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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Curva de Laffer - baixas taxas, receitas mais altas

 

Curva de Laffer, porque mais carga fiscal não significa necessariamente menos retorno fiscal:

O post anterior originou uma discussão interessante sobre o impacto da carga fiscal (mais alta ou mais baixa) nas ações das pessoas, empresários, contribuintes, incluindo algumas ideias interessantes sobre sistemas de competitividade fiscal, quer dentro de um país, quer entre países. O vídeo mostra de forma detalhada o que é a curva de Laffer, como se constrói e principalmente de que forma influencia o balanço entre carga fiscal e receita fiscal. É um conceito básico que é necessário conhecer para que a discussão possa seguir com maior profundidade. O vídeo diz-nos basicamente que:
• O% de imposto sobre 100% da matéria coletável, equivale a 0% de receita fiscal - cobrar zero impostos sobre todo o dinheiro gerado;
• 100% de imposto sobre 0% de matéria coletável, equivale a 0% de receita fiscal - cobrar 100% de impostos sobre dinheiro não gerado *
• Aceitando os dois pontos anteriores, e que entre eles existe receita fiscal, a diferentes níveis, fica claro que a linha que une os dois terá necessariamente que ter uma curva (Hump). A existência da curva é aceite (por ser óbvia) tanto pelos quadrantes de esquerda como de direita

A questão coloca-se em saber em onde se localiza a curva! Esta localização da curva varia de acordo com outros fatores económicos e sociais que compõem determinado exemplo prático num dado país/sociedade, sendo que a mesma tem vindo a cair entre uns altíssimos 70% para perto dos 30%, mais propriamente nos 33%. A compreensão deste comportamento da curva de Laffer é o que permite discutir diversas alternativas e cenários relacionados com a eficiência fiscal, economia paralela, competitividade fiscal, entre outros. É importante salientarmos que numa visão liberal da economia no livre mercado, a maximização da receita fiscal não é, por si só, um objetivo do estado, mas sim a sua eficiência global que implica necessariamente com a dimensão do estado e suas politicas de intervenção na sociedade (educação, justiça, saúde, trabalho, solidariedade, entre outros) permitindo alocar os recursos necessários a quem efetivamente necessita deles.

https://www.youtube.com/watch?v=FqLjyA0hL1s

(*) no caso do estado arrecadar todo o dinheiro produzido pelos contribuintes, não haveria porquê trabalhar-se. A obrigatoriedade em trabalhar numa situação destas chama-se escravatura e/ou comunismo.

PCP e BE querem calar Mário Draghi

Dizem que é uma ingerência as afirmações do Presidente do Banco Central Europeu . É uma ingerência porque veio ao Conselho de Estado dizer o que, como técnico e politico, acha que é o melhor para o país no quadro da integração na UE. Jerónimo e Catarina queriam ou que Mário Draghi mentisse, dizendo coisa em que não acredita ou, então, que não aceitasse o convite do Presidente da República. Numa palavra queriam calar uma voz de um alto dirigente da UE . PCP e BE são bons a calar vozes que não alinhem pelas suas cartilhas.

Durante a sua intervenção, o presidente do BCE afirmou que o banco central acolhe com agrado o compromisso das autoridades portuguesas em preparar medidas adicionais para cumprir as determinações do Pacto de Estabilidade e Crescimento, mas avisou que "não se justifica anular reformas anteriores".

Para o presidente do banco central, "os esforços desenvolvidos por Portugal foram notáveis e necessários" e há "sinais claros" de que estão a "dar fruto", mas persistem "desafios importantes, dado a área do euro continuar a ser negativamente afectada por um crescimento potencial reduzido e por um desemprego estrutural elevado".

Jerónimo e Catarina dizem que calar Mário Draghi é do interesse nacional . Calar a verdade é do interesse nacional. Entretanto, António Costa diz que o que Draghi afirmou não se aplica em Portugal. Se não tivermos o devido cuidado um dia destes estamos como Cuba ou a Coreia do Norte. Orgulhosamente sós e isolados do mundo.

 

O IVA não será aumentado... em bens essenciais

António Costa anda a deixar mensagens como quem não quer a coisa. É bem claro que o IVA vai ser aumentado se for necessário e onde for necessário. Conforme o buraco. O resto vai buscar mais uma vez aos impostos sobre os combustíveis ou coisa parecida pois não há muito por onde escolher.

O que parece certo é que serão os mesmos de sempre a pagar mais seja ou não em bens essenciais. E face à queda das exportações vai afiando o discurso de que há mercados externos em dificuldades. E que o desemprego está muito elevado . O discurso é já todo virado para imputar aos mercados externos as dificuldades. E nós a pensarmos que tudo se resolveria com a transferência de dinheiro dos impostos indirectos de todos para aumentar (poucochinho) os salários dos funcionários públicos e as pensões.

Ir buscar dinheiro à Segurança Social e alargar o buraco quando o desemprego é elevado e os subsídios também são elevados ( como não pode deixar de ser) mostra bem que já estamos a ver o fundo do tacho . Essenciais ou não vêm aí mais impostos.

O aumento é só o dobro coisa pouca

taxasdejuro2015.jpg

 Poucos terão reparado que as taxas de juro da dívida pública aumentaram praticamente o dobro. Isto não deve ter importância nenhuma porque não é divulgado mas, convinha saber que disso resulta o dobro de juros a pagar pelo estado. E a dívida está a crescer.

Este é um dos efeitos do PCP e BE estarem no poder apesar das acções de injecção de dinheiro nos mercados por parte do BCE. Sem elas os juros andariam já pelos 5%. Se houver um orçamento rectificativo ( 90% provável) as taxas poderão crescer e aproximarem-se perigosamente da dead line

Mas pelos vistos não se passa nada...

Nós não vamos mudar a Rússia mas podemos mudar o Panamá

A questão dos Papéis do Panamá não terá nenhum efeito nos países totalitários onde não há liberdade de imprensa. Na Rússia, na China, em Angola...não é possível mudar mas é possível fazer alguma coisa no resto do mundo onde há liberdade. É também a opinião de um ex-ministro soviético :

“Eu fiz isto para ser visto pelo senhor [David] Cameron. Porque nós não vamos mudar Putin ou a Rússia. Nunca vamos conseguir mudar uma cleptocracia, já perdi essa esperança há muito tempo”, garante. “Mas, no resto do mundo, podemos pelo menos tentar fazer alguma coisa. Dá para mudar as leis do Reino Unido e passar a obrigar os offshores que tenham propriedade cá a divulgar as listas de ativos todas e os nomes que estão por detrás. Se isso acontecer, não vão poder esconder o dinheiro.”

Eu sei como esta gente trabalha. Eu já trabalhei com esta gente, fui banqueiro e capitalista na Rússia durante tempo suficiente para perceber como eles são. Por cada meia-medida que o Governo tomar, eles vão arranjar várias para dar a volta ao sistema. Portanto, a única maneira é haver uma divulgação total de dados.”