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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Ex-ministro socialista da Justiça alerta para as indemnizações devidas aos colégios

Vera Jardim é um jurista socialista, ex-ministro da Justiça, sabe do que fala. Os colégios privados à sombra dos contratos com o estado para três anos, prepararam-se investindo e preparando professores e outros profissionais para aquele prazo, criando justas expectativas que agora vão ser esmagadas. O estado pode vir a pagar muito mais em indemnizações aos colégios, aos professores e famílias do que o que se propõe poupar.

“Quando há um contrato assinado, há um ano, que garantia a estas entidades uma duração de três anos, é prudente olhar para esta questão no sentido de ver se ela não terá características jurídicas que permitam aos colégios apresentarem providências cautelares e acções de indemnização”, adverte o advogado que tutelou a pasta da Justiça.

Também o  antigo deputado social-democrata Pedro Duarte acusa o Governo de querer que o Estado seja "dono de todas as escolas do país, a controlar tudo isto”.

O militante do PSD, que dirigiu a campanha presidencial de Marcelo Rebelo de Sousa, insiste que na base da acção do Governo está “ um movimento ideológico, que na minha opinião é um brutal retrocesso, com o Estado a querer controlar a educação de modo monopolista e dirigista”.

António Costa para agradar ao PCP e ao BE arranjou um problema grave.

 

O Reino Unido vai continuar na União Europeia

A União Europeia é como o casamento. Quem está dentro quer sair ( nem todos) quem está fora quer entrar. E há os que passam a vida a falar de divórcio mas depois não abandonam a casa "cosy" ( acolhedora). Falam, falam, mas eu não vejo ninguém a apresentar uma alternativa válida.

O referendo no UK foi ideia que surgiu como pressão para o país ganhar força nas negociações com os restantes países da Europa. Nasceu com muita força mas à medida que se aproxima o momento da decisão o voto a favor da permanência vai na frente nas sondagens.

Mas esta não é a única sondagem que cimenta a preferência dos britânicos pela permanência. Segundo a Reuters, das sete últimas sondagens conhecidas, seis indicavam que a maioria dos inquiridos quer ficar no Reino Unido e a sondagem que agrega todas as sondagens sobre o Brexit do Financial Times indica que há 47% dos britânicos a favor da permanência e 40% que preferem a saída.

 

 

Na TAP há mais um grande negócio do estado

O estado fica com 50% do capital da TAP que é negativo em 500 milhões e garante junto da banca os 600 milhões de dívida. Nunca ninguém conseguiu um negócio assim. É tudo mais fácil para os privados junto dos mercados financeiros e da banca.

Os privados ficam com a gestão. Têm acesso aos mega-mercados dos US, da Europa e da China o que só por si torna a empresa viável. Mas o contrário também é verdadeiro. Os accionistas americanos, brasileiros e chineses passam a ter acesso ao mercado europeu. Está garantida em concorrência aberta  a actividade da empresa.

O tacticismo de António Costa tem esta extraordinária intuição. A curto prazo engana os incautos a longo prazo põe os contribuintes a pagar. Quem não quer um parceiro destes ?

Porque a TAP totalmente privada teria os mesmos pontos fortes na sua estratégia comercial e um ponto fraco na sua componente financeira. Tendo o estado como parceiro, os privados alavancam de uma forma notável os seus mercados de origem por metade do custo e deixam para o estado o restante. Ser companhia de bandeira.

É que na componente operacional não se encontram razões de racionalidade gestionária para que o Estado mantenha uma posição accionista de 50% na companhia aérea. Aposto que a única dor de cabeça dos gestores do estado vai ser conseguir que os lucros sejam reconhecidos aqui no país. Ou grande parte deles.

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Sentença de morte para escolas e empresas locais

Uma das professoras de uma das escolas em associação lamenta :  “estamos de rastos porque pensávamos que haveria espaço para algum diálogo”. “São projetos de vida que tem de se reestruturar — não sei ainda em que base –, são professores que ficam no desemprego, empresas, pessoas e comércio que trabalham à volta destas escolas — muitas delas nasceram à volta destas escolas — e que hoje viram uma sentença de morte”, disse, acrescentando que o primeiro-ministro “tem de estar muito preocupado”. “Foi eleito para representar a democracia. E isto não é democracia.”

Esta medida vai deixar profundos problemas sociais e económicos bem maiores do que a pretensa duplicação de custos argumentada. Tudo para reforçar o centralismo no ministério da educação e reforçar os sindicatos. Ontem ouvi uma secretária de estado da educação durante uma hora que nunca se referiu aos alunos . Se houvesse dúvidas a senhora tirou-as aos mais resistentes.

Não há um único país na UE onde a rede de ensino público não conviva com o público e o privado na prestação do serviço público.

Mais uma vez devemos ser nós que temos razão. Como a loura na autoestrada que via uns doidos a andarem em sentido contrário .

O que separa o governo PS do PCP é insanável

Controlo público da banca, renegociação da dívida e saída do Euro, esta é a matriz política do PCP segundo Jerónimo de Sousa. As diferenças para o PS são insanáveis como é bom de ver e vão em qualquer momento estar em cima da mesa.

A natureza do PCP não vai mudar mas também ninguém acredita que o PS compre as propostas ou que Bruxelas ceda. É mesmo insanável e desde o inicio que se percebe a natureza do conflito.

António Costa vai ganhando tempo a ver se as coisas no plano orçamental e no terreno melhoram. No momento da decisão é obrigatório que o PS junto com o BE não precise eleitoralmente do PCP.  Entretanto, como se vê na Educação e nos transportes públicos, o PC vai ganhando terreno mas nada que um outro qualquer governo não possa reverter. É esta a insanável contradição . Os comunistas estão a prazo neste governo mas o país não está a prazo na UE.  

Já temos um BES público

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 Pronto, já temos um BES público...a Caixa é nossa. A diferença é que no caso da CGD não há suspeitos nem investigações, nem mesmo vítimas. Paga e não bufes...é tudo muito melhor, mais limpo e mais transparente sem tribunais e sem manifestações ruidosas .