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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Interessa acima de tudo o bem estar dos doentes

Pode atrasar-se uma boa e justa ideia mas mais tarde ela vai  ser compreendida, aceite e implementada. É o caso do acesso universal da população aos serviços de saúde sejam eles públicos ou privados. E o estado será regulador e financiador mas não prestador único de serviços. Seja na saúde seja na educação é isso que acontecerá. Basta analisar a questão pelo lado dos interessados. Os doentes ou as famílias.

O actual ministro da saúde, um homem com experiência no sector público e no sector privado, é assim que coloca a questão e abre a possibilidade de os doentes oncológicos serem operados nos hospitais privados desde que o prazo de tratamento considerado razoável tenha sido ultrapassado.

Não tenhamos medo das palavras. Para defender o monopólio da prestação de cuidados médicos pelos hospitais públicos deixam-se morrer doentes. Não vale a pena procurar porque não há refugio para esta terrível realidade.

 

 

No CCB quem se senta à mesa no negócio com o Joe Berardo ?

Talvez se perceba melhor a pressa em colocar um avental no CCB . " A substituição de António Lamas no CCB por um boy de avental talvez tenha sido mais do que uma das prepotências com que o PS, bem representado por João Soares, costuma entregar-se à gestão da coisa pública. Antes fosse. O problema é ainda maior, parece-me. 

O mandato de Lamas, em circunstâncias normais, terminaria em Dezembro de 2017. Ora, segundo o protocolo que há dez anos José Sócrates assinou com Joe Berardo para instalar a famosa colecção do comendador no CCB, o Estado português está obrigado a exercer o direito de preferência na compra da dita colecção até ao fim de 2016, ou Berardo pega nos oitocentos quadros e esculturas e leva-os sabe-se lá para onde. Em circunstâncias normais, como aquelas que deviam rodear o fim do mandato de Lamas, o Estado e Berardo deveriam, pois, negociar o futuro - e o preço - da colecção em meados do corrente ano. Ou seja, daqui a três meses.
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O Novo Banco é só mais um calhau na engrenagem

Mariana Mortágua diz que haverá desentendimento com o PS se o Novo Banco for vendido a privados. É o mesmo que dizer que vai haver desentendimento porque a nacionalização é praticamente impossível à luz da regulação europeia.

Ontem tivemos Faria de Oliveira a dizer isso mesmo secundando a vice-presidente da Moody's. Com excepção do BE e do PCP há unanimidade na venda do banco. Muitos apontam a CGD como exemplo de um banco estatal, cheio de vícios, prejuízos e instrumento de manhosos negócios

Em entrevista recente à agência financeira Bloomberg, em Londres, Mário Centeno disse que o executivo socialista está a acompanhar de perto o processo de alienação do Novo Banco e que uma venda bem-sucedida é “muito importante” para o sistema financeiro português. A venda deverá ser feita até agosto de 2017, como acordado com Bruxelas.

Mas o BE diz que a venda é má para o país. Temos o caldo entornado.