldas Simões, representante da AOP - Associação Marítima e Portuária, realçou que "os armadores estão a perder 300 mil euros por dia" e que as sucessivas greves e mais de 100 pré-avisos de greve causaram "danos irreversíveis".

"Já perdemos mais de 50% das cargas. Levaria meses ou até anos a retomar", acrescentou.

Para negociar é preciso ter vontade de resolver os problemas

Sem o programa do BCE as taxas de juro podem chegar a 5,5%

O BCE já fez saber que o seu programa de compra de dívida está a chegar ao limite em Portugal. Prevê-se que o fim do programa tenha um impacto nas taxas de juro de 2,2 p.p. o que atiraria as taxas de juro a 10 anos para os 5,5%. Um desastre.

O pedido de resgate em 2011 foi feito com as taxas de juro acima dos 7% limite imposto pelo então ministro das finanças. Podemos estar perigosamente perto ainda para mais com a economia a abrandar e com uma dificílima execução orçamental .

As taxas de juro a 10 anos subiram de ligeiramente acima dos 1% para acima dos 3% já com o actual governo e não dão indicação de baixar bem pelo contrário. As reversões de algumas medidas e agora a implementação das 35 horas que PCP e BE impõem não são bem vistas pelos mercados e pelas instituições internacionais.

Parece estar na hora de se redesenhar a estratégia antes que seja tarde.

A Fenprof trai os professores que diz defender

Estes sindicalistas não defendem ninguém. Defendem a ideologia neo-comunista e operam como braço armado do PCP.

"Esta federação promove petições, manifestações, conferências de impressa, publica artigos, produz documentação em Congressos, defende projetos de resolução, despachos e iniciativas legislativas, enfim, tudo faz para influenciar a opinião pública e para pressionar o Governo e o parlamento para que sejam adotadas medidas que irão inviabilizar a existência de todo um setor empregador do nosso país, arrastando para o desemprego milhares de trabalhadores, colocando em risco a subsistência das suas famílias", lê-se na carta da APEPCCA."

Mário Nogueira tem como objectivo manter o monopólio do serviço público nas escolas públicas e assim controlar o ministério da educação o que faz há mais de vinte anos. Sucessivos ministros da educação foram triturados por manifestações e greves sucessivas.

A novidade é que o PCP está em desacordo com o BCE

Não há nada, diz Jerónimo de Sousa, que possa impedir o regresso às 35 horas na função pública já no dia 1 de Julho como prometido. O ministro das finanças faz contas num orçamento onde dificilmente cabem os mais de 200 milhões que se prevêem em horas extras para compensar a redução das horas de trabalho.

É que os funcionários públicos viram os seus salários repostos e agora, em cima, exigem a redução de horário. Para desespero de Centeno . E da Europa . Mais despesa, menos economia, menos emprego e nenhuma reforma. Para quem está à espera da boa vontade de Bruxelas as coisas não estão fáceis.

Entretanto, o parlamento Grego aprova medidas de austeridade exigidas pelos credores para receber a próxima tranche do empréstimo. Mas é claro que nós batemos o pé, e vamos ganhar. Como sempre.

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