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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Só a abstenção pode roubar a vitória a Marcelo na 1ª volta

Marcelo tem como adversário a abstenção que se for superior a 50% pode obrigá-lo a disputar uma 2ª volta. Mas os números são esmagadores.  Nesta equação é preciso ter em conta a chamada abstenção por “convicção de vitória”, ou seja, com resultados tão positivos para Marcelo Rebelo de Sousa existe o perigo de os portugueses não irem votar por acreditarem que já está tudo resolvido

De qualquer forma, e importa sublinhar, Marcelo Rebelo de Sousa apresenta um crescimento consolidado na intenção de voto. Na comparação com as últimas sondagens feitas para o Expresso/SIC, saltou de 48% em novembro para os 55% registados neste estudo. Valores que o deixam confortável na liderança e a poucas horas do fim da campanha.

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O Ministério Público não tem medo de Sócrates

Mas é preciso vir a público anunciar uma coisa que é um dos fundamentos da Democracia e do Estado de Direito. Depois queixem-se que a Justiça não funciona quando estão em causa os poderosos.

"Toda a narrativa construída ontem não tem qualquer suporte na realidade, por esta razão: o Ministério Público não é nenhuma associação criminosa que se dedica a aterrorizar as famílias dos arguidos. Tem como objetivo o exercício da ação penal daqueles que cometeram crimes", disse António Ventinhas ."Nunca teremos medo!", terminou a nota.

Na nota enviada esta quinta-feira às redações, a direção sindical não deixa de mandar recado a José Sócrates: "a manipulação da opinião pública e da justiça pode vir a revelar-se uma tragédia de erros e de equívocos irreparáveis para o Estado de Direito, para a democracia e para as liberdades fundamentais. Compreendemos, sem nunca aceitar, que a mordaça das vozes incómodas seja a tentação dos que querem transformar a justiça num amém passivo à iniquidade, à falsidade e à arbitrariedade".

Um evento de crédito com epicentro no Novo Banco

Evento de crédito é o incumprimento de obrigações. No Novo Banco pode corresponder a 18 mil milhões de euros. Os maiores bancos mundiais estão reunidos em Londres para atacar o Banco de Portugal e a sua decisão de passar para o BES mau certas obrigações.

Caso o Comité de Avaliação da ISDA determine que a decisão do Banco de Portugal originou um evento de crédito isso poderia levar a que as próprias obrigações que ficaram no balanço da entidade liderada por Stock da Cunha possam ser abrangidas. Ou seja, um investidor que detenha um CDS sobre as obrigações que não transitaram para o BES teria direito a activar este seguro, mesmo sem ter incorrido em perdas. Após a passagem das cinco séries de obrigações com um valor nominal de 1,94 mil milhões de euros, ficaram no Novo Banco mais de 50 séries de obrigações no valor de 18 mil milhões de euros, segundo dados da Bloomberg.

Uma tempestade perfeita. Neste caso o Novo Banco vai ao ar não há venda que o salve nem comprador que o queira.

O grau zero da política

Com um candidato previsivelmente vencedor entregue à mais rasteira das campanhas perante o recuo do PS, que não se atreveu a assumir um candidato próprio, a questão que se coloca não é tanto o ruído de fundo em torno das chamadas «direita» e «esquerda», mas sim a questão de saber se – sim ou não? – o país vai completar a recuperação económica e financeira empreendida após a virtual bancarrota de 2011 ou se vai desbaratar os poucos ganhos conseguidos e cair numa nova forma de resgate. Por outras palavras, se a «frente popular» vai adoptar o «modelo grego» de tomar o poder a toda a custa, nem que seja para fazer aquilo que os credores exigirem de forma a conseguir fechar as contas de cada mês, tal como fez o Syriza e o PSOE aliado ao Podemos ameaçam fazer na Espanha aqui ao lado?

Juros ultrapassam barreira dos 3% a dez anos

Preocupem-se muito. Em dois meses a taxa de juro em todos os prazos não para de crescer. A 10 anos já ultrapassou a barreira psicológica dos 3% fixando-se em 3,2%

"Os sucessivos alertas das principais instituições internacionais ao relaxamento na consolidação das contas públicas começa agora a estar espelhado na negociação das obrigações de maior maturidade. Se é verdade que este movimento é transversal a todos os países periféricos, o 'gap' é maior no caso da divida da República Portuguesa".

Governar de forma a pagar mais juros da dívida é a mais estúpida de todas. Os que se uniram para governar são os mesmos que andaram durante 4 anos a clamar pela reestruturação da dívida quando ela estava a ser conseguida. Baixando juros e negociando prazos. Em dois meses duplicaram o custo da dívida. Vamos ver quem é que tem a culpa desta vez.

Um Estado de fraude e confisco que acabará por levar o cidadão comum a abraçar afirmações libertárias como a do radical H-H Hoppe: “O Estado é uma instituição dirigida por gangues de assassinos, assaltantes e ladrões, cercado por carrascos voluntários, propagandistas, bajuladores, vigaristas, mentirosos, palhaços, charlatães, incautos e idiotas úteis – uma instituição que suja e contamina tudo o que toca”.

 

 

Só a Grécia está pior que nós

A situação começa a inquietar. As taxas de juro a dez anos não param de crescer. Só a Grécia está pior que nós.

Hoje, Portugal regista um agravamento em todas as maturidades. Nas 'yields' a 10 anos, o aumento em 15,9 pontos base atira a taxa para os 2,926%. Itália também sofre pressão no mercado secundário da dívida, mas em valor inferior, com a taxa a 10 anos nos 1,65%, fruto de um agravamento de nove pontos base. Ainda assim, os juros transalpinos estão longe dos máximos de Julho, quando negociavam perto dos 2,39%.

Aqui ao lado, em Espanha, os oito pontos base de agravamento levam as 'yields' da dívida a 10 anos para os 1,785%, longe dos 2,4% tocados há meio ano em plena crise grega.

Com pior registo que Portugal, na sessão de hoje, apenas a Grécia, com uma subida de 98 pontos base para 10,15%, máximos de Agosto.

Nós começamos a pedir ajuda internacional quando as taxas de juro chegaram a 7%. Vamos nos 3% ao fim de dois meses de governação. Não podia ser pior.