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BandaLarga

as autoestradas da informação

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A OPA da SONAE à PT

Se bem me lembro a SONAE oferecia 11 mil milhões pela PT. José Sócrates usou a CGD para impedir a operação que deixava a companhia em mãos portuguesas.

Recorde-se que esta não é a primeira vez que a OPA da Sonae aparece como uma matéria relevante para a investigação da Operação Marquês. Em outubro, depois do segredo de justiça interno ter sido quebrado por ordem do Tribunal da Relação de Lisboa, já tinha sido noticiado que o procurador Rosário Teixeira tinha chamado Belmiro de Azevedo, o líder histórico da Sonae, e o seu filho Paulo a depor como testemunhas no processo.

Revelando que o «Governo deu instruções» para que a Caixa Geral de Depósitos votasse contra a OPA da Sonae sobre a PT, Belmiro de Azevedo considera que José Sócrates «portou-se mal», até porque o Estado, como detentor de uma golden share, nunca deu indicações de se opor ao negócio.

PCP vai mostrar a sua força na acção sindical

A diferença eleitoral entre PCP e BE é um factor de grande perturbação. O PCP estará tentado a mostrar a sua força social e sindical para compensar a perda de votos. E o Bloco de Esquerda tenderá a pressionar o governo numa tentativa de ir buscar mais votos ao PS.

O Bloco ganha força, o PCP perde-a, pelo menos eleitoralmente. A dúvida é se os resultados eleitorais podem influenciar a estratégia dos dois partidos que apoiam o governo liderado por António Costa. O constitucionalista e ex-eurodeputado socialista Vital Moreira defende que “a enorme derrota do PCP, por sua vez, vai provavelmente causar abalos internos na liderança de Jerónimo de Sousa e levar os comunistas a acentuarem as suas reticências em relação ao governo do PS e a mostrar a sua força no terreno sindical e das lutas sociais”. O PCP, que perdeu mais de 120 mil votos em relação a 2011, tem congresso marcado para o fim deste ano e Vital alerta que “o perigo para o governo do PS não vai vir de Belém, mas sim dos parceiros de coligação”. Vital também acha que a subida do BE vai levar os bloquistas a “subir a parada no preço a obter pelo seu apoio ao governo PS”.

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Ninguém acredita no Orçamento para 2016

Se calhar nem o próprio Centeno. É cada vez mais frequente à medida que se conhece mais do projecto de orçamento, que o crescimento proposto de 2,1% não será maior que 1,7%. Que o aumento dos salários retirará competitividade à economia com nefastos resultados nas exportações

A dívida já está a crescer e as taxas de juro também só falta mesmo as agências de rating darem o golpe final.

A opinião da Moody’s vai ao encontro das projecções da Comissão Europeia, que apontam para uma taxa de crescimento na ordem dos 1,7%, ao contrário dos 2,1% estimados pelo Governo. “Acreditamos que reduzir o défice orçamental para 2,6% do PIB vai revelar-se um desafio”, avançou Muehlbronner ao Diário Económico.

 

A analista está preocupada que António Costa repita erros do passado. “Uma estratégia focada no consumo privado e no aumento dos salários acima do crescimento da produtividade poderá resultar no regresso aos antigos desequilíbrios da economia portuguesa, com défices da balança corrente e uma perda de competitividade internacional”, defende a especialista da agência de rating.

Ninguém acredita no Orçamento para 2016

Se calhar nem o próprio Centeno. É cada vez mais frequente à medida que se conhece mais do projecto de orçamento, que o crescimento proposto de 2,1% não será maior que 1,7%. Que o aumento dos salários retirará competitividade à economia com nefastos resultados nas exportações

A dívida já está a crescer e as taxas de juro também só falta mesmo as agências de rating darem o golpe final.

A opinião da Moody’s vai ao encontro das projecções da Comissão Europeia, que apontam para uma taxa de crescimento na ordem dos 1,7%, ao contrário dos 2,1% estimados pelo Governo. “Acreditamos que reduzir o défice orçamental para 2,6% do PIB vai revelar-se um desafio”, avançou Muehlbronner ao Diário Económico.

 

A analista está preocupada que António Costa repita erros do passado. “Uma estratégia focada no consumo privado e no aumento dos salários acima do crescimento da produtividade poderá resultar no regresso aos antigos desequilíbrios da economia portuguesa, com défices da balança corrente e uma perda de competitividade internacional”, defende a especialista da agência de rating.

António Costa perdeu à esquerda e à direita

Como sempre faz, António Costa desaparece em combate, o seu partido e os seus companheiros perdem e a seguir, aparece como vencedor. É um político que pensa nele próprio e na forma como se apresenta ao partido.

Olha para a direita e vê Marcelo, ex-presidente do PSD, como Presidente da República. Olha para a esquerda e vê uma luta entre PCP e Bloco que os comunistas estão a perder. Olha para o seu próprio partido e vê uma queda eleitoral acentuada.

E o governo e as suas circunstâncias podem-lhe trazer boas novas ? Apertado por Bruxelas e pelas regras orçamentais e por um PCP que vai vender a perda de eleitorado muito cara, exigindo cada vez mais até alguém ceder na "posição comum governamental", só se os milagres orçamentais que Centeno anda a cozinhar  se confirmarem.

A partir de hoje, os comunistas precisam de começar a mostrar ao seu eleitorado que são diferentes de tudo o resto que existe à esquerda. Não é teimosia, é sobrevivência. Para António Costa, é um sinal de que as coisas acabam de se tornar mais difíceis.