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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Para se manter acima do lixo governo aumenta impostos indirectos

A DBRS, agencia de notação financeira que nos mantém no programa do BCE, sentiu necessidade de explicar que nas muitas conversas que manteve com o ministério das finanças, lhe foi garantido que em caso de aperto o governo aumenta os impostos indirectos. Exactamente o contrario do que nos vai dizendo cá dentro.

 Convém lembrar que os impostos indirectos já foram aumentados e se fizermos as contas, o que nos foi tirado já e mais do que o que nos foi devolvido.

A DBRS diz saber que “é difícil politicamente fazer reformas no mercado de trabalho. Mas se a rigidez não for reduzida, será muito difícil para Portugal aumentar o PIB potencial no futuro, o que é crucial, e para criar mais empregos, o que é muito importante para a estabilidade geral”.

Mais uma vez o emprego e o investimento são as preocupações justamente o que foi esquecido nas contas do governo

 

A lista do BES é potencialmente o maior escândalo de sempre em Portugal

Mais de cem nomes de políticos, gestores, jornalistas que terão recebido luvas do BES. Por estes dias há muita gente a dormir mal. Mas se a investigação continuar nas mãos destes jornalistas estou convicto que um dia saberemos quem consta na lista. As pressões serão muitas para abafar o caso.

A existência de “mais de uma centena de nomes que constam nessa lista de várias páginas”, que “incluem várias pessoas influentes”, “políticos”, “pagamentos durante vários anos a gestores do BES e da Portugal Telecom”, “ex-gestores, autarcas, funcionários públicos, gestores, empresários e jornalistas” que receberiam compensações regulares ou avenças pagas pela ES Enteprise, empresa do GES que tem sido investigada pela justiça portuguesa por suspeitas de funcionar como um saco azul.

E nós andamos a ver passar os comboios como se a influência do então "dono disto tudo" fosse tão natural que não precisasse de comprar ninguém.

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Os taxistas podem parar a inovação e a tecnologia na mobilidade urbana ?

Quadro legal à parte a UBER é o futuro e a inovação. Os táxis são o passado. Pode-se manter protegida a actividade por algum tempo mas não pelo tempo todo.

O governo tem que legislar no sentido da actividade estar regulada e ser igual para todos. Mas se a UBER presta melhores serviços e mais baratos não há como impedir o seu negócio. Até porque a sua sede está na Holanda.

Acresce que uma sondagem veio mostrar que os portugueses de Lisboa e Porto estão maioritariamente a favor da UBER e muito satisfeitos com o serviço prestado.

Neste estudo da Eurosondagem para a Uber - que visou avaliar a percepção dos consumidores relativamente ao papel da tecnologia na mobilidade urbana - 26,2% dos inquiridos disseram já ter experimentado os serviços desta plataforma electrónica de reserva de transporte, sendo que 94,1% classificam a sua experiência com as viagens pedidas através da Uber como "muito boa" ou "boa". Um total de 3% considera que foi "má" e 1,1% diz ter sido "muito má".

 

 

Admirável mundo da ficção austeritária

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E no DN lá vem que o governo (secretamente) vai cortar mais 150 milhões nos apoios sociais . Mas nada disto é austeridade. É pura ficção. De tal forma que todos já estamos a viver muito melhor segundo os entendidos.

O que ninguém já consegue é fazer as contas depois das reposições, dos aumentos dos impostos indirectos, dos combustíveis mais baratos na raia, na redução do IVA na hotelaria ( salvo as bebidas)  da nova tabela do IRS ( todos acima dos 950 euros pagarão mais) , e do aumento do IMI, e do imposto sobre as heranças e de todos os outros... Talvez Bruxelas consiga pôr alguma ordem no processo. Ainda hoje o documento que não existia era mostrado pelo próprio PM aos deputados. Documento de trabalho. Pois...

Uma bagunça bem organizada em que ninguém acredita. Tudo dependente do crescimento da economia (1,8%) que ninguém prevê ( entre 1,3% e 1,6% intervalo das entidades financeiras) e com uma dramática queda no investimento.

Um admirável mundo novo.