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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Abrir a ADSE a mais pessoas é bom para todos.

É bom para o SNS porque descongestiona os hospitais públicos, encurtando os tempos de espera,  melhorando a qualidade dos serviços prestados e reforça a sua sustentabilidade financeira. É bom para os hospitais privados porque alarga a sua base de utentes. E quem contribui para a ADSE, mesmo que opte por ser atendido no privado, continuará a suportar, por via dos impostos, os custos do SNS.

E pelo lado do utente dá-lhe liberdade de escolha um direito que a extrema esquerda rouba aos cidadãos. Mas a Joana Mortágua não pensa assim. Para ela o verdadeiro problema é que os doentes escolham os hospitais privados e possam ter lucro.

“A abertura da ADSE a outras pessoas que não funcionários públicos (e respectivos familiares) “não faz sentido”, porque “estaria a alargar o acesso de utentes aos hospitais privados com prejuízo claro para o SNS”. Por isso, “a ADSE deve manter-se como um sistema fechado aos funcionários públicos e às suas famílias”.

Ou seja, para o Bloco de Esquerda a ADSE é um benefício para os funcionários públicos que deve ser alargado e reforçado mas que deve simultaneamente continuar vedado aos restantes cidadãos portugueses, presumivelmente pertencentes a uma casta inferior que não merece a liberdade de escolha e pode ser sacrificada no altar ideológico do SNS.

Curiosamente – ou talvez não – esta gritante situação discriminatória não parece também levantar quaisquer problemas no âmbito do enquadramento constitucional português, não tendo até ao momento sido vislumbrado pelas instâncias competentes qualquer conflito com o amplamente celebrado princípio da igualdade.

É esta a igualdade e a fraternidade que a extrema esquerda defende. Deixem-nos falar que quanto mais falarem mais mostram a cegueira ideológica que os tolhe.

 

 

Jesus Cristo foi um menino adoptado

imbecilidade não tem limites. As meninas e os meninos do BE para celebrarem a adopção por casais homossexuais quiseram brincar com a que terá sido a primeira adopção. No caso por um casal heterossexual. Maria era Sua mãe e José - marido de Maria - adoptou a criança que não era dele.

Se a ideia era comparar com a adopção de crianças por um casal composto por dois homens ou por duas mulheres, então a imbecilidade resulta da ignorância. E da vontade de gozar com quem lutou democraticamente pelas suas opiniões e que tem que aceitar a decisão da maioria. Maioria que só serve ao BE quando ganha, porque não é um partido democrático. Não sabe perder e ainda menos ganhar.

Agora querem-nos convencer que estavam a brincar o que torna a imbecilidade ainda maior. Brincar com a Fé da larga maioria dos portugueses. O povo que lhes enche a boca todos os dias e que dizem defender. Como se vê não só não o defendem como o gozam naquilo que esse povo tem de mais profundo. Estas meninas e estes meninos do BE não passam de uma canalha.

Francisco Louçã dizia hoje na sua parla televisiva que " é preciso saber se se pode ou não discutir as religiões e que limites deve haver à liberdade de expressão". O truque, é desviar as atenções do que é realmente fundamental. Pode discutir-se tudo e dizer tudo desde que não se ofendam os princípios da civilização em que vivemos e fomos formados.

É que o tal povo que ofendem não quer mudar de civilização nem de princípios. Há 40 anos que o anda a dizer em eleições livres e democráticas.

 

Retomar o aparelho do estado

Não é por causa da austeridade e nem por causa dos pobrezinhos : "Aquilo que define o PS, o PCP e o BE não é a preocupação com as vítimas da austeridade ou com os “mais desfavorecidos”, mas o facto de serem partidos que fizeram dos dependentes do Estado as suas bases de apoio. Não quero com isto dizer que o PSD e o CDS também não utilizem o poder do Estado para dar empregos e fazer favores. Mas no PSD e no CDS, há quem julgue (e também há quem não julgue) que é possível gerar votos garantindo a propriedade privada e a liberdade de iniciativa dos cidadãos, e que esse seria até o melhor meio de o país aproveitar os mercados globais. Nada disto é necessariamente de direita: em França, é o PS quem neste momento tenta adaptar a sociedade à “globalização”. Mas no PS português, há cada vez menos gente a pensar assim, e no PCP e no BE nunca houve. A operação política de Outubro não visou reverter a austeridade, mas reocupar o Estado, com dois fins: defender ou refazer clientelas, e reestabelecer uma cultura de restrição da propriedade e da iniciativa dos cidadãos.