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BandaLarga

as autoestradas da informação

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É o sector privado que suporta o sector público

Há quem não perceba esta coisa fundamental. Sem um sector privado suficientemente forte para suportar o sector público resta recorrer à dívida e ou pedinchar subsídios. A UE em subsídios faz entrar em Portugal até 2020, 16 milhões de euros por dia.

"O peso do sector público em Portugal está a matar lentamente o peso do sector privado".

E isso "vê-se nos impostos, não vale a pena fugir a isso. Aqui [na Colômbia] é ao contrário, vê-se o Estado muito mais a acreditar no sector privado, a acreditar que o sector é o motor da grande economia. E em Portugal o sentimento não é esse", acrescentou.

Isso é "prejudicial para quem acredita que o investimento pode ter o seu retorno e pode ao mesmo tempo criar uma coisa diferente", afirmou o gestor.

"É visível na carga de impostos que as pessoas têm, que as empresas sentem", apontou Pedro Soares dos Santos, que defendeu que "o sector privado tem de ser sempre superior ao sector público para poder, com os seus impostos, suportar o sector público"

Nos países onde o estado abafa o sector privado só há miséria como se vê em todos os países ditos socialistas. Não há um único caso feliz.

 

O padrinho e a madrinha má

Até agora, por duas vezes, o governo teve a mão do PSD para se safar dos sarilhos que os seus apoiantes estáveis lhe estenderam. E sempre que houver assuntos europeus o PSD vai ter que fazer de padrinho. O argumento é conhecido. Se o PSD é pró-Europeu não pode inviabilizar propostas pró-Europeias. Não se percebe é que o argumento não sirva para um governo pró-Europeu que se apoia em dois partidos anti-Europa.

O PSD de Passos está à espera que chegue Abril e os indicadores económicos e orçamentais do 1º trimestre. E a espera obriga à abstenção. Se se confirmarem as negras previsões cada vez mais frequentes ( já há quem aponte o crescimento da economia em 1,3%) lá para Setembro teremos eleições antecipadas. É que o crescimento do ano passado foi de 1,5% e o emprego foi um dos que mais cresceu na Europa. Se no mínimo não se mantiver esta evolução ninguém compreenderá a abstenção de Passos. E Bruxelas, como se viu com a Grécia, irá exigir mais medidas estruturais.

Passos vai ser o padrinho durante os próximos meses e Bruxelas a madrinha má.

No PCP e no BE não se levantaram porque estavam de cócoras

A gente lê e não acredita. Nos cada vez menos países onde as ideologias de trotskistas e leninistas governam os seus escolhidos são votados por 90% dos eleitores. Mas quando em Democracia um seu adversário ganha ( no caso por 52% dos votos) os outros 48% não têm que respeitar o vencedor. Quem a maioria escolheu.

Porque em Ditadura não há maiorias ( no caso da eleição do Presidente da República 50%+1 ) há só unanimidades. Um partido que ganha sempre mesmo que perca como se vê agora na Venezuela.

E diz o jornalista : Não é de admirar, portanto, que o facto de as bancadas do PCP e do Bloco de Esquerda não terem aplaudido a alocução de Marcelo Rebelo de Sousa tenha levantado a indignação generalizada dos ditos cujos cérebros com lugar cativo nas rádios, televisões e jornais. Lamento não conseguir perceber esta feliz unanimidade."

Desde logo não é unanimidade nenhuma e o texto do jornalista é disso prova. E que PCP e BE não concordam com o eleito presidente viu-se bem com a estrondosa derrota dos seus candidatos. Aplaudir o vencedor é uma prática de convivência democrática que vê nos seus concorrentes adversários e não inimigos. É a grandeza moral da Democracia e a ética da luta democrática que PC e BE não percebem.

Se um dia ganharem veremos todos de braço no ar com um cartão vermelho a acenar para serem vistos pelos seus ídolos. É que podem cair em desgraça. 

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