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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Lançar notas de mil euros de um helicóptero

O economista Milton Friedman diz que lançar dinheiro directamente para o bolso das pessoas teria um impacto extraordinário sobre a procura e a economia. Em  vez de o dinheiro passar pelos bancos ( como faz o BCE) e não chegar à economia, o dinheiro vai directamente para a conta dos cidadãos. Mas como nesta coisa do dinheiro há sempre uns tipos que pisam as regras e levam sempre a maior parte, o melhor mesmo é transferir o dinheiro directamente para a conta bancária de cada um de nós. Da noite para o dia a conta cresceria.

Contas feitas ( Expresso) seriam injectados na economia cerca de cinco mil milhões bem mais que os mil milhões que o nosso governo quer injectar. E sem problemas orçamentais . Problemas inflacionistas ? Nem por isso estando a taxa da inflação perto do zero.

As pessoas gastariam parte desse dinheiro em bens de consumo de preferência portugueses ? Há sempre o perigo de estragar as contas externas ( que nos últimos quatro anos tiveram um comportamento fantástico) com o aumento das importações mas, se o montante para cada um de nós não ultrapassasse os 500 euros muito provavelmente o consumo seria mesmo de bens e serviços nacionais.

Além de Friedman, apoiam a ideia economistas como Adair Turner, John Muellbauer e muitos outros. A solução é mesmo colocar dinheiro nas mãos das pessoas. Estou entusiasmado com a ideia...

 

 

Acharam-no tão bonito que lhe chamaram Óscar

A estatueta vale mil dólares não é de ouro mas tem um banho dele. Quem o ganha não o pode vender. Mas para quem o ganhou antes de 1950 pode valer uma fortuna. O mais caro de sempre foi leiloado por um milhão e duzentos mil dólares.

Para se ganhar um Óscar é preciso investir muito dinheiro em publicidade não basta ser um bom filme ou uma boa interpretação. A receita das bilheteiras em todo o mundo depois faz o resto. O principio que não se pode perder de vista é mesmo este. Se tens um mau filme e gastaste muito dinheiro então gasta o dobro em publicidade e se possível ganha um Óscar.

Logo à noite lá teremos novamente a feira de vaidades. As lágrimas, as surpresas ( como se não soubessem antecipadamente) os discursos a agradecer ao daddy e à mom e a toda a equipa. Por uns momentos esquecem-se ódios e ciúmes . E faz-se a declaração de amor eterno ao namorado(a) do momento. E o agradecimento à terra de todas as oportunidades. " Sou apenas uma pobre rapariga que nasceu numa caravana de feira" dizia a maravilhosa Swank .

Mas é mais fácil ser-se negro e presidente do que ser-se negro e ganhar um óscar ? Talvez, mas já houve negros e negras que ganharam. E não foram poucos.  

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Ganha quem causar mais embaraços ao PS

É um campeonato à parte entre BE e PCP para ver quem é que causa mais embaraços ao governo. Renegociar a dívida. Nacionalizar o Novo Banco. E na pista ao lado a CGTP não para de reivindicar. Com apoios destes o governo não precisa da oposição.

"Dito isto, alguém pensa que uma estratégia em que se aprova aquilo com que não se concorda e se aceita deixar para as calendas aquilo em que se acredita pode durar a legislatura inteira? Apoiar um governo ao mesmo tempo que se lhe faz oposição, como é o caso do Bloco e do PCP, pode parecer uma grande estratégia, mas não é. Não estar no governo, apoiando-o, é sempre empurrar com a barriga para a frente. Até ao momento em que as exigências europeias, com que o governo está comprometido, ponham verdadeiramente à prova o valor intrínseco desta coligação parlamentar. Por agora, o mal menor é o cimento que liga as esquerdas ao governo do PS, mas os incómodos desta coligação parlamentar são evidentes