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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Marcelo será Presidente só não se sabe quando

Na 1ª ou na 2ª volta ? Esta é pelo menos a conclusão óbvia das indicações de voto resultantes da leitura cruzada das três grandes sondagens dadas a conhecer nesta ponta final da campanha.

Mas será mesmo assim, ou a dinâmica de uma eventual segunda volta pode ainda trazer surpresas e fazer do quase desconhecido Sampaio da Nóvoa um novo Soares?

Quase impossível. Por muito que uma segunda volta reforce a “estratégia ganhadora” do candidato da esquerda das esquerdas, é difícil imaginar que o centro, subitamente perdido por Maria de Belém, esteja disposto a dar-lhe o seu voto. Marcelo já provou ser o comentador de todos os portugueses. Do Bloco de Esquerda ao CDS-PP, não assusta ninguém.

Riscos e imprudências e seja o que Deus quiser

Vamos ter um orçamento com riscos relevantes e imprudências . Para o Conselho de Finanças Públicas , seria aconselhável ter mais prudência: "a presente conjuntura internacional deveria levar a maior prudência na hipótese assumida para a evolução da procura externa. Os riscos decorrentes de previsões que se revelem optimistas são especialmente significativos num contexto de forte incerteza quanto à evolução da economia mundial e de elevado endividamento da economia portuguesa", acrescentam ainda os economistas, que deixam ainda outro aviso: o governo não deve descuidar a competitividade da economia.

orç2016.jpg

 

 

 O cepticismo dos observadores não se concentrará apenas na frente macroeconómica. As promessas de consolidação orçamental também poderão ser visadas: para financiar os 1.300 milhões de euros de estímulos (mil milhões dos quais através de devolução de rendimentos) o Governo conta poupar 600 milhões de euros em gorduras e outras ineficiências, uma meta elevada e um tipo de promessa que outros executivos já fizeram no passado gerando desconfiança, nomeadamente na Comissão Europeia.

 

Um orçamento para Bruxelas ver

Parece ser necessário um milagre para negar o caminho anterior e apontar outro  com um défice em 2,8% e cumprir simultaneamente as promessas feitas aos partidos de esquerda que impõem uma rápida baixa de impostos e um imediato aumento de despesa.

Com estas benesses todas António Costa conseguirá marcar eleições para finais de 2016, realizando-as antes do exame final e antes de nos impor um enorme aumento de impostos em 2017. Desta forma talvez conseguia livrar-se do apoio asfixiante dos seus actuais apoios parlamentares.

E depois já pode depenar-nos a todos.

Code share - o negócio da TAP

A TAP passa a viajar para a América do Norte . A AZUL de David passa a viajar para Lisboa. A TAP passa a distribuir os passageiros da AZUL por toda a Europa. A AZUL passa a distribuir no Brazil e nos US todos os passageiros da TAP.

É este o negócio que torna a TAP interessante. O code share representa para aí 80% do negócio do transporte aéreo. Quando um ministro, armado em gestor, nos vem dizer que a TAP vai passar a viajar para a Ásia, não sabe o que está a dizer pela simples razão que todas as companhias aéreas podem para lá viajar. A TAP não tem nenhuma vantagem estratégica em relação a todas as outras companhias.

Mas no Brasil e na América do Norte, onde a AZUL tem rotas e opera, o code share é o "core business". Como na Europa a TAP tem rotas e opera também aqui o "code share é o"core business".

É este o valor da TAP a que o(s) governo(s) não acrescentam nada.

PS :

O que é o Codeshare?

Codeshare é um acordo de cooperação pelo qual uma companhia aérea transporta passageiros cujos bilhetes tenham sido emitidos por outra companhia. O objectivo é disponibilizar aos passageiros mais destinos do que uma só companhia aérea poderia isoladamente.

Quando reserva um voo em codeshare, o seu bilhete exibe o número do voo da companhia aérea pela qual fez a reserva, embora alguns percursos da viagem sejam feitos em voos de outra companhia com um número de voo diferente daquele impresso no seu bilhete.