Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BandaLarga

as autoestradas da informação

BandaLarga

as autoestradas da informação

A Eutanásia activa ( legal e ilegal) e a Eutanásia passiva

Antes de se discutir a Eutanásia é preciso saber o que é, quais as suas formas, e o que existe já em Portugal e nos outros países onde a matéria foi estudada e implementada. Por enquanto, por cá, só temos palpites e a opinião de associações de profissionais de saúde ou de religiões. Necessárias mas que não esgotam o assunto.

A mulher de um amigo meu contou-nos depois. Após um primeiro e único ciclo de tratamentos o cancro não recuou. Eram necessários tratamentos mais intensos. O meu amigo perguntou ao médico quanto tempo ganharia com isso. Obtida a resposta, falou com a família e com os amigos ( telefonou-me a despedir-se, percebi depois) e iniciou a grande viagem umas semanas depois. A morfina ajudou-o a morrer em paz rodeado da família.

O meu pai teve um melanoma ( cancro da pele, o mais agressivo) tendo sido operado. Viveu um mês sem dores e sem evidência de metástases. O maldito apareceu-lhe no esófago com dores intensas. O cirurgião ( do IPO do Porto ) avisou-me que a morte seria muito dolorosa sem outra cirurgia. Era preciso retirar o tumor e reconstruir o esófago. Pedi-lhe para esperarmos algum tempo até que as dores fossem insuportáveis . Eram-lhe aplicadas injecções de morfina até que um dia de manhã, ao acordar, morreu a falar com a minha irmã em cuja casa residia.

A morte, no fim de uma vida intensa com os filhos criados e os netos a crescer não é drama nenhum. Há que olhá-la nos olhos e torná-la o mais suave possível . O Testamento Vital ajuda. É agora necessário que a discussão se faça.

"Administrar uma injeção letal a um doente para lhe tirar a vida é eutanásia ativa, a única forma de eutanásia punida pela lei. Enquanto que administrar uma dose terapêutica para alívio da dor de um doente terminal e replicar essa dose, “mesmo que ela possa provocar a morte”, também é eutanásia ativa, mas não é ilegal. Inês Godinho refere ainda um terceiro tipo de eutanásia, a passiva, que é aquela em que o doente deixa a doença “tomar o seu rumo”, pede que não lhe sejam administrados mais medicamentos ou que lhe sejam desligadas as máquinas. E o médico é obrigado a respeitar. Neste caso também não está a cometer crime."

 

O falhanço impossível do golo mais que certo

O mesmo jogador que faz golos impossíveis revelando uma técnica apurada e uma calma olímpica falha golos de baliza aberta ( baliza de 7 metros sem ninguém a defende-la). Como é possível ?

No caso de Bryan Ruiz, jogador do Sporting, até estou convencido que a bola foi desviada, embora imperceptivelmente, pelo guarda redes do Benfica dois metros antes de chegar ao avançado do Sporting. Essa mudança de direcção pode ser a explicação. Bem como uma irregularidade no terreno.

Já vi outros jogadores com experiência e com técnica falharem golos aparentemente tão fáceis. E já agora já vi guarda redes sofrerem golos ridículos resultado de falhanços incríveis. Há até guarda redes que nunca mais conseguiram reabilitarem-se aos olhos dos aficionados da bola.

Falhanços impossíveis podem resultar ainda do deslumbramento que leva à falta de concentração no momento do toque final. Ou do esgotamento físico que tolhe o raciocínio e a coordenação motora

Tivesse o Sporting ganho e hoje ninguém falaria do falhanço impossível .

 

 

Restabelecer o autoritarismo do estado na economia

É a política económica que o actual governo nos oferece.  As chamadas «reversões» traduzem-se na reapropriação da economia pelo Estado, na re-estatização da sociedade submetendo o eleitorado às pressões partidárias e restabelecendo o autoritarismo estatal.

Em 2011 fomos à bancarrota, em 2016 vamos ter que nos submeter à União Europeia e ao Euro, não temos dimensão para mais nem temos condições económico-financeiras para ser de outro modo. Foi sempre o que o PS de Mário Soares defendeu, uma UE barreira de perversões totalitárias . Quanto aos pequenos partidos que apoiam o actual governo, sempre foram «soberanistas» no sentido em que se pretendem anti-capitalistas e defendem mais ou menos abertamente a saída do «euro», para não falar da saída da própria EU, na expectativa de exercerem maior poder em Portugal…

E o que para já temos é um Orçamento de 2016 assente num enorme equívoco. Quanto mais insistirmos na procura interna mais descobriremos que o que nos falta não é procura mas oferta interna ( Prof Daniel Bessa). O pouco que conseguirmos em crescimento na economia pela via do consumo interno, esvair-se-á em crescimento das importações. E a economia portuguesa tornar-se-á novamente insustentável, na frente externa.