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BandaLarga

as autoestradas da informação

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E vão quatro

A agência de rating que segura Portugal junto do BCE também coloca em questão a proposta de orçamento assim juntando-se às três restantes.

A DBRS é a agência mais pequena das reconhecidas pelo Banco Central Europeu (BCE), além das três grandes S&P, Moody’s e Fitch – todas as quais emitiram nos últimos dias alertas ao governo português. Porém, a DBRS é, para Portugal, a agência mais importante de todas, por duas razões:

  • Financiamento dos bancos. É graças ao rating acima de lixo da DBRS – o único – que os bancos podem apresentar dívida pública portuguesa como garantia para receberem financiamento do BCE e, sem esse rating, os bancos ficariam relegados à plataforma de emergência que usa o Banco de Portugal como intermediário (como está a acontecer desde fevereiro na Grécia).
  • Compra de dívida pública. É, também, graças a esse rating que o BCE pode incluir a dívida pública portuguesa no programa de compra de títulos que está a decorrer há quase um ano e que tem tido um impacto enorme na redução dos juros de todos os países da zona euro (exceto a Grécia, que continua de fora). Os especialistas não têm dúvidas: sem essa drenagem que o BCE está a fazer no mercado, os juros de Portugal iriam disparar – sobretudo tendo em conta que o governo quer emitir mais dívida no mercado nos próximos anos. 

Só um novo resgate poderia colocar novamente o país na posição em que está agora

Carpintaria contabilística

Carpintaria contabilística é o que é a proposta de orçamento . A economia cresce o que for preciso e as regras mudam-se ao sabor das necessidades . O défice é artificialmente contido. Regresso ao passado não muito distante.

A ‘troika’ - que além da Comissão Europeia inclui o FMI e o Banco Central Europeu - considera que a estratégia do Governo representa um regresso a modelos de crescimento que, acreditam os técnicos, provaram não ser sustentáveis. E duvida das previsões macroeconómicas do Ministério das Finanças, que sustentam o esboço do Orçamento do Estado. Perante todo o consenso das instituições nacionais e internacionais, que apontam para um aumento de 1,6% a 1,7% do PIB este ano, a projecção de 2,1% do OE/16 parece ser um ‘outlier’ – um termo estatístico para definir um valor tão diferente e tão fora do intervalo de previsão, que não é considerado. E, assim sendo, todo o exercício orçamental fica posto em causa.

Vem aí o 2º resgate se António Costa não tiver juízo e não bater o pé. Não a Bruxelas mas aos seus parceiros anti-UE.

Juízo

É tudo muto bonito até ao momento em que é preciso apresentar soluções. PCP e BE ( anti-UE ) querem confronto à Syriza com Bruxelas, para nada lhes interessando o desfecho que, como na Grécia, será mais um resgate. O 2º para nós. A António Costa pede-se juízo e a Centeno humildade. É preciso negociar mas com limites. O país está primeiro, melhorar o défice artificialmente não é uma boa prática. Patriota e de esquerda.

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