Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BandaLarga

as autoestradas da informação

BandaLarga

as autoestradas da informação

A treta do custo da escola estatal

Os socialistas são exímios a calcular custos . Não sabemos o que mais admirar se a matemática da secretária de estado se a avaliação do ministro pelo Mário Nogueira . Uma coisa sabemos, estão errados, mas isso é pouca coisa. E na equação não entra o factor qualidade nem o factor preferência dos alunos e das famílias. Isso também não interessa nada. Mas há quem faça umas continhas, uns chatos, que se opõem ao domínio estatal do ensino no país pelo PCP via FENPROF

Um chato ainda mais chato pensou dois minutos e arranjou estas contas que não passam nem pela cabeça do porteiro do ministério ( já que pela cabeça da secretária de estado e do ministro estamos conversados). E lembrou-se de ir ver as contas feitas pelo Tribunal de Contas que, imaginem, chegou à conclusão que o custo por aluno na escola com contrato é bem menor.

Tudo gente que o Mário, injuriado, vai meter em tribunal. Esta gente do ministério da Educação não presta mas a gente diverte-se muito.

contas_a_ps.jpg

 

 

 

 

Escolhe a escola estatal ou a que for melhor para os alunos ?

Dois ex-ministros da Educação do PS ( Maria de Lurdes Rodrigues e Marçal Grilo) com opinião diferente. Para um deles deve ser privilegiada a escola estatal para outro deve ser privilegiada a escola que melhor servir os alunos.

Os dois ex-ministros dos Governo PS não têm dúvidas de que há necessidade de rever a rede de escolas, a diferença fica no alvo desta decisão. Se Maria de Lurdes Rodrigues não mostra dúvidas sobre que estabelecimentos deve o Estado proteger, Marçal Grilo pede uma decisão baseada “no resultado do trabalho das escolas e no bom senso, que não é inimigo do Estado de direito”.

E para Marcelo ? considerou “uma opção errada” privilegiar o ensino público em detrimento do particular. Para o agora Presidente da República as escolas não-estatais devem “levar o Estado a considerar que não deve só olhar para a escola pública”, destacando mesmo “o papel crescente do ensino particular e cooperativo” e a necessidade de manter a “liberdade de escolha na educação”.

“Durante muito tempo [o ministério] foi dominado pela Fenprof que influenciava a sua direção, mesmo com ministros e governos, com a visão de que deveria existir liberdade de escolha”.

A humilhação da escola pública estatal

Do que se trata é que em várias localidades com uma escola pública estatal e outra privada com contrato as famílias escolhem maioritariamente a segunda. Para preencher a tal escola que famílias e alunos não querem o ministério da Educação obriga-os a frequentá-la. É uma enorme humilhação para a escola pública estatal.

Em primeiro diziam que a factura a pagar pelo estado era a dobrar agora já dizem que os professores e funcionários das escolas a fechar terão lugar nas escolas a encher. Perceberam que o argumento economicista da questão era difícil de tornear. Resta a questão ideológica soviética. Não interessa a qualidade do ensino prestado, interessa que o ensino público se torne num monopólio controlado pelo PCP. 

É uma marca do comunismo apropriar-se do estado. Desta vez e graças a António Costa foi a Educação e os transportes públicos.

Em contrapartida a Frenprof deixou de se manifestar, vai avaliar o ministro trimestralmente e o PCP deixou de se ouvir no ataque à UE deixando ao BE essa tarefa.

Nem sequer percebem que se propõem fechar boas escolas voluntariamente procuradas pelos alunos e continuarem a financiar más escolas que os alunos rejeitam. É essa a questão central e obrigar os alunos a frequentar escolas que rejeitam é uma enorme humilhação para essas escolas.

 

As exportações são uma treta segundo o BE

Quando a Catarina Martins se saiu com essa boutade grotesca já sabia que as exportações tinham iniciado uma trajectória descendente. Nada como dizer o que for preciso para desvalorizar. O consumo interno é que é.

Mas o ministro da Economia que sabe um bocado mais destas coisas mostra-se preocupado com a deterioração das contas externas. É preciso inverter a tendência diz. Manuel Caldeira Cabral também sabe que este é o primeiro sinal negativo, esta semana vamos ter outros. No investimento, no crescimento do PIB, na criação de emprego...

Acabem com a escola estatal monopolista

Os interesses estranhos ao interesse nacional de que fala Passos Coelho são os interesses de Mário Nogueira e da FENPROF.

E a este propósito é bom que se tenha presente que no índex da liberdade de escolha em educação, em 136 países avaliados, Portugal ocupa o 46.o lugar. Desses 136 países, só três proíbem o ensino privado. Este índex resulta de um estudo da OIDL (Organização Internacional para o Direito à Educação e Liberdade de Escolha) com base em quatro critérios. E os países que lideram este índex são a Irlanda, Holanda, Bélgica, Malta, Dinamarca, Reino Unido, Finlândia, Eslováquia e Espanha. Fora da Europa, nos primeiros lugares só figura o Chile, na sétima posição. Na Europa, só a Bulgária, Croácia e Grécia não dão financiamento ao ensino privado. E, já agora, é digno de destaque que só Cuba, Gâmbia e Líbia proíbem escolas privadas. Estes exemplos são claros e demonstrativos do que andam o governo e os seus parceiros a fazer. Muito pela negativa. Só nos resta esperar que o Presidente da República ponha ordem nesta aventura radical, irracional, onde o Estado está, de má-fé e a pretexto de meros interesses ideológicos e sindicais, a pôr em causa interesses nacionais numa área tão sensível como é a política pública de educação.

Os pneus furados da bicicleta da Catarina Martins

bicicleta com ou sem pneus furados se não tiver quem a segure cai. E a bicicleta de Catarina não é nenhuma excepção.

Mário Centeno não está para encher os pneus furados do BE. Não alinha com o pedido da Grécia na reestruturação da dívida, prefere cumprir as propostas que enviou para Bruxelas.

Ora, a reestruturação da dívida é uma exigência do BE sem o que terá que esticar a corda . Está à espera que a reestruturação dívida da Grécia seja feita à custa do perdão ou algo parecido. Mas os dirigentes da UE já vieram dizer que são favoráveis a facilitar a vida à Grécia desde que esta cumpra. E para cumprir tem que fazer cortes na despesa pública.

É que o irmão Siryza está a seguir o caminho do calvário tal qual Portugal. E os gregos estão novamente à beira de não pagarem salários e pensões se não receberem a próxima tranche do empréstimo da tróika.

Encher pneus pode ser uma actividade agradável para a Catarina Martins mas não leva a lado nenhum . Porque como está há muito antecipado, não há investimento, nem criação de emprego, nem crescimento da economia. E ao longo desta semana as más notícias vão obrigar o governo a encher pneus. BE e PCP vão dedicar-se a essa profíqua actividade como todos os outros.