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BandaLarga

as autoestradas da informação

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De candidato da direita e da esquerda a presidente do centro-direita

Há mudanças no discurso de Marcelo Rebelo de Sousa. Passou de candidato da esquerda do centro e da direita para presidente do centro direita. Disse-o no discurso da inauguração do aeroporto General Humberto Delgado.

As escolas com associação vão deixar sequelas. Não só porque a decisão de fechar boas escolas é marcadamente ideológica como mexe em milhares de alunos e professores. E em organizações poderosas junto das populações. 

Depois as audíveis recomendações de Bruxelas a que António Costa não dá, aparentemente, ouvidos, não podem ser desprezadas pelo presidente. Mais tarde ou mais cedo vai ter que tomar posição, aliás já ensaiada. O optimismo do primeiro ministro é irritante. À medida que a situação se degradar Marcelo não vai poder agradar a todos.

A semana agora terminada foi a mais difícil até agora para a relação entre Marcelo e Costa. Chegaram os primeiros índices económicos que são todos eles maus ou medíocres. Hoje o BdP dá conta que a actividade económica tornou a cair em Abril, já lá vão dois meses seguidos. Não basta dizer que a culpa é do ambiente internacional que é igual para todos quando, por exemplo, Espanha, mesmo sem governo porta-se muito melhor que nós.

Costa tal como Sócrates a fazer de conta

Apesar dos avisos das instituições e de Bruxelas adiar para Junho/Julho a exigência de mais medidas, Costa continua a dizer que não há Plano B, tal como Sócrates dizia que não era preciso pedir ajuda externa.

O PIB está longe da previsão orçamental do governo. As exportações caiem. O desemprego aumenta. O investimento cai muito . A execução orçamental dá sinais de aumentos não dispiciendos na despesa pública devidos ao aumento de salários e pensões . Estão reunidas as condições para um aumento generalizado das taxas de juro que, não se esqueça, estão acima dos 3% depois de terem estado pouco acima dos 1% em 2015.

Qualquer pessoa que não fosse destituída do maior elementar bom senso e do mais básico conhecimento de economia sabia, à partida, que um plano B seria essencial. Talvez fosse difícil prever que, apenas um mês e meio após a entrada em vigor do novo Orçamento, a Comissão Europeia (CE) já estaria a pedir um plano B, mas é totalmente óbvio que uma qualquer versão deste plano teria de ser disponibilizada – e aplicada – dentro de meses.

E se as famílias continuarem a matricular os filhos nos colégios privados ?

Os colégios em associação são em muitos casos para além do ensino um dos principais motores da economia das regiões onde se encontram. E se famílias, professores, economia local e autoridades autárquicas se juntarem para manter os colégios em pleno deixando a escola pública meio vazia ? Como sempre esteve ?

Só em subsídios de desemprego o estado pagará mais que os 30 milhões que poupará com o encerramento das turmas. Sem este argumento economicista o ministério da educação agarra-se a quê?

O povo português tem dado ao longa da história várias lições de dignidade e rebeldia em relação ao poder central. Talvez, qual boomerang, este burra decisão que fecha boas escolas desejadas pelos alunos, aterre em plena 5 de Outubro na cabeça dos burocratas do ministério.

Não por acaso esta ideia apareceu hoje na imprensa e, eu, devo confessar, pensei nela desde o primeiro minuto.  Em 2017 temos as autárquicas e os cidadãos destas localidades não esquecerão o fecho das escolas e a prepotente decisão das esquerdas radicais.

O valor da imagem na SIDA e no tabaco

Há 30 anos ( à volta disso) apareceu uma terrível doença desconhecida. Matava rapidamente famosos e não famosos. Quando se descobriu o meio de infecção usou-se a imagem ( entre outras formas) para prevenir. A camisinha foi uma das primeiras advertências. Faz sexo mas com a camisinha.

Lembro-me que na televisão passava um filmezinho que era quase romântico. Um carocha abanava perto de uma praia à noite. Lá dentro dois jovens faziam sexo. Um polícia pachorrento aproximava-se do carro e perguntava " então a camisinha?". Não assustava ninguém.

Quando a doença alastrava por todo o mundo os decisores, perante a tragédia, começaram a tomar medidas a sério. Já na altura em que os doentes tomavam os rectrovirus ( um cocktail de 20 comprimidos por dia) que lhes prolongava a vida mas os deixava em estado medonho. Começou-se então a mostrar em que estado ficavam os doentes terminais.

A primeira imagem de que me lembro era de um doente no leito de morte rodeado pela família. Um soco no estômago. Foi o virar de página. Metia medo.

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                                                                    Sida - benetton

Estamos agora a seguir o mesmo caminho para alertar as pessoas para os desastres causados pelo fumar já que as palavras não chegam. E as imagens assustam mesmo.

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 Mas pelo exemplo que tenho aqui na rua em que um operado à garganta ( fumador de três maços/dia) já voltou a fumar o mesmo, leva-me a estar pessimista. Mas já vale a pena se um só que seja deixe de fumar.

Pelo meio discutiu-se a politica da Igreja em relação a África onde morriam milhões de pessoas. A imagem que ainda hoje perdura era (é) chocante.

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