As sondagens flutuam conforme sejam efectuadas por telefone ou por on line. Por telefone respondem sim. Por on line respondem não. 43% dizem que querem sair. 39% querem manter-se na UE. 18% não têm opinião.
O factor mais duvidoso é o comportamento dos mais jovens que poderão não votar e estes são os mais inclinados para o sim.
Um vizinho meu que trabalha entre estadias no Reino Unido e Portugal diz-me que na altura da votação muitos dos que agora dizem que querem sair, votarão não. É claro que há questões na UE de que não gostam mas dificilmente esquecerão o mercado de 500 milhões de pessoas de que precisam para os seus produtos. Por agora há uma pressão para que o país possa tirar mais e melhor nas negociações com Bruxelas e isso faz-se com sondagens a pisar o risco.
As realizadas por telefone tendem a dar continuidade à presença do país na União Europeia, enquanto as efetuadas online colocam geralmente o Brexit à frente.
Segundo o jornal, a participação dos jovens eleitores será uma das chaves do resultado de 23 de junho.
"Os estrategas do Governo e das sondagens admitem em privado que o problema central para a campanha a favor da manutenção na UE é que o seu maior apoio se encontra entre os jovens, o grupo mais suscetível de não ir votar", escreve o jornal.
O futuro quer manter-se na UE, o passado quer sair.
Integrar os imigrantes que nos procuram : Numa sociedade integrada, tendencialmente toda a gente vive com toda a gente, não há bairros segregados nem guetos. As escolas são frequentadas por todos. O mesmo se aplica aos hospitais, aos tribunais e aos espaços públicos. Na Europa, os imigrantes têm o dever de respeitar o ethos cívico e democrático que caracteriza actualmente as sociedades deste continente. Estou convencido de que a integração é, para a liberdade individual e a democracia, mas também para o bem-estar dos imigrantes, uma política superior e vantajosa!
Pelo multiculturalismo, tudo é feito, nas sociedades de acolhimento, para que os imigrantes possam manter e cultivar as suas tradições, regras de vida e valores, tanto privados como públicos. Numa sociedade multicultural, os bairros dividem-se, planeada ou espontaneamente, por etnias, as escolas são diferentes para cada grupo, podendo as instituições ter regras diferenciadas. A segregação pode ver-se no urbanismo, na economia doméstica e no emprego. Pode ser reflexo de autodefesa dos grupos minoritários ou da recusa da integração. As burcas e os niqab, a poligamia, a excisão das mulheres, a venda de crianças, as várias formas de escravatura, a proibição de bebidas alcoólicas, a interdição de conduzir automóveis, os casamentos contratados de crianças, as regras do poder conjugal, paternal e marital, assim como do poder político do sacerdote, são alguns dos exemplos de tradições que fazem parte das culturas não ocidentais. Creio que a fragmentação social, para não dizer apartheid, levada a cabo pelo multiculturalismo pode destruir os sistemas democráticos.
Há quem, no PSD, queira ser o vice de António Costa num qualquer governo. Para isso vão apresentando estratégias mas não vão a votos.
António Costa beija Catarina às 2ªs, 4ªs e 6ªs e Cristas às 3ªs, 5ªs e sábados. Telefona a Jerónimo ao domingo. Agora há quem no PSD, deseje que Costa deixe tudo pelo PSD.
É hoje claro que a estratégia de Costa a curto prazo é viabilizar a posição comum mas, a médio prazo, com a economia a definhar, como já se está a ver e todas as instituições projectam, só um largo consenso nacional pode injectar confiança e dinheiro na economia. Isso faz-se sem PCP e BE mas com o PSD.
Mas Costa quer continuar a mandar e se com PCP, BE e mesmo com CDS é natural que mande com o PSD terá que ganhar primeiro eleições. E aí é que a porca torce o rabo. Com o que se anuncia da sua governação Costa só poderá formar uma posição conjunta no parlamento com mais do mesmo. E aí estaremos onde estamos. Não há dinheiro nacional, o investimento estrangeiro não vem e as reformas estruturais serão impedidas por PCP e BE.
O desemprego que está há sete meses a crescer vai ser o detonador do frágil cimento que por enquanto une a maioria parlamentar. Catarina, na 3ª feira na Assembleia da República confrontou o Primeiro Ministro com isso mesmo. É tudo muito bonito, a devolução dos salários e pensões mas, se não se cria emprego, isso serve de pouco. Estamos a dar a quem tem rendimentos mas a negar a esperança a quem está desempregado. E a tirar ao sector dos bens transaccionáveis para dar aos sector dos bens não transaccionáveis.
Com desemprego a crescer, exportações a caírem e importações a crescerem por via do aumento do consumo, quem quer ser vice de António Costa ? Parece que há no interior do PSD quem queira. Paz às suas almas.
Os alertas são mais que muitos. Se a DBRS, agência de notação financeira, baixar o rating para "lixo", como avisa, um novo resgate é inevitável. Isto quando o país reverte as medidas tomadas e devolve salários e pensões com dinheiro que vai buscar a novos impostos indirectos.
E o desemprego cresce, à medida que a economia definha. É este o quadro que é pintado pelas instituições financeiras nacionais e internacionais. O governo desvaloriza.
