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BandaLarga

as autoestradas da informação

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O PCP e o Bloco de Esquerda não queriam banir os "Vistos Gold" ?

O PCP e o BE achavam que os "Vistos Gold" traziam dinheiro sujo era preciso acabar com eles. E eram uma injustiça porque os ricos podiam comprar uma nacionalidade portuguesa e os pobres não.

Foi-lhes explicado que havia imensos países a fazer o mesmo e que o que era necessário era ter correctos e exigentes procedimentos para filtrar possíveis trafulhices. ( como sabemos o PCP e o BE são muito exigentes com o dinheiro dos outros). Mas agora que estão no poder já mudaram de opinião.

O ministro dos negócios estrangeiros diz que em menos de um mês foram atribuidos 850 vistos mais do que em todo o ano de 2015. Cá está. O que era mau é agora bom.

Em 2015 foram atribuídos 766 vistos "gold", cerca de metade face aos 1.526 concedidos em 2014, o melhor ano de sempre deste programa de captação de investimento para Portugal. Em 2013 tinham sido atribuídos 494. Os dados de Janeiro de 2016 apontam para 39 milhões de euros de investimento em resultado da atribuição de 65 autorizações de residência (menos 30 do que em Dezembro passado). O programa, criado pelo anterior governo em 2012, chegou a ser suspenso, tendo sido de seguida modificado na sequência da investigação policial "Operação Labirinto", em Novembro de 2014, que levou à prisão preventiva de cinco de 11 arguidos por alegada corrupção, incluindo o anterior director nacional do SEF, Jarmela Palos, num processo que culminou na demissão do cargo do então ministro da Administração Interna, Miguel Macedo.

Andam a queimar livros

Não por acaso a censura voltou. O livro sobre o Alentejo ainda não saiu mas já está a ser queimado na fogueira dos eternamente proprietários da verdade absoluta. Os cartazes provocatórios, os roubos e as chantagens que descobrem em tudo o que não alinhe com o que pensam. Cercam a Assembleia da República para influenciar as votações através do medo.

O poder mostra o carácter de quem o exerce, e bastaram três meses para percebermos como o "ambiente" cheira a perseguição e a censura. O modo como se demitem altos funcionários públicos acintosamente na praça pública. Como se justificam derrotas eleitorais "engraçadinhas". Como se tenta invadir a escola pelo pensamento único .

Aos sempre mal dispostos comunistas juntaram-se agora os pós-marxistas que vivem explorando  corporações e grupos de interesses que sempre viveram à sombra de quem trabalha. E fazem-no avançando com o estado que tudo pode e tudo faz.  E se for necessário queimam-se livros.

Não sabem o que é liberdade de expressão nem liberdade de escolha. A sua mentalidade pidesca vive da mordaça a que sujeitam quem lhes faz frente. Ai de quem olhe para estes meninos e meninas como gente decente.

Aqu ao lado os irmãos do Podemos beijam-se na boca à boa maneira da ex-União Soviética. Para que não hajam dúvidas

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O crescimento da economia em Portugal está a abrandar não a acelerar

Ao contrário dos outros países que estiveram sob programa a economia em Portugal está a abrandar diz a agência de notação Moody's . Faltam reformas estruturais para a economia aquecer.

Após ter publicado a sua avaliação ao Orçamento do Estado para 2016 na semana passada, a Moody’s veio a Portugal explicar as suas perspectivas. A agência de notação financeira aponta o dedo ao abrandamento da economia e destaca que são necessárias mais reformas estruturais. Quanto às compras de activos, desvaloriza a dependência de Portugal em relação à DBRS, pois o BCE arranjará uma solução se o "rating" passar a negativo.

Já andava por aí quem escrevesse que a aprovação do orçamento pela Moody's tinha desaparecido das notícias. Infelizmente, a Moody's veio cá dizer que nesta altura não pode matar o orçamento à nascença. Mas que estão muito doentes, quer o orçamento quer a economia, estão. Ainda é cedo para começar a deitar as pazadas de terra com que se faz o funeral .

As filhas da luta do Bloco de Esquerda

O BE tem agora duas faces. As meninas e os meninos para quem chega influenciar o poder e as meninas e os meninos a quem falta o poder de dizer tudo e mais alguma coisa sem consequências. É por isso que nunca o BE esteve tão dividido.

Ressuscitado pela crise, o BE não cabe em si. As decisões tomadas à noite em reunião febril tornam-se letra de lei dois dias depois. Há, dentro do BE, quem não aguente esta fragrância que emana do poder. As asneiras vão ser muitas e o remédio vai ser dia sim dia não apresentar mais uma fracturante por forma a causar engulhos ao PS.

As meninas e os meninos ainda não perceberam que no seu universo de eleitores há agora quem não seja trotkista. Há socialistas e leninistas que da mesma forma que se chegaram mais facilmente se afastam. E não é difícil perceber porque o BE já morreu e ressuscitou pelo menos duas vezes. Não sei se aguenta a terceira.

"Discutir o mau gosto do cartaz ou o desgosto que ele causou a muitos católicos já nem está na agenda. Neste momento o que me apetece salientar é a razão que está por detrás desta ideia "ao lado" quando todos reconhecem que ela saiu bem do meio do centro de decisões do Bloco de Esquerda. O que acontece é que hoje em dia, depois das últimas votações, a "elite" dirigente é quase a mesma, mas os eleitores são novos e outros na sua esmagadora maioria. Embora este partido de Esquerda radical nunca tenha primado pela união, unanimidade ou convergência, a verdade é que nunca foi tão nítida como agora, a linha de divisão entre aqueles para quem chega ser de Esquerda (ou do contra) e os demais, para quem ser radical, por vezes, até é pouco."

Isto num partido que até já teve dois líderes...