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BandaLarga

as autoestradas da informação

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O PS vota a favor e o PC e o BE votam contra

O PSD abstém-se e deixa passar. A carripana está à mercê da oposição. É esta a tal posição conjunta estável e credível ?

PSD preferiu destacar a falta de apoio dos partidos à esquerda. "Afinal a estabilidade e a coesão dentro da maioria de esquerda não existe. Nos compromissos internacionais não aconteceu", afirmou e deputado social-democrata.

Ao início da tarde, as duas propostas foram aprovadas. No caso da Grécia, o PS votou a favor, o Bloco e o PCP contra e o PSD e o CDS abstiveram-se. Já no caso da ajuda à Turquia, o PS e o CDS votaram a favor, o BE e o PCP contra e o PSD absteve-se.

No PS ( que governa apoiado em dois partidos anti-Europa ) há gente preocupada : Aquilo que não me parece apropriado doravante é que se usem os assuntos europeus para quebrar um largo consenso nacional sobre a integração europeia. Seria um erro estratégico grave. Porque ninguém se iluda: Portugal ainda vai precisar de solidariedade europeia.

Esqueceu-se António Costa quando embarcou na aventura. Vai ter que pedir desculpa.

Colar Portugal à Grécia foi para já o grande resultado

Separar Espanha e Irlanda de um lado e Portugal e a Grécia do outro. Os primeiros a crescer na economia e a cumprir os défices, os segundos a patinar no crescimento económico . Os primeiros a sair dos défices excessivos os segundos a correrem o risco de não beneficiarem das ajudas do BCE.

O Morgan Stanley antecipa que Portugal cresça apenas 1,3% neste ano e que o défice orçamental persista em 3% do PIB até 2017, o que, a verificar-se, não permitirá ao país sair do procedimento europeu dos défices excessivos. A previsão inicial do governo de crescimento era de 2,4% que foi baixando e já vai em 1,3%. Um desastre. É só preciso saber quanto é que o IVA vai aumentar.

António Costa apresentou ao Parlamento uma proposta de Orçamento do Estado assente numa previsão de evolução do PIB de 1,8% em vez de 2,1% - valor que a Comissão Europeia e o FMI continuam a considerar excessivamente optimista, calculando 1,6% e 1,4%, respectivamente. O Governo comprometeu-se, por seu turno, com um défice orçamental máximo de 2,2% do PIB, meta que Bruxelas considera também difícil de cumprir sem medidas adicionais de austeridade, tendo, por isso, pedido a Lisboa para ter pronto um plano B.

Na Educação estamos de pernas para o ar tal como no resto

centralização é isto, é estar de pernas para o ar.  A Educação é um bom exemplo. Mudar a partir das escolas para o topo. Mas para isso é preciso que as escolas tenham autonomia e os professores mais responsabilidades. Como diz aqui o Prof Marçal Grilo :

Já devia ter dado.
Nós estamos à espera desse salto há muitos anos! Mas vai ter de acontecer, não basta modificar a sala de aula, mas também a metodologia da sala de aula e o trabalho dos estudantes, articulado com as novas tecnologias. A maneira como se trabalha tem de mudar.

Esse salto vai ser dado quando o Ministério da Educação disser: “Meus senhores, agora vamos trabalhar de maneira diferente”?
Não, isso vai depender de escola para escola e esse salto vai ser dado de baixo para cima.

Não está a ser optimista?
A minha ideia é que se dermos às escolas um maior grau de autonomia, de responsabilização da escola e dos professores individualmente, estou convencido de que temos suficientes casos pela Europa, e mesmo em Portugal, que mostram que a mudança se faz de baixo para cima.

O BE não descansa enquanto não ocupar o lugar do PS

Sérgio Sousa Pinto não o manda dizer por ninguém. O BE tem como objectivo estratégico ocupar o lugar do PS no sistema partidário . Pelo menos tirar ao PS aquela ala esquerda que representa à volta de 30% . Nos últimos anos sempre se viu que há no PS os que seguem os candidatos de esquerda e os que seguem os candidatos à direita. Se o BE estiver em condições de assegurar a mesma influência na máquina do estado parte do PS transfere-se de armas e bagagens.

 Para Sousa Pinto, o “PS perdeu as eleições e foi desafiado pela extrema-esquerda, que já tinha derrubado governos do PS, a colaborar numa estratégia que arredasse do poder o partido que ganhou as eleições”. Atualmente, segundo Sérgio Sousa Pinto, o “PS parece um partido condenado a gerir as suas duras realidades enquanto os outros partidos das esquerdas vão arrancando admiráveis propostas políticas que permitem ao país avançar na senda progressista”, continuando a mostrar-se crítico da solução de governação encontrada por António Costa.

“A manutenção deste governo depende de proporcionar aos nossos amigos condições para apresentarem propostas que nós apoiamos e que eles rentabilizam politicamente como grandes avanços, de que eles próprios são os protagonistas”.