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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Défice em 3% sem os efeitos do Banif em 2015

Há quarenta anos que não tínhamos quatro anos seguidos de contas externas positivas feito conseguido com um aumento nas exportações de 28% do PIB para 46% . A Catarina Martins, ignorante, é que diz que o crescimento da economia através das exportações é uma treta. Mas a economia cresceu 1,5%.

Treta é conseguir crescer significativamente com o aumento do consumo interno como se vê pelas projeções que têm uma trajectória descendente. (1,4%)

Fica patente um trajecto de consolidação orçamental que se seguiu ao "pico do défice em 2011 de 10,2%", trata-se de "um ajustamento muito grande".

Não é perfeito nem para lá caminha mas a comparação está aí para quem estiver de boa vontade.

Estado, famílias e empresas pouparam mais do que gastaram em 2015

Um excedente de 1,1% em 2015 contra 1,4% em 2014 . Recorde-se que, antes do resgate a Portugal, o país apresentava necessidades de financiamento superiores a 7% (o valor mais negativo foi observado no terceiro trimestre de 2008, com -11,7% do PIB).

Este indicador, publicado esta manhã pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), traduz a capacidade dos três grandes sectores institucionais – famílias, empresas e Estado – emprestarem ou pedirem emprestado a terceiros. Um valor negativo significa que têm de pedir dinheiro emprestado para se financiarem.

Os bons resultados da austeridade estão em todo o lado quando comparados com a bancarrota de 2011.

As consequências nefastas da fragilidade do actual governo

Bruxelas manda mais com um governo frágil que depende de apoios que não são europeístas e que têm uma agenda diferente do principal partido o PS. Cede perante o PCP e o BE mas tem que se haver com Bruxelas. Cede com Bruxelas tem que se haver com PCP e BE.

Isto tem consequências nefastas e graves. Na banca o governo dá a bênção a soluções encomendadas como foi o caso do BANIF e agora do BPI e do BCP. E no Novo Banco há, contra todo o bom senso, pressa em vender. Também decisão de Bruxelas.

A CGD está atada de pés e mãos, com prejuízos e com necessidade de se recapitalizar. Como é do estado põe e dispõe Bruxelas . Também a solução encomendada virá pelo correio ou por telefone. Mas o estado não tem dinheiro. A CGD vai ser vendida aos bocados? Ou melhor, partes da CGD vão ser vendidas ?

Entretanto o crescimento da economia que só é possível com uma banca a executar bem o seu  papel, vai definhando. Cresce o desemprego há 7 meses seguidos e as contas externas deterioram-se. E agora vem aí a execução do orçamento, em Setembro a preparação do orçamento para 2017 e as eleições autárquicas logo a seguir. A solução conjunta vai ficar mais frágil e o passa culpa vai ganhar terreno.

Há problemas nacionais que só podem ser resolvidos com amplos consensos que PCP e BE não apoiam. E não vai ser Bruxelas a ceder.