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BandaLarga

as autoestradas da informação

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O governo vai fazer recuar o ministério da educação

Desde ontem que se percebeu que António Costa fez alinhar os membros do seu governo com um objectivo. Arrefecer o debate que se gerou à volta das escolas privadas com contrato de associação. Os primeiros a tocar a rebate foram os autarcas do PS que próximos das populações perceberam a indignação generalizada. E as autárquicas são em 2017 e um colégio fechado dá demasiado nas vistas. Vê-lo todos os dias não deixa esquecer o problema.

Depois o ministro, jovem e inexperiente, estendeu-se ao comprido ao anunciar uma medida que toca na Igreja Católica sem dizer água vai, tal como já tinha feito com a questão das avaliações. Burrice das grandes. Nunca a esquerda ganhou uma guerra com a Igreja Católica. O Tiago não sabe e julgou que o poder estava do lado das arruadas do Nogueira. Nada mais imbecil.

E como já é evidente a batalha trava-se num terreno que não tem nada de favorável para o governo. A decisão é má e muito mal explicada e daí a uma batalha ideológica foi um passo. A Fenprof caiu numa armadilha ao deixar que a população intuísse que quem manda no ministério é o Mário Nogueira. Este andou uma semana a gabar-se que aprovava o ministro Tiago e que até lhe fazia avaliações quinzenais.

Tudo junto o António Costa vai ter que ceder alguma coisa junto da Fenprof e recuar em toda alinha. Claro que a secretária de estado especialista virá dizer que o resultado, seja ele qual for, resultou do estudo aprofundado da rede.

O Estado devia perceber porque estão as escolas privadas cheias

Antes de tomar decisões que podem prejudicar os alunos o Estado devia perceber porque estão as escolas privadas em associação cheias. E porque entre duas escolas - uma pública e outra privada- as famílias escolhem a privada. Esta é a única obrigação do estado. Assegurar um serviço de ensino universal e gratuito de qualidade.

Na actual situação o que temos são bons colégios privados cheios de alunos filhos de famílias abastadas; boas escolas públicas cheias de alunos filhos de famílias que vivem bem; más escolas públicas cheias de alunos filhos de famílias pobres. E o pior é que estes últimos não têm oportunidade de frequentar uma boa escola.

O Governo devia tentar perceber porque é que há escolas com contrato de associação cheias e escolas estatais vazias. Como não quer reconhecer concorrência e qualidade, como não quer respeitar os direitos destas famílias, fá-lo por despacho que obriga cada pai a matricular o filho onde o Estado manda.” — Emanuel Jacinto, professor de Artes Visuais no Colégio de São Miguel, em Fátima.

Se existe uma escola pública que não tem alunos e se há uma escola particular com contrato de associação cheia, porque é que está? O Estado deve entrar em campo e verificar o que se está a passar nessa escola e perceber porque os pais não a escolhem.”— Rui António, membro da associação de pais do Colégio de São Miguel, em Fátima.

 

 

O crescimento do PIB também não chega

O PIB cresceu cerca de 1,1% no 1º trimestre . O governo espera que cresça 1,8% no ano. Para isso, com esta base trimestral o PIB, no resto do ano, teria que crescer bem acima de 1,8% o que é muito difícil . Vem aí o Plano B já confirmado ontem por António Costa em entrevista na SIC, não dizendo onde vai aumentar impostos.

Como todos previram o maior consumo interno fez crescer as importações ( automóveis) e as exportações caíram. O investimento também caiu e perderam-se cerca de 50 000 postos de trabalho.

Entretanto, o PM viaja para Bruxelas para evitar as medidas que podem incluir sanções tão violentas como sejam cortar subsídios ao investimento e indemnizações. A tempestade perfeita a formar-se.

Ao Ministro da Educação não lhe auguro grande futuro

Pura burrice . O que defende e a forma como defende mostra um decisor à deriva a fazer o que agrada a terceiros mas não ao interesse público. O argumento financeiro já foi à vida resta o ideológico que vai ser travado nas escolas pela população.  Tiago Rodrigues não tem futuro neste governo de António Costa.

Claro que a questão dos números é relevante nos tempos que correm. O governo diz que pagar 80 mil euros por turma no sector privado é exagerado, que na rede estatal é possível reduzir esse valor para os 55 mil euros.  Mas a solução tem de passar por matar o sistema actual e substituí-lo por uma versão moderninha dos regimes comunistas? Ou deve-se, pelo contrário, colocar os interesses dos alunos em primeiro lugar, fazendo opções baseadas na qualidade do ensino ministrado? Porque não fechar escolas públicas nas regiões em que os colégios privados exibam melhores resultados, renegociando o custo por turma e transferindo o investimento público para os estabelecimentos onde os alunos sejam melhor ensinados?

Um Estado não tem a obrigação de defender o sector público ou o privado – a sua principal responsabilidade é assegurar o bem comum.