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BandaLarga

as autoestradas da informação

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E você está tranquilo com a subida dos juros ?

O que dizer de um capitão de navio que no meio da tempestade se diz tranquilo ? Ou controla a tempestade o que manifestamente não pode fazer ou controla o navio. Mas se o navio mete água é bom agoiro dizer-se tranquilo ?

Os capitães dos outros navios - a maioria bem longe da tempestade - lançam-lhe avisos. O navio de Costa está em situação perigosa mas o capitão não lhes dá ouvidos. Ou já perdeu o controlo ou dá graças para a tempestade amainar. 

Os juros sobem vertiginosamente e as dúvidas sobre o orçamento adensam-se.  Perante um novo cenário de agitação nos mercados financeiros, o alemão Wolfgang Schäuble avisou que Portugal "pode perturbar os mercados", caso venha a "afastar-se" do rumo político que adotou nos últimos anos. O ministro de Angela Merkel considera que o governo "deve estar bem ciente" que isso seria "delicado e perigoso" para o país.

São necessárias mais medidas de ajustamento mas o governo prefere manter a orquestra a tocar enquanto se afunda. E nós que pagamos tudo isto acreditamos que perante a tempestade quem tem razão é Costa e Centeno ? Depois da experiência que tivemos há cinco anos com Sócrates ? É razoável pedirem-nos que nos mantenhamos tranquilos ?

A Taxa da dívida já vai nos 4,077% e entra numa zona de perigo

Adensa-se o horizonte com a agência DBRS a única que mantém Portugal fora do lixo possa vir a baixar o rating da dívida. Um desastre anunciado.

A agência canadiana é a única que mantém Portugal em grau de investimento, o que permite à dívida portuguesa ser incluída no programa de compras do BCE. "Se a DBRS tomar alguma decisão que piore o rating da República, os efeitos serão drásticos e para já, nem gostaria de colocar essa hipótese", refere o director da gestão de activos do Banco Carregosa, Filipe Silva.

Mas no mercado, os receios sobre a decisão que a DBRS irá tomar no final de Abril aparentam aumentar.

Para o Commerzbank, "a inversão do novo Governo em relação às reformas e os seus planos para abrandarem de forma significativa o caminho da redução do défice orçamental deixam as obrigações portuguesas em risco de fraqueza adicional". O banco alemão alertou, numa nota de investimento, que a dívida portuguesa está perto de entrar numa "zona de perigo". 

A escalada dos juros portugueses, que desde o início do ano passaram de 2,516% para os actuais 4,077%, ocorre também numa altura de turbulência nos mercados financeiros, marcada por uma elevada aversão ao risco por parte dos investidores.

Esta enorme subida nunca ocorreu desde Fevereiro de 1997

 

Juros da dívida com maior subida mensal

É preciso recuar 19 anos para encontrar um descalabro destes. O comportamento da taxa de juro da dívida é perigoso e a manter-se terá um impacto tremendo na execução do orçamento. É claro que com tantas críticas este orçamento é um documento que estará, mais do que nunca, debaixo dos holofotes dos credores. Em bom tempo que se foi aos mercados arrecadar dinheiro para que o Tesouro tenha as amortizações garantidas . Os cofres cheios que tanto carnaval de escárnio e mal dizer levantaram . Um salto de 26% para 3,71%, a 10 anos, é um horizonte sombrio, faz lembrar o período imediatamento anterior à chamada da troika quando Sócrates entrou em negação

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