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BandaLarga

as autoestradas da informação

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O estatuto do cuidador informal

Cuidar de quem precisa em família em vez de institucionalizar. Mais proximidade, mais atenção, mais barato. Retirar os idosos dos hospitais depois de terem alta também passa por ajudar as famílias. Com horário flexível ou trabalhar a partir de casa. Ou mesmo em part time. Já se faz nos países que se dedicam a resolver os problemas dos seus cidadãos em vez de discutirem ideologias.

Inglaterra iniciou uma experiência que passa por dar às famílias para cuidar dos idosos os mesmos direitos que os pais recebem quando têm filhos: mais dias de assistência à família, horário flexível, part-time ou trabalhar a partir de casa. A experiência está a ser desenvolvida entre o ministério da segurança social e as associações patronais. E há o modelo Canadiano para a prestação de cuidados paliativos.

Basicamente, trata-se de envolver mais a sociedade civil retirando ao estado esse papel de cuidador quase universal. Cuidados impessoais, longínquos e como tal, pouco eficazes e caros. Quem melhor conhece os casos dificeis que a família e os vizinhos ? Não são de certeza as funcionárias públicas a partir dos seus gabinetes .

 

Industria 4.0 - A nova fase da indústria vai eliminar, em breve, cinco milhões de empregos. Especialistas avisam que o fosso entre ricos e pobres pode aumentar.

Neste artigo do site dinheirovivo é caracterizada a chamada quarta revolução industrial. “Depois da invenção da máquina a vapor, em 1784, da eletricidade e da produção em massa, em 1870, e da eletrónica e da produção automatizada, em 1969, começa agora a discutir-se a próxima fase da manufactura com uma completa digitalização dos sistemas produtivos, interligando máquinas, pessoas e processos.”

Para o presidente do Fórum Económico Mundial, a velocidade, o alcance e o impacto das alterações atuais “não tem precedente histórico”, diz Klaus Schwab. Para este responsável, tal como as anteriores, esta quarta revolução tem o potencial de “elevar os níveis de rendimento global e de melhorar a qualidade de vidas das populações em todo o mundo”.

Klaus Schwab destaca que, no futuro, “o milagre” se fará também do lado da oferta, “com ganhos de eficiência e produtividade a longo prazo”, decorrentes da baixa dos custos de transportes e comunicação, da maior eficácia nas cadeias logísticas e de transportes globais e da descida nos custos do comércio. Tudo isto, diz, “vai abrir novos mercados e impulsionar crescimento económico”.

Mas nem tudo são boas notícias e há sempre o reverso da medalha. O crescimento da automatização da indústria e dos serviços, decorrente das rápidas evoluções em áreas como a inteligência artificial, a robótica, a nanotecnologia e a impressão 3D, vai tornar obsoletos muitos dos atuais postos de trabalho, agravando o fosso entre ricos e pobres.

Klaus Schwab assume mesmo que a maior preocupação social relativa à quarta revolução industrial é o agravamento das desigualdades, que conduzirá a um aumento das tensões sociais. Até porque os estudos já avançados estimam que esta quarta revolução implicará a perda de cinco milhões de empregos nas principais economias mundiais, só nos próximos cinco anos.