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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Irresponsabilidade é governar sem estabilidade

António Costa agita-se porque os partidos à sua esquerda e seus apoiantes preparam-se para votar contra várias medidas inscritas no orçamento, ficando mais uma vez à mercê do PSD. Vai pedir desculpa o primeiro ministro ?

Irresponsabilidade é formar um governo que não é estável nem credível. Que tem como apoiantes dois partidos da extrema esquerda que têm como objectivo sair da Zona Euro.

O PS, pela mão de José Sócrates, assinou o memorando de ajuda externa ao país em 2011 e, no entanto, a posição do partido foi sempre negar as suas responsabilidades no compromisso internacional negociado. Os seus mais destacados dirigentes, na Assembleia da República, nos sindicatos, na rua, na Aula Magna, com as suas grândoladas nada  mais fizeram que obstar ao cumprimento dos compromissos internacionais.

Irresponsabilidade é derrubar um muro que o PCP nunca quis derrubar e mesmo assim fazer dos comunistas seus parceiros no governo. Irresponsabilidade é chamar para o arco governativo o BE que tem como única razão de ser lutar contra o Tratado Orçamental e a Zona Euro.

O PSD devia vender caro o seu voto para que fique claro que o governo cai se e quando a oposição quiser  mas, não perdendo de vista, que a "solução conjunta" precisa de mais um tempinho de lume brando.  

 

 

 

Nicolau PEC IV

Nicolau Santos, o conhecido e lido jornalista do Expresso, no sábado passado voltou ao PEC IV, cujo chumbo foi a origem de todos os males. O país avançava a grande velocidade para a bancarrota, com a maioria das instituições a lançar avisos, tal com agora, mas havia quem não quisesse ouvir.

Com este governo, segundo Nicolau, " a linha dura que continua a pontificar na Europa tudo fará para minar a solução governativa portuguesa e para inviabilizar o caminho que tem vindo a percorrer".

Diz Nicolau que é espantoso que o orçamento que ainda nem sequer foi aprovado seja já considerado um nado-morto. Ora, o que é espantoso, é um orçamento que já pouco tem a ver com a proposta inicial e que pouco se diferencia de um orçamento apresentado pelo governo anterior , e atacado por todos os lados, mereça de Nicolau alguma credibilidade.

Até porque aqui ao lado na vizinha Espanha, sem orçamento e sem governo vai para três meses, a economia cresce três vezes mais que a nossa.

Assim estivesse o nosso país ( e não é por acaso que em Espanha não se embarca numa solução à portuguesa) e ninguém, ou quase ninguém, faria o papel de Cassandra de que Nicolau se queixa.