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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Umas boas reguadas só fazem bem ao ministro

Melhor que as orelhas de burro que não pode levar para o conselho de ministros são umas boas reguadas dadas pelo Nogueira da FENPROF.

Para a geringonça, os alunos não devem ser avaliados para evitar ansiedades perniciosas, os professores não devem ser avaliados porque isso não se faz aos membros dos sindicatos de Mário Nogueira e companhia, as escolas não devem ser avaliadas porque isso não se faz à escola pública, mas o ministro da Educação deve ser avaliado pelos sindicalistas. O anúncio não dá muitos pormenores sobre o modelo de avaliação, se mete prova escrita e oral, e muito menos adianta quais serão os castigos a aplicar ao ministro em caso de avaliação negativa.

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Baixar os padrões de qualidade não é solução

acordo comercial entre os dois colossos - US/UE - não é fácil e o fosso entre eles não tem cessado de alargar. Tem sido negociado em segredo porque os US pressionam a UE para baixar os níveis de exigência em vários sectores. Ameaçam mesmo dificultar a importação de automóveis europeus se a Europa não importar mais produtos agrícolas. O uso de pesticidas e práticas menos consensuais na agricultura e em outros sectores foram agora revelados por documentos até agora desconhecidos.

Entretanto, o que se sabe desde o início é que o acordo vale para a UE 102 mil milhões de Euros e para os US 90 mil milhões e um aumento significativo de postos de trabalho. Agora face aos documentos revelados estes números cheiram a rebuçados para europeu ver.

Mais de 2 milhões de europeus já assinaram a petição no sentido de as negociações serem públicas

Uma das cláusulas mais polémicas do TTIP é a referente à proteção de investidores e à resolução de litígios entre investidores e o Estado, que se for avante poderá permitir que empresas europeias ou americanas processem Estados-membros para proteger os seus interesses comerciais.

Mira Amaral : Que venha o diabo e escolha

O país está numa encruzilhada muito difícil : O país está numa situação muito difícil. As pessoas não têm consciência que, a política orçamental e económica deste Governo, está a pôr em causa aquilo que o Governo anterior tinha feito de positivo, que era a credibilidade nos mercados externos. Isso está a ser posto em causa por este Governo e algumas tímidas reformas estruturais que vieram do Governo anterior, também estão a ser postas em causa. O país vai passar por sérias dificuldades de que o povo português ainda não tem consciência mas que eu, como economista, tenho. Se este Governo durar muito tempo, isso vai ser prejudicial, porque o país pode ficar em pior situação e a União Europeia vai pôr novas exigências. Não tenho dúvidas. O tal Plano B, que ninguém quer dizer que existe, para mim, vai acontecer. Agora, eleições a curto prazo são negativas por afectarem a estabilidade política. Mas temos de ter presente que a estabilidade política não é um valor em si, é um instrumento em prol do desenvolvimento económico e social do país. Se essa estabilidade política não trouxer desenvolvimento económico e social e esta maioria, pelo contrário, trouxer um retrocesso estrutural ao país, então mais vale haver eleições. Por isso, diria que venha o diabo e escolha.

Por enquanto ninguém pode roer a corda

O sintoma mais explícito que vêm aí dias difíceis é o aviso/ameaça de Arménio Carlos hoje no discurso na Alameda. A CGTP vai avançar com greves em Maio. Como assim ? Então as promessas que o governo anunciou com o apoio do PCP e do BE não estão a ser cumpridas ?

A questão é que não podem ser cumpridas como é fácil ver nas dificuldades orçamentais e nos índices que nos vão chegando. A receita recua, a economia cresce muito menos, o desemprego não desce e perderam-se 20 000 empregos.E, pior, o investimento público e privado não arranca.

Neste cenário, que só fará mossa lá para Junho/Julho, obrigam os partidos da solução conjunta a empurrar os problemas com a barriga. Em junho, já Bruxelas poderá ser o bode expiatório de todo o mal. PS, PCP e BE vão culpar as regras europeias por não puderem cumprir, embora isso não sirva aos sindicatos. O 1º de Maio foi uma oportunidade para a CGTP se posicionar.

Mas os sinais não ficam por aqui. Jerónimo ausentou-se do parlamento para não ter que assistir pessoalmente à negação por parte do seu partido do que dissera na semana anterior. Catarina diz que "nem mais um passo atrás". Costa afirma na Assembleia que não há um plano B ao mesmo tempo que o faz distribuir pelas bancadas. E o que jura cá dentro é desmentido pelo que a agência de notação DBRS publica para explicar a manutenção do país fora do "lixo".

O 1º de Maio foi o ensaio e as greves de 14 a 20 de Junho o primeiro teste. Tudo no momento em que já é mais do que evidente que Bruxelas confirmará que são precisas mais medidas de austeridade.

A nossa vida está a andar para trás e o país não anda para a frente.