Uma revisão em baixa da única classificação de investimento terá graves consequências junto dos investidores.
Para o governo a salvação está na execução orçamental de Jan/Fev que, curiosamente, foi feita em duodécimos, isto é, com o orçamento do governo anterior visto não estar aprovado o orçamento para 2016.
No relatório, o FMI diz estimar um défice orçamental no final do ano de 2,9% caso o Governo português não apresente novas medidas de controlo orçamental. Um valor que fica sete décimas de ponto percentual acima do previsto pelo Executivo de António Costa (2,2%).
Há tantos processos a envolver socialistas e outros figurões que só quem anda distraído é que pode estar perplexo. António Costa coloca a Polícia Judiciária na tutela do governo com o pretexto de unificar a direcção ao combate ao terrorismo. Magistrados do Ministério Público e PJ reagiram violentamente.
António Costa passará a ter acesso aos processos em segredo de justiça. Basta lembrar os processos em que está envolvida tanta gente conhecida para que a narrativa seja perigosa. Bem pode o primeiro ministro dizer que resistirá a essa tentação mas todos nos lembramos das escutas no Processo Casa Pia em que o actual PM foi apanhado em conversas prometedoras.
Exactamente no momento em que Ministério Público e Polícia Judiciária mostram serviço o PS não resiste ao que sempre fez. Controlar as polícias. Ainda temos presente como altos dirigentes rasgaram documentos e destruíram escutas num processo que envolvia o então PM socialista.
É a separação de poderes que está em causa e com ela o estado de direito e a Democracia. Parece que o PS tem uma fixação para controlar a investigação criminal lamentam os sindicalistas
O melhor mesmo é o país subscrever o testamento vital ou a sedação profunda. Sem dor. O FMI ameaça cortar na projecção do crescimento económico para menos de 1%. O governo tira gaz ao sector dos bens transaccionáveis para gastar mais nos bens não transaccionáveis.
"A suspensão de novas reduções na taxa de imposto sobre empresas, e a reversão parcial de medidas com impacto na tributação internacional deverão reduzir a capacidade de Portugal atrair e reter grandes empresas internacionais. Taxas de IVA mais baixas para restaurantes e reduções na taxa social única associadas ao salário mínimo irão beneficiar principalmente o sector dos não transaccionáveis"
O FMI sublinha no relatório o baixo crescimento nacional que prevê que seja de 1,4% em 2016, e que continuará a descer nos anos seguintes, com a economia travada pelo elevado endividamento público e privado e por reformas estruturais incompletas.
O contrário da aposta do governo no orçamento para 2016. Para cobrir a maior despesa o orçamento prevê um crescimento da economia em 1,8% o mais alto de todas as projecções nacionais e internacionais. Daqui a uns meses não digam que não sabiam .
Não há uma única entidade nacional ou internacional que preveja um caminho decente para o nosso país. A própria agência de notificação que, juntamente com o BCE, nos liga ao oxigénio, a canadiana DBRS, admite baixar o rating do país.
Em causa para esse corte está um eventual "enfraquecimento do compromisso político perante políticas económicas sustentáveis", a reversão das reformas estruturais ou caso a "incerteza política se torne persistente".
Um crescimento económico mais fraco do que o esperado e que leve a uma deterioração da dinâmica da dívida pública também pode levar a uma revisão em baixa da nota atribuída pela DBRS a Portugal.
Ora isto é tudo o que os observadores têm apontado como os pontos fracos do orçamento para 2016. Que o crescimento está em queda e vai continuar é certo. Que a dívida, sem crescimento económico vai continuar a crescer é certo. Que o desemprego, sem investimento, vai continuar a crescer é certo ( aumentou para 12,3% quando já esteve em 9,1%). E que PS, PCP e BE em alguma curva do caminho e perante este cenário, cada qual seguirá o seu caminho também é certo. Só falta saber quem salta primeiro da geringonça
Poucos vão ao Congresso do PSD mas já todos foram à comunicação social. O cerco aperta-se à volta de Passos Coelho. Para Ferreira Leite, Espinho é demasiado longe. Para Rui Rio há o perigo de se tornar o centro das atenções (ele mesmo). Para Rangel é preciso apertar com o governo. Estão apresentadas e publicadas as moções de estratégia. Espera-se agora que alguém pegue nelas e faça o trabalho de sapa durante o congresso.
Rui Rio anda a aquecer o motor do carro que está em rodagem " Só que até ontem faltava mais um elemento na equação: o surgimento da oposição interna. Essa oposição surgiu agora, com uma entrevista de Rui Rio, logo seguida de outra entrevista de Paulo Rangel. Ambos alinham pelo mesmo diapasão, dizendo em primeiro lugar o óbvio: que a oposição que Passos Coelho está a fazer ao governo está a ser muito frouxa e que o PSD precisa de uma renovação profunda, como aliás o CDS fez agora. O que é curioso, no entanto, é que não assumam desde já o objectivo (para todos evidente) de conquistar a liderança, dizendo Rui Rio que nem sequer se vai dar ao trabalho de ir ao congresso e Paulo Rangel que se sente muito bem no Parlamento Europeu